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Em quantas fatias está
dividido o bolo da sua vida? Família: marido, esposa, filhos, pai,
mãe, avós etc. Amigos: de infância, da escola, faculdade, bairro,
trabalho etc. Vida profissional: carreira, auto-estima,
auto-realização etc. Dinheiro: sobrevivência, acúmulo, aquisição de
bens etc. Vida espiritual: religião, doutrina, fé, paz de espírito
etc. Vida social: responsabilidade comunitária, política etc.
Conhecimento: leitura etc.
A vida oferece muitas
possibilidades de as pessoas investirem as suas energias,
experiências e emoções em variados destinos. Ao longo dela dirigimos
a nossa atenção para alguns pontos de interesse. No entanto, as
escolhas acabam por se limitar a uns poucos itens da enorme lista de
oportunidades disponíveis. Há casos em que o foco está apenas
dirigido a vida familiar. É claro que a família deve receber atenção
especial, todavia deve existir mais espaço para outros
investimentos. Estas pessoas vivem em prol do seu núcleo de
coexistência. Algumas, ainda, deixam de investir em si próprias,
mantendo a sua concentração nos entes parentais.
O que resulta deste
modelo de administração da vida, via de regra, é que quando o
relacionamento familiar não vai bem (e sempre existem os altos e
baixos nas relações humanas) o peso sobre esta condição é muito
maior.
Ou seja, se os nossos
esforços concentram-se numa única atividade e ela sofre algum abalo,
rápida e facilmente desequilibramos. Vale o dito popular: “Colocar
todos os ovos numa mesma cesta pode ser bem arriscado no caso de
sofrer algum acidente”.
Por outro lado, quando
temos outras ligações em esferas diferentes, quando uma enfraquece,
nos agarramos às demais. Elas nos dão suporte imediato e
consistente, tanto quanto forem profundas e enraizadas. Precisamos
rever a nossa gestão de vida, se ela permite vários tipos de
relacionamento, em que profundidade e, sobretudo se estamos presos a
alguma crença que criamos com o passar do tempo, tal como a idéia de
o trabalho ser a única coisa importante na vida, por exemplo.
O bolo da vida permite
muitas fatias, de diferentes tamanhos, e nos alimenta nas horas boas
e, principalmente nas difíceis, desde que saibamos administrar cada
pedaço.
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