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Para efeito didático, resolvemos classificar os corpos que revestem
o espírito primeiramente em três corpos básicos ou iniciais: o corpo
físico, o duplo etérico ou corpo etérico, e finalmente o
perispírito. Mas com o passar do tempo fomos encontrando na
literatura espírita e espiritualista outros corpos espirituais, cada
um na faixa de vibração que lhes correspondem os fenômenos
psicológicos e moralizadores.
Como médium espírita, pudemos pessoalmente atestar a veracidade de
tais descobertas e ainda avançar, em alguns casos, na identificação
de outros corpos energéticos, e mais uma vez detectar a
confiabilidade de outras pesquisas realizadas por renomados
estudiosos da Terra e do Mundo Maior.
Um
bom exemplo de classificação de especificas áreas dos corpos
espirituais, fora quando, não faz muito tempo (em abril de 2000),
elaborávamos um trabalho sobre mediunidade. Fomos tomados de
surpresa com a visão (somos clarividente) de uma cena fluídica
apresentada numa forma luminosa e radiante, numa tela (“viva”!) em
forma de nuvem cinematográfica a irradiar-se, expandir-se ou fluir
de nosso chacra gástrico ou plexo solar (segundo Barbara Ann Brennan
esta área é vinculada ao “corpo mental”), fornecendo-nos ainda forte
impressionabilidade fluidico-vibratória. Percebemos o aspecto
fluídico com uma constituição tão sólida, “palpável” (somos também
médium de efeitos físicos) que não tivemos qualquer dúvida quanto a
realidade do fenômeno. Pela impressionabilidade do próprio fluido,
registramos a origem de suas emanações: o chacra emocional (segundo
chacra, vinculado a segunda camada aurica) do “corpo mental” (que
passamos a denominar como quinto chacra ou quinta camada aurica).
Estas seriam, em realidade, projeções do corpo mental, acima do
duplo etérico (primeira camada aurica) e do “corpo emocional”
(segunda camada aurica).
Facultando-nos particularmente a confirmação da existência de
respectiva área do complexo sistema energético do ser espiritual. –
Em “Nosso Lar”, cap. O Sonho, psicografado por Francisco Candido
Xavier, André Luiz narra ter se recordado nitidamente de ter deixado
o corpo mais pesado (se ele ao desencarnar deixou para trás o corpo
físico e o corpo etérico, acreditamos que ele deveria estar falando
de um outro corpo perispiritual) ao seguir em uma estrutura de corpo
mais sutil ao encontro de sua genitora. Agora em “Nos Domínios da
Mediunidade”, cap. 11, Desdobramento em serviço, psicografado por
Francisco Cândido Xavier, André Luis anota: Com o auxílio do
supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A
princípio, seu perispírito ou ´corpo astral´ estava revestido com os
eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de
carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o `duplo
etérico`, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao
campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior
afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração,
tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte
renovadora. Para melhor ajustar-se ao nosso ambiente, Castro
devolveu essas energias ao corpo inerte, garantindo assim o calor
indispensável à colméia celular e desembaraçando-se, tanto quanto
possível para entrar no serviço que o aguarda. Já está por demais
claro, que temos outros corpos espirituais, cabe-nos agora a chegar
num consenso quanto a classificação dos mesmos.
Pesquisadores e autores espíritas classificam como “perispírito”
todo o “conjunto multidimensional” de corpos energéticos, porém sub
divididos em vários outros corpos. Lembremos que André Luis
classificou o duplo etérico como um “conjunto” independente, que
ficou-se sabendo ser o corpo etérico, e nos deixando crer que existe
outras estruturas que formam esse mesmo conjunto (“os eflúvios
vitais conhecidos, `em seu conjunto`, como sendo o duplo etérico”),
localizada entre o corpo físico e o denominado “perispírito”, já que
nesta oportunidade ele não nos deixou informados sobre a existência
do corpo que se seguia ao molde etérico.
Para compreender melhor esses corpos, precisaríamos entender a
“função psicológica” dos chacras ou centros de força. Com posse
desses conhecimentos poderemos formular um melhor parecer quanto a
anatomia intima e a função de tais estruturas. Para tal, ainda,
teríamos primeiramente de compreender as irradiações fluídicas (teor
qualitativo) e suas origens. Ainda em “Nos Domínios da Mediunidade”,
cap. 11, André Luiz apresenta um desdobramento que ocorre com o
médium apresentando em sua configuração exterior “tonalidades”
azulada à direita e alaranjada à esquerda. Então, qual seria a
função desses fluidos coloridos e quais suas funções psicológicas e
operacionais no âmbito do serviço?
Em
seu livro “Mediunidade”, pág. 178, Edgard Armond nos relata: Nas
curas materiais e nas operações mediúnicas, as cores, veiculadas
pelos fluidos oriundos da corrente magnética de base e pelas
vibrações dos seus componentes, saneiam o ambiente, esterilizam o
campo operatório e objetos de uso, estimulando ou acalmando os
agrupamentos celulares; e nas curas espirituais, esses fluidos e
vibrações coloridas da corrente neutralizam os impulsos maléficos
dos obsessores, concorrem a modificar idéias, pensamentos e
ulteriores, sentimentos, assegurando assim bons resultados para os
trabalhos de doutrinação. Este é o setor da Cromoterapia...
Então, por qual motivo seria justificável não adentrássemos o
maravilhoso campo da cromoterapia espiritual e das funções
psico-energeticas das variadas tonalidades cromáticas que irradiam
de nossas estruturas intimas?
Bem, e para que os amigos leitores não fiquem curiosos com relação a
cena apresentada na tela fluídica, fora de uma época na qual nos
encontrávamos desencarnado, a proteger dois jovens oficiais da
cavalaria do Norte dos Estados Unidos da América (A União), quando
os mesmos passavam por momento de constrangimento na Crosta, por
força de lastimável assédio obsessivo.
Atualmente, os jovens oficiais de outrora encontram-se reencarnados
em nossa família como queridos primos do coração, e o infeliz
obsessor de então também se nos ligou pelo elo familiar, agora por
força de laços de união afetiva, possibilitada pela Lei da
reencarnação. Atualmente, alguns dos espíritos tutelares que lhes
assistiam a época estão também reencarnados próximos no seio
familiar, assim como o comandante da tropa a que serviam, vitima do
transloucado assédio da entidade sofredora. Todos em busca dos
mesmos ideais: do perdão e do amor.
Assim, a existência de vários corpos espirituais, com
característicos particulares, faz crer que diferentes irradiações
hão de expressar. Sendo assim, a modalidade terapêutica deverá se
ajustar às necessidades do organismo ou energismo espiritual.
No
entanto, outro momento podemos citar, mais uma vez como forma de
ilustração, quando em certa época percebemos rapidamente durante uma
interpretação (a nossa faculdade nos permite visualizar imagens e
ouvir os sons espirituais emitidos durante as canções. Os registros
espirituais das melodias. Também somos clariaudiente.) algo da
constituição ou área do “Chacra Vocal” (que classificamos como
oitávo nível aurico), porém como não havia mais tempo para a
inserção no trabalho que realizávamos, optamos por não avançar nas
análises. Apresentava caráter belíssimo, como se sua constituição
intima fosse realizada a partir de notas de cintilante beleza, como
se fosse um “corpo musical” (ou mais apropriadamente um “corpo
sonoro”). Nada de místico, pura e simplesmente uma estrutura sonora
formada de implementos eletrônicos elaborados em energismo
especifico no decorrer da milenar existência do espírito (os
arquivos do som!?). De qualquer modo, anotamos aqui apenas nossa
observação pessoal e nada tem de definitivo.
Tomamos conhecimento que outros clarividentes, muitas vezes tem
observado curiosas e surpreendentes (como nossos irmãos
espiritualistas relatam) visões quando ao observarem partes expostas
do corpo, tais como rosto e mãos, vêem fluir por elas fachos
luminosos de estrelas, cubos, pirâmides e grande variedade de outras
figuras geométricas. Segundo eles, cada uma dessas figuras afasta-se
a pouca distancia do individuo e logo desaparece. Apresentam-se elas
em cor azul ametista (arroxeado).
O
que vimos aconteceu vários meses antes de encontrarmos tais
informações. No caso das cores recordemos que sempre uma energia
inferior partirá de esferas ou vibrações inferiores. No mais, nos
parece algo de maravilhoso a se apresentar aos clarividentes no que
tange as estruturas intimas de nossa alma. O que nos recomenda às
análises de Albert Einstein, quando em sua Teoria Especial fez uma
ligação entre a Geometria e a Física.
Se
não cairmos no maravilhoso, novas conquistas no campo do espírito
hão de se realizar.
Em 2003 foi publicado o livro “Liceu da Mediunidade” do Espírito
Paulino Garcia, psicografado por Carlos A. Baccelli, o qual no cap.
17, Clarividência, pág. 102, nos traz, o autor espiritual, a
informação de que os Espíritos superiores apresentam em sua forma
espiritual caracteres de “NOTAS SONORAS”, ou “acordes musicais”.
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