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“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma
e de todo o teu espírito e ao próximo com a ti mesmo”.
Dentre todos os ensinamentos do Mestre, o mesmo destacou esse como
resumo de toda a lei e todos os profetas. É um verdadeiro roteiro de
vida para todos nós.
O
Cristo também nos lembra em um outro precioso ensinamento, “sois
deuses”, ou seja, carregamos em nós a centelha divina, a força
criadora, o Eu superior que é nossa verdadeira luz e na qual se
encontra toda a plenitude de sabedoria e amor do criador em nós.
Reconhecer que somos mais do que acreditamos ser, é, nos libertar
dos sentidos tão voltados para os limitados conceitos materialistas
ainda muito cultivados.
Tomar consciência do verdadeiro é, antes de tudo, modificar-se para
obter uma visão holística de todo o dinamismo da vida.
Vivemos em um mundo onde, os conceitos de felicidade têm se voltado
à satisfação da personalidade humana através de conquistas e
sensações direcionadas ao prazer do corpo físico, assim como, da
vaidade que causa a necessidade do sentimento de superioridade
aparente nos grupos sociais. Temos direcionado o que entendemos de
amor a atitudes de posse, controle, medo, ciúme, manipulação alheia,
na crença de que assim estaremos plantando a nossa felicidade e a
dos nossos entes queridos.
Seguimos, muitas vezes, conceitos, crenças, modelos, tomando como
base o comportamento materialista da sociedade em vários campos do
comportamento coletivo.
Todo esse cenário nos mostra muitos seres humanos em seus conflitos
íntimos, familiares, quando percebemos a insatisfação contínua, a
busca desenfreada de alegrias, os sentimentos doentes que se
manifestam através de comportamentos depressivos, atitudes
impulsivas e compulsivas, desencontros entre casais, pais, filhos e
principalmente diante das atitudes causadas pelo fraco caráter
social e político.
A
maturidade espiritual diante dos ensinamentos do Mestre, nos leva a
entender então, que o conceito de amor deve ser modificado
tornando-se uma busca incessante do “Deus” que cada um carrega
dentro de si.
Conhecendo e aprendendo a amar esse “deus em nós”, para que assim
possamos entrar em contato com o manancial de luz e sabedoria
divina.
Podemos exercitar esse amor através da educação de nosso ser, de
nossa personalidade, pois educar é extrair as sementes de dentro, ou
seja, extrair de dentro da nossa centelha divina toda a luz e
sabedoria, latentes, em seu baú maravilhoso.
Educando-nos através do conhecimento, podemos modificar nossas
atitudes, transformando o imediatismo em perseverança, o pessimismo
em novas perspectivas de crescimento, e acima de tudo, compreendendo
e aceitando que somos todos iguais em potencialidades, com
conhecimentos diferentes, caracterizando cada um no seu grau
evolutivo. Assim, com um novo posicionamento diante da vida, saímos
da multidão de aflitos, passando a caminhar com o discernimento de
quem conhece, a calma de quem confia, a bondade de quem ama, a
liberdade de quem sabe que é dono de si mesmo e autor de tudo o que
lhe acontece.
Sendo o modelo de amor ao próximo, o amor a nós mesmos, devemos
compreender que, amar ao nosso irmão é, antes de tudo, nos fazer
melhores seres humanos, para que possamos emitir pensamentos, ações,
palavras, sentimentos e atitudes que realmente retratem o “Deus” que
está dentro de nós. Amar o nosso próprio ser, construindo atitudes e
pensamentos saudáveis que irão provocar uma verdadeira cura em nós.
Nos
libertar de males tão comuns como a maledicência, o ciúme, a inveja,
a corrupção, o egoísmo, pois passamos a compreender que toda ação
gera uma reação em nós mesmos.
Pensando e agindo como seres de luz, modificamos nossa posição,
entendendo, pois que, a compreensão de caridade também se torna mais
verdadeira e ativa.
Entendemos então, que, o amor é o conhecimento que transforma os
sentimentos e a caridade é a ação contínua e natural provocada por
esse sentimento vivo em nós.
Passamos a ser, naturalmente, caridosos. Nossas ações se
transformam, nossos pensamentos são mais saudáveis, nossas idéias
são mais ricas, nossas palavras são mais limpas e nosso ser se torna
mais harmônico, nosso caminhar é de calma, confiança e certeza,
fazendo-nos ver o outro como irmão, que como nós, está no mesmo
caminho e se esse irmão está na dor ou no erro, é por que ainda não
descobriu esse maravilhoso tesouro em si mesmo.
A
caridade então se manifesta através do perdão que liberta o ser da
culpa, das prisões íntimas, provocadas pelos erros passados. A
caridade provoca também o sentimento de perdão ao próximo, pois
compreendemos a fragilidade que nos é comum e nos leva a atitudes
equivocadas, fazendo com que as energias deletérias da mágoa se
transformem em fluidos curadores refletindo em nós a saúde integral,
da mente e do espírito.
Nossas atitudes passam a ser não mais a da crítica ou do julgamento,
mas de auxílio, ajudando os outros a encontrar também esse baú
perdido. Atuamos então, levando quando necessário, primeiro o
alimento material, pois que, a fome enfraquece o corpo físico, para
então, restauradas as energias, possamos indicar a verdadeira fonte
de vida, como já o fez o mestre para nos ensinar pelo exemplo.
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