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“Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. – Jesus
Esta
resposta do Mestre aos seus discípulos, conforme registrado por
Mateus no Capítulo 17, versículo 21, quando indagado por qual razão
não puderam curar o menino vítima de cruel obsessão, nos leva a
considerar da necessidade da reforma íntima em todos os processos de
ajuda aos sofredores.
O
jejum prescrito por Jesus refere-se, sem a menor sombra de dúvida, ao
jejum moral, ou seja, a abstinência de todos os nossos vícios, paixões
e sentimentos inferiores, tais como o egoísmo, o orgulho, a inveja, o
ciúme; isto porque os Espíritos inferiores só se submetem à
superioridade moral daqueles que se propõem a ajudá-los.
O
conhecimento da doutrina é importante mas, por si só não basta; os
Espíritos lêem nossos pensamentos, sentem a sinceridade de nossas
palavras, e, se observam que as palavras não correspondem aos nossos
atos e pensamentos, riem-se, como se dissessem: “Quem és tu, que
ousas tirar o cisco dos meus olhos, quando tu mesmo conservas uma
trave nos teus?”.
Assim,
os irmãos que pretendem trabalhar nas sessões de desobsessão, médiuns
e doutrinadores, precatem-se contra o orgulho e vaidade, vícios
capazes de anular as mais nobres intenções. Entendam que, de nós
mesmos pouco podemos acrescentar, mas, sob a égide do Mestre Sublime,
será possível converter trevas em luz, desespero em esperança, dúvida
em confiança ativa, egoísmo em fraternidade, vaidade em humildade,
ódio em amor.
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