O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Jejum

Autor:
Editor

Fonte:
O Mensageiro

ARTIGOS

  

“Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. – Jesus 

Esta resposta do Mestre aos seus discípulos, conforme registrado por Mateus no Capítulo 17, versículo 21, quando indagado por qual razão não puderam curar o menino vítima de cruel obsessão, nos leva a considerar da necessidade da reforma íntima em todos os processos de ajuda aos sofredores.

O jejum prescrito por Jesus refere-se, sem a menor sombra de dúvida, ao jejum moral, ou seja, a abstinência de todos os nossos vícios, paixões e sentimentos inferiores, tais como o egoísmo, o orgulho, a inveja, o ciúme; isto porque os Espíritos inferiores só se submetem à superioridade moral daqueles que se propõem a ajudá-los.

O conhecimento da doutrina é importante mas, por si só não basta; os Espíritos lêem nossos pensamentos, sentem a sinceridade de nossas palavras, e, se observam que as palavras não correspondem aos nossos atos e pensamentos, riem-se, como se dissessem: “Quem és tu, que ousas tirar o cisco dos meus olhos, quando tu mesmo conservas uma trave nos teus?”.   

Assim, os irmãos que pretendem trabalhar nas sessões de desobsessão, médiuns e doutrinadores, precatem-se contra o orgulho e vaidade, vícios capazes de anular as mais nobres intenções. Entendam que, de nós mesmos pouco podemos acrescentar, mas, sob a égide do Mestre Sublime, será possível converter trevas em luz, desespero em esperança, dúvida em confiança ativa, egoísmo em fraternidade, vaidade em humildade, ódio em amor.