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Pedro, o fiel Apóstolo do Cristo, em uma de suas substanciosas
cartas, confirma os escritos profundos de Paulo, o Apóstolo dos
Gentios, com as seguintes palavras:
“Considerai a longanimidade de Nosso Senhor como a nossa salvação,
conforme também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a
sabedoria que lhe foi dada”(II Ped. 3:15)
Vamos considerar para a nossa análise 02 pontos fundamentais deste
versículo:
1)
Segundo Pedro e Paulo, Cristo é nossa salvação
Salvação ou redenção era como os antigos designavam o progresso ou a
evolução.
Hoje definimos evolução como vir-a-ser. Transmutação da matéria em
espírito.
Evolução não é um processo que vai do exterior para o interior. Não
é um crescimento por aglutinação ou inchaço. É uma explicitação do
que se é em essência. Uma atualização do conteúdo latente.
Não
existe uma evolução de fora para dentro. Logo, não há uma salvação
externa. Não há alo-redenção. Só existe auto-redenção – como já
escreveu o Prof. H. Rohden.
O
Mestre já anunciou:
“Então, se alguém vos disser: eis que o Cristo está aqui, ou ali,
não lhes deis crédito ... Eis que ele está no deserto, não saiais;
eis que ele está no interior da casa; não acrediteis” (Mat. 24: 23 e
26)
'O
reino de Deus não vem com aparência exterior ... porque o reino de
Deus está dentro de vós” (Luc. 17:20-21).
Segundo Pietro Ubaldi, o Apóstolo do Espírito, quando as escrituras
falam do Cristo salvador estão se referindo ao nosso potencial
sistêmico ( S ), pré-queda, que se encontra latente no inconsciente.
Inconsciente ainda para o nosso atual nível de consciência; porém,
superconsciente num futuro próximo, quando através dos esforços
evolutivos atualizarmos o anjo em nós. Nesse amanhã o ser consciente
dirá:
“Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” ( Paulo, Gál. 2:20).
2)
A sabedoria que foi dada ao amado irmão Paulo
Através das 14 cartas que Paulo escreveu, encontramos muitos pontos
em que a sabedoria crística brilha iluminando nossa consciência.
Paulo saboreou as verdades espirituais. Sobravam nele inteligência,
cultura e didática por excelência. No entanto, num dos seus
versículos, a didática deu lugar ao mistério, pois premido pelas
carências de definições de sua época, o Apóstolo do Cristo
Ressuscitado, só pode sintetizar o processo evolutivo dos níveis de
consciência, segundo a “sabedoria que lhe foi dada”, com palavras
enigmáticas, que as letras fizeram questão de velar:
“Tereis condições de compreender com todos os santos qual é o
comprimento e a largura e a altura e a profundidade”( Ef. 3:18).
Segredo!
Os
tempos correram pelos 2000 anos de história do Cristianismo.
Missionários desceram e subiram sobre os filhos dos homens, com a
árdua tarefa de iluminar. De transmudar o homem em gênio, o gênio em
super homem espiritual.
Sinais dos tempos!
Eis
que Pietro Ubaldi, o Pedro Redivivo, “desembarca”, mais uma vez, nas
praias planetárias, com a sublime e ousada missão de lançar as bases
da construção da Nova Civilização do 3o. Milênio.
É a
maior antena psíquica do século XX.
Em
sua missão de iluminar, Ubaldi retoma a revelação enigmática do
“amado irmão Paulo”, e com inteligência, cultura e didática por
excelência, dá à luz ao que parecia segredo eterno dos Evangelhos.
Vejamos.
P.
Ubaldi descreve os níveis de consciência em seu livro Ascese Mística
( o Índex condenou esta obra em 1939) e suas respectivas
potencializações, que permitem a chamada evolução dos faixas de
consciência:
“Por dilatação de consciência, devemos entender potencialização de
todas as qualidades. Assim, em cada plano, se ajunta às precedentes
uma qualidade nova. Eis que cada fase completa uma criação sua,
segundo esta ordem:
“Consciência sensória = sensibilidade“
”Consciência racional analítica = razão"
“Consciência intuitivo-sintético = síntese (verdade)
“Consciência místico-unitária = amor ( união com Deus)”.
(Ver pág. 67, 4ª Ed. Fundápu).
Inicialmente vamos examinar os três primeiros níveis.
Para P. Ubaldi a consciência sensória é a zona do instinto e sua
representação geométrica é linear. Correlacionando com Paulo, temos
o comprimento. É o subconsciente, com baixa voltagem, frequência e
potencial. De ondas longas. É a faixa da assimilação por repetição.
Sede do automatismo. Não pensa. Não diz eu. Age por pura defesa e
necessidade.
Com
a maturação das experiências instintivas, por repetição à exaustão,
a linha dobra-se sobre si mesma ( ver teoria do erguimento de
perpendiculares sucessivas, de Ubaldi) e surge uma nova dimensão, a
superfície, que segundo Paulo chama-se largura. É a faixa do
consciente. Sede da razão. Zona das experiências práticas do dia a
dia. É de média voltagem, frequência e potencial. De ondas médias. É
cerebral.
A
evolução da razão faz a superfície dobrar-se sobre si mesma e surge
outra dimensão. É a altura na visão de Paulo. O superconsciente,
sede da visão volumétrica-sintética. Zona da intuição. É de alta
voltagem, frequência e potencial. De ondas curtas. Lugar da
compreensão da verdade por insight.
A
quarta faixa de consciência, surge através da maturação das
precedentes. Paulo a chama de profundidade. O próprio Apóstolo dos
Gentios esclarece em seguida que “o amor de Cristo excede a todo o
conhecimento” (Ef. 3:19), ou melhor, o amor é um nível de
consciência superior aos precedentes instinto, razão e intuição. É
para Ubaldi a zona místico- unitária da união com Deus.
É
ainda Pietro Ubaldi que num vôo unitivo ilumina: Na fase mística
(profundidade/amor) encontramos pois as menores dimensões
precedentes, isto é “a sensibilidade ( linha/comprimento/instinto)
que desenvolve a razão (superfície/largura), a razão que gera a
intuição que, por sintonia, se trans muda em amor, conducente à
unificação com o Todo. E cada qualidade compreende em si a
precedente, sobre a qual se construiu” (Ascese, pág. 69).
Assim, quando as escrituras asseveram que Cristo é nossa salvação
querem dizer, como está demonstrado pela sabedoria que foi dada ao
amado irmão Paulo, e pela visão unitiva de P. Ubaldi, que Cristo
(Amor) é o nível de consciência de maior profundidade, e que
precisamos despertá-lo em nós, para a nossa salvação, ou melhor para
a nossa evolução.
Evolução é conscientização, corrobora Padre Teilhard Chardin. E esta
conscientização inicialmente se manifesta como instinto, no
subconsciente, com representação geométrica linear (comprimento).
Mais tarde se desenvolve e desabrocha como razão, no consciente, com
representação gráfica de superfície (largura). Com o decorrer da
evolução desperta a intuição, nas alturas da visão sintética,
representada pelo desenho de volume.
No
tempo sem tempo, da maturidade do super homem ubaldiano, o amor
crístico, que excede todos os níveis de consciência, brilhará, e a
exemplo do Mestre Jesus, diremos em uníssono:
“Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em
vós” (Jo. 14:20).
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