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Uma
das maiores questões a serem resolvidas pelo ser humano é
compreender exatamente o que ocorre após a sua morte física. Todos
as noites, a Casa Espírita enche de pessoas em busca de respostas
para suas perguntas mais intimas, e uma delas, com certeza é essa:
onde e como vou estar quando fechar os olhos para este mundo? Claro,
que ninguém fala sobre isso. É assunto pesado e ninguém gosta de
ficar falando na morte, afinal ela traz-nos a lembrança, situações
de tristeza, de saudade, de perda, enfim, uma gama de sentimentos
aflora e não gostamos de falar nisso, com todo respeito, vamos
trocar de assunto, é a recomendação imediata.
Entretanto, é assunto dos mais atuais e necessários. De alguma forma
é preciso rever os nossos pontos de vista a respeito, para que
nossas atitudes sejam tomadas de acordo com um plano que envolva uma
nova direção para nossa vida, e consequentemente, para nossa
“morte”.
Pensar na vida e vivê-la bem e em conformidade com as recomendações
do Evangelho é um grande passo para a libertação. Emmanuel, querido
benfeitor espiritual, em reunião pública de 25/09/1961, através do
Chico, no livro Justiça Divina, confirma estas afirmações quando diz
que “muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a
morte venha a surgir... [...] sonhas o acesso à felicidade, a
maneira de criança que suspira pelo colo materno...”. Isto é fato
comum, todos querem o seu bem estar, a sua felicidade, mas porque só
dificuldades são encontradas em nossos caminhos e estas são questões
que o Benfeitor continua resumindo ao dizer que “toda pessoa humana
é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne,
constrangida ao cumprimento de certas obrigações: nos compromissos
do plano familiar; nas responsabilidades da vida pública; no campo
dos negócios materiais; na luta pelo próprio sustento [...] e o
dever [...] é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que
ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente
devemos ser”. Sem esquecer a oportunidade de iluminar-se, a educação
da personalidade é de significativa importância, conforme se pode
notar, porque, dia virá que estes aspectos da aparência cederão
lugar para a verdade, e a verdade está no aproveitamento que se faz
do aprendizado diário. Desse modo, nosso lugar depois da morte pode
ser comparado, de forma simplória, a um cavalo que esteja atrelado a
uma carroça e que fez uma longa viagem. Chegando ao ponto de
descanso, é desatrelado do carro e entregue à liberdade. Ao perceber
que está liberto das grades que o prendiam procura imediatamente uma
pastagem verde onde manifesta toda a sua felicidade por estar
entregue ao ambiente propício à manifestação dos seus impulsos. Ali
ele pasta, corre, refocila, sem qualquer preocupação. Está feliz. É
o seu mundo. Um outro exemplo é o da serpente, que presa para
cooperar na fabricação do soro antiofídico, se for libertada corre
para a toca e se esconde, reconstituindo o próprio veneno. O corvo,
se preso para observações, quando solto voltará, com certeza, para a
imundície que é o seu habitat e onde se resfolega. A andorinha
quando engaiolada para estudos, caso seja solta, volta para o seu
mundo de liberdade e vôos perfeitos chamando a primavera. Portanto,
se é nosso desejo saber quem somos, observemos o que pensamos quando
estamos sozinhos, e se queremos conhecer o lugar que vamos habitar
depois da morte, examinemos o que estamos fazendo nas horas livres.
Estas recomendações são daqueles que passaram pela experiência da
morte e voltaram para nos ensinar o caminho da vida. Que prestemos
atenção nisso e depois não aleguemos que não sabíamos. Muita Paz em
Cristo!
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