O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Vacina contra Violência

Autor:
Equipe D.I.J

Fonte:
O Mensageiro

ARTIGOS

  

Prezados irmãos leitores, este mês desejamos fazer uma reflexão nessas breves linhas a respeito da relação violência/família. Essa instituição social tão importante à humanidade terrena, em especial nos dias de hoje, se encontra hoje fragilizada pela vulgarização do  amor, como conseqüência direta da banalização do sexo, hoje tido como sinônimo de amor. Reside, portanto, aí, um ponto crucial à desarticulação da célula familiar, ao lado da incompreensão, da intolerância e da falta de companheirismo.

A violência está presente em todos os lugares, atingindo todas as classes sociais. Alastra-se de maneira voraz por toda a sociedade, envolvendo crianças e jovens, adultos e idosos. Não respeita os limites da cidade, se fazendo presente nos centros urbanos e no interior. Vítimas e protagonistas dessa violência não têm idade ou sexo. Como uma praga, ela parece corromper toda nossa sociedade.

A pergunta natural a nos fazermos, então, será: qual a relação entre a desagregação da família e a propagação da violência? A resposta nos exige apenas alguns momentos de reflexão. A Doutrina Espírita nos ensina que a família é ao mesmo tempo o berço de acolhida aos Espíritos reencarnantes, e palco do reencontro de seres ligados pelos mais nobres sentimentos, bem como de seculares desafetos. Neste berço, certamente quem recebe a incumbência de orientar, encaminhar e, principalmente, educar com muito amor e carinho, são os pais. E, nesta tarefa, a responsabilidade de pai e de mãe possuem o mesmo peso. Ambos foram incumbidos de apresentar ao Espírito que volta à matéria, como seu filho, a janela do mundo, fornecendo-lhe os instrumentos que lhe serão necessários ao enfrentamento das dificuldades e provações que encontrará nesta sua nova jornada.

E, é exatamente aí que reside a grande questão, que é a causa primeira da disseminação da violência que hoje assistimos: Que tipo de instrumentos estamos apresentando aos nossos filhos para que eles possam enfrentar a realidade do mundo contemporâneo? Será que estamos de fato oferecendo-lhes os instrumentos evangélicos para que eles possam ver a sociedade de uma maneira menos competitiva e selvagem? Apresentamos a eles os exemplos de conduta de Jesus, para termos uma comunidade mais fraterna e solidária, através de nossos próprios exemplos? Certamente essas perguntas são para serem analisadas por cada um de nós e nossas respostas longamente refletidas com relação a sua sinceridade e profundidade.

Precisamos despertar, o quanto antes,  para a necessidade de vacinarmos nossos filhos e nossa sociedade contra esse alastre desenfreado da violência. Urge, portanto, que nos vacinemos para eliminá-la em nossa própria família. Se faz, então, indispensável evangelizar a nós e aos nossos filhos; digamos BASTA À VIOLÊNCIA, mas trabalhemos pela ação evangelizadora, vacina bendita. Que Jesus nos abençoe.