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Prezados
irmãos leitores, este mês desejamos fazer uma reflexão nessas
breves linhas a respeito da relação violência/família. Essa
instituição social tão importante à humanidade terrena, em
especial nos dias de hoje, se encontra hoje fragilizada pela vulgarização
do amor, como conseqüência
direta da banalização do sexo, hoje tido como sinônimo de amor.
Reside, portanto, aí, um ponto crucial à desarticulação da célula
familiar, ao lado da incompreensão, da intolerância e da falta de
companheirismo.
A
violência está presente em todos os lugares, atingindo todas as
classes sociais. Alastra-se de maneira voraz por toda a sociedade,
envolvendo crianças e jovens, adultos e idosos. Não respeita os
limites da cidade, se fazendo presente nos centros urbanos e no
interior. Vítimas e protagonistas dessa violência não têm idade ou
sexo. Como uma praga, ela parece corromper toda nossa sociedade.
A
pergunta natural a nos fazermos, então, será: qual a relação entre
a desagregação da família e a propagação da violência? A
resposta nos exige apenas alguns momentos de reflexão. A Doutrina Espírita
nos ensina que a família é ao mesmo tempo o berço de acolhida aos
Espíritos reencarnantes, e palco do reencontro de seres ligados pelos
mais nobres sentimentos, bem como de seculares desafetos. Neste berço,
certamente quem recebe a incumbência de orientar, encaminhar e,
principalmente, educar com muito amor e carinho, são os pais. E,
nesta tarefa, a responsabilidade de pai e de mãe possuem o mesmo
peso. Ambos foram incumbidos de apresentar ao Espírito que volta à
matéria, como seu filho, a janela do mundo, fornecendo-lhe os
instrumentos que lhe serão necessários ao enfrentamento das
dificuldades e provações que encontrará nesta sua nova jornada.
E,
é exatamente aí que reside a grande questão, que é a causa
primeira da disseminação da violência que hoje assistimos: Que tipo
de instrumentos estamos apresentando aos nossos filhos para que eles
possam enfrentar a realidade do mundo contemporâneo? Será que
estamos de fato oferecendo-lhes os instrumentos evangélicos para que
eles possam ver a sociedade de uma maneira menos competitiva e
selvagem? Apresentamos a eles os exemplos de conduta de Jesus, para
termos uma comunidade mais fraterna e solidária, através de nossos
próprios exemplos? Certamente essas perguntas são para serem
analisadas por cada um de nós e nossas respostas longamente
refletidas com relação a sua sinceridade e profundidade.
Precisamos
despertar, o quanto antes, para
a necessidade de vacinarmos nossos filhos e nossa sociedade contra
esse alastre desenfreado da violência. Urge, portanto, que nos
vacinemos para eliminá-la em nossa própria família. Se faz, então,
indispensável evangelizar a nós e aos nossos filhos; digamos BASTA
À VIOLÊNCIA, mas trabalhemos pela ação evangelizadora, vacina
bendita. Que Jesus nos abençoe.
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