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“Atentai...” Provérbios 1: 23
Bom é
conhecermos e participarmos da edificação de Casas Espíritas
verdadeiramente compromissadas com os ideais crístico-rivailianos,
”servicinhos” realmente idealizados no mundo maior. Nelas, adeptos
objetivam a divulgação da Mensagem socorrista por conta do nascimento
das atividades, primeiramente de estudo e pesquisa e, secundariamente,
assistenciais e mediúnicas.
São
casas onde a disciplina bem vivida convive com a alegria infantil e a
descontração adulta. A disciplina não se torna prática enfadonha e
rançosa de aspecto igrejista, nem a alegria transforma o ambiente em
“Clube de Passatempo”, como já alertou tia Yvonne.
Triste é percebermos, pelas fímbrias perispiríticas, as construções de
pedra que surgem, tão somente, por cizânias e vaidades pessoais e
coletivas. Nessas, prevalecem os pontos de vista apequenados e as
“panelinhas”, onde não se admitem os pensamentos diferentes das do
séquito sacerdotal vigente demonstrando, assim, que estão sob a
influência magnética dos serviçais das trevas, que têm como objetivo
obnubilar a Verdade, entravando a mensagem cristã.
Quase
impossível é uma Casa ou obra que esteja nessa condição, atravessar
muitas décadas em franca produção de aprendizado e educação, principal
missão da Casa Espírita. Geralmente, em ambientes oriundos de rachas e
futricas cursa a extinção de tarefas e da mão de obra qualificada e
surge o paternalismo assistencialista, que não melhora ninguém.
Podem
os maiorais do grande além, por caridade e respeito aos trabalhadores
sinceros que nessas estâncias ainda perseveram, irem “segurando o
leme”. Mas a cada dia, a dispersão aumenta por se tratar de um castelo
de areia crido fortaleza de pedra.
Nessa
hora, triste para todos nós, os dirigentes e trabalhadores encarnados
tentam com desespero nomear “patronos espirituais” famosos, buscando
prender os trabalhadores à idéia de que “tudo vai bem”.
Não
raro, os bons espíritos entendem, após alertas variados, que diante de
uma desintegração iminente melhor se sobrecarregarem ainda mais,
amainando o fogo das vaidades, agindo em silêncio até que o livre
arbítrio personalista se eduque e a “ficha” caia ..
Assim, quando uma nova instituição for gerada, observemos se foi
gestada e parida no ventre da harmonia, da comunhão de idéias e
ideais, distanciada dos fulanismos e igrejices. Não nos esqueçamos de
que em épocas passadas todos ajudamos a nutrição do leviatã da
vaidade, no seio das religiões herméticas e hierarquizadas, onde
“ministros fraudulentos” violentaram a verdadeira mensagem do Cristo
Yeshua (Jesus).
Todos
nós, palestrantes, escritores, médiuns, dirigentes e dirigidos, temos
dívidas homéricas com as defecções no Cristianismo pós Jesus,
portanto, toda vigilância, capacitação e sinceridade de propósitos
serão pouco.
Isto
posto, é que uma instituição espiritista cristã por mais pequenina que
seja, deve manter-se na condição de: escola, hospital e casa de
oração. Ademais, estamos lidando com expectativas de encarnados e
desencarnados que transitam no mundo, desiludidos ou esperançosos de
dias e coisas melhores.
Quando finalmente, dirigidos e dirigentes se compenetrarem, sem medo
ou pieguismos, que é necessária a vigilância antes da oração, ecoará a
verve “convém que Ele cresça e que eu diminua”, tal como asseverou o
batista João. Nessa hora estaremos, realmente, sendo cristãos.
Atentemos, então, para nossas condutas e desejos mais íntimos, aqueles
que o público às vezes não percebe.
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