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Em
razão da nossa educação basal, em razão do nosso nivelamento
intelectual, das nossas crenças, nossas inclinações e outros tantos
fatores que influenciam o nosso comportamento de ver e entender a
doutrina espírita, nós adotamos determinadas posturas que não se
coadunam com os ensinamentos kardecianos. Práticas estranhas
adentram o Espiritismo e mister se torna que as evitemos.
De
maneira geral, observamos em nosso movimento:
Espíritas Contemplativos:
São
especiosos. Acham a doutrina uma maravilha! Fazem alarde do
Espiritismo. Enchem-no de encômios, de adjetivos. Acrescentam
informações inverídicas, porque o desconhecem. Eles têm uma inclinação
para o fanatismo, porque não estudam o Espiritismo profundamente,
apenas o contemplam. Fazem leituras superficiais e fantasiam coisas.
Espíritas Fenomenistas:
Estão
sempre atrás de um fenômeno. Percorrem léguas e léguas atrás de
médiuns de efeitos físicos. Mas são incapazes de permanecerem sentados
alguns minutos para uma conferência espírita. Não têm embasamento
doutrinário e por isso necessitam dos fenômenos para sentirem-se
“motivados”. E quando o médium, por qualquer motivo, deixa o centro
espírita a que está vinculado essas pessoas também o deixam. Mas,
quando o médium retorna, lá estão essas pessoas nas primeiras
fileiras. Choram, emocionam-se, mas não se dispõem a modificar o modus
vivendi nem o modus operandi.
Esquecem-se que os fenômenos existem desde que o mundo é mundo. Moisés
era capaz de realizar fenômenos incríveis, Jesus da mesma forma, Chico
Xavier, José Arigó, Eusápia Paladino e tantos outros notáveis que
vieram para alavancar o mundo. Mas os fenômenos passaram, seus
exemplos e valores morais permaneceram.
Mas
os fenomenistas não querem modificar-se. São alimentados tão somente
pelos fenômenos. E por isso mesmo são vazios.
Espíritas Racionalistas:
São
os espíritas que imaginam que a doutrina espírita é apenas um código
de lógica e que por isso mesmo não pode ser outra coisa senão razão.
Não se dão conta das dimensões sentimento, prática. Para eles não há
lugar para o amor, para a fraternidade. Vão se tornando donos da
verdade. Somente eles entendem Kardec, somente eles conseguem
interpretar os livros da Codificação. Nos estudos sistematizados da
doutrina espírita (ESDE) somente eles estão certos com suas visões e
interpretações. Fazem-se pontífices! Criam suas próprias estruturas.
Fundam os seus centros. E nada de sentimento, afinal de contas o
espiritismo é razão. Esquecem-se da sua tríplice função (filosofia,
religião, ciência). Esquecem-se que ao lado da razão é imprescindível
o coração (o sentimento).
Espíritas Devocionistas:
São
aqueles que trazem das crenças anteriores toda uma bagagem e querem
injetá-la na doutrina espírita. Trazem a voz melosa, ritos
estranhos... Têm uma capacidade enorme de imaginarem que os médiuns
são semideuses. Santificam os médiuns. E se esses faltam às tarefas do
centro, sentem-se sozinhos, desmotivados, incapazes, porque a
“atividade só tem fundamento se fulano ou beltrano estiver aqui”.
Reverenciam determinados médiuns, esquecidos de que todas as
bajulações só tendem a comprometer o trabalho do medianeiro.
Assevera André Luiz que devemos nos “precaver contra as petições
inadequadas junto à mediunidade (...), por nenhuma razão elogiar o
medianeiro pelos resultados obtidos através dele, lembrando-se que é
sempre possível agradecer sem lisonjear.” (Conduta Espírita)
Esses
espíritas devocionistas penduram imagens de espíritos notáveis no
centro e mantêm as antigas práticas. Bezerra de Menezes, Scheilla,
Barsanulfo e tantos outros e, ao pé da imagem, deixam uma flor num
pequeno jarro. Que diferença há entre esse comportamento e os de
irmãos de outras religiões que cultuam suas imagens?
Ainda
André Luiz adverte: “Desaprovar a conservação de retratos, quadros,
legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de
apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos”.
Resguardar o Espiritismo dessas práticas (e tantas outras) é dever de
todos nós. Não condizem com as posturas espíritas exaradas pelo
ínclito Codificador.
O
Consolador bate a porta da nossa razão e do nosso coração e todas
essas práticas estranhas ao Ensino Redivivo devem ser evitadas.
Mais
uma vez o nobre espírito André Luiz diz-nos: “A pureza da prática da
Doutrina Espírita deve ser preservada a todo o custo.”
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