O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
O Direito do Cristo

Autor:
Luiz Guilherme Marques

Fonte:
O Mensageiro

ARTIGOS

                           

Se formos fazer uma retrospectiva do que aconteceu de mais importante no mundo jurídico até hoje, destacaremos, acima de todos, o Direito Romano.

De caráter absolutamente laico, vem regulando a vida dos povos ocidentais irradiando-se a partir da Roma antiga e sofrendo uma ou outra variação de acordo com o tempo e a região onde tem aplicação.

Deve-se mencionar também o Direito Judeu, influenciado pelo Judaísmo, em que, apesar das brilhantes propostas mosaicas, vigora a inferiorização do sexo feminino.

O mesmo, mutatis mutandis, se diga do Direito Islâmico, dominado pelas luzes e sombras da doutrina de Maomé.

Igualmente quanto ao Direito Hindu.

De mencionar-se também o Direito Canônico, criação da Igreja Católica, instrumento de perseguições absurdas contra todos os que não comungavam com sua forma de pensar.

Chegamos à conclusão de que o Direito laico acabou sendo menos desumano que os vários ramos do Direito religioso tem sido. Haja vista a crueldade com que os budistas do Tibet agiram contra o missionário cristão SUNDAR SINGH e a maneira desumana com que os hinduístas da Índia tratam os budistas daquele país. Isso sem contar agressões entre católicos e protestantes, católicos e muçulmanos, judeus e muçulmanos etc.

Na verdade nenhum desses ramos (laico e religioso) conseguiu resolver o grave problema humano do egoísmo.

Na correção do egoísmo está a maior dificuldade da vida humana em coletividade.

Tanto a Filosofia, quanto a Religião, o Direito, a Psicologia, a Pedagogia etc. têm como meta orientar os seres humanos na superação desse grave defeito moral.

Chegando à conclusão definitiva de que o Direito atual não conseguiu demover as pessoas de agir egoisticamente em inúmeras situações, com prejuízo das demais, temos de pensar em alguma outra opção para a solução desse impasse.

O Direito do Cristo é o caminho, resumido na máxima "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", representa o que de melhor apresentaram as Religiões, Filosofias, Escolas Jurídicas, propostas pedagógicas etc.

O nome pouco importa, podendo ser substituído por outro, contanto que se estabeleçam as duas regras de "amar a Deus" e "amar ao próximo como a si mesmo".

Não se pretende apresentar um corpo de normas diferentes daquelas dos ordenamentos jurídicos vigentes.

O que falta é aplicarmos as duas regras acima no cotidiano de nossas vidas havendo ou não regras jurídicas que prevejam as situações específicas que estamos vivendo.

A hipocrisia é que nos justifica as ações desleais e injustas, sob o pretexto da necessidade de defendermos a nós mesmos e aos nossos dependentes. Quando se trata de problemas dos outros costumamos agir com uma estarrecedora frieza burocrática...

Não há uma terceira opção: ou nos resolvemos por uma conduta humana em relação às demais pessoas, ou seremos assaltados por meninos de rua, seqüestrados pelo pessoal do crime organizado, nossos filhos feitos reféns dos traficantes de drogas e dos exploradores da prostituição juvenil, o desemprego só aumento suas vítimas, as invasões de propriedades gerando pânico, o número de doentes mentais crescendo e lotando clínicas e manicômios etc. etc.