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Se
formos fazer uma retrospectiva do que aconteceu de mais importante no
mundo jurídico até hoje, destacaremos, acima de todos, o Direito
Romano.
De
caráter absolutamente laico, vem regulando a vida dos povos ocidentais
irradiando-se a partir da Roma antiga e sofrendo uma ou outra variação
de acordo com o tempo e a região onde tem aplicação.
Deve-se mencionar também o Direito Judeu, influenciado pelo Judaísmo,
em que, apesar das brilhantes propostas mosaicas, vigora a
inferiorização do sexo feminino.
O
mesmo, mutatis mutandis, se diga do Direito Islâmico, dominado pelas
luzes e sombras da doutrina de Maomé.
Igualmente quanto ao Direito Hindu.
De
mencionar-se também o Direito Canônico, criação da Igreja Católica,
instrumento de perseguições absurdas contra todos os que não
comungavam com sua forma de pensar.
Chegamos à conclusão de que o Direito laico acabou sendo menos
desumano que os vários ramos do Direito religioso tem sido. Haja vista
a crueldade com que os budistas do Tibet agiram contra o missionário
cristão SUNDAR SINGH e a maneira desumana com que os hinduístas da
Índia tratam os budistas daquele país. Isso sem contar agressões entre
católicos e protestantes, católicos e muçulmanos, judeus e muçulmanos
etc.
Na
verdade nenhum desses ramos (laico e religioso) conseguiu resolver o
grave problema humano do egoísmo.
Na
correção do egoísmo está a maior dificuldade da vida humana em
coletividade.
Tanto
a Filosofia, quanto a Religião, o Direito, a Psicologia, a Pedagogia
etc. têm como meta orientar os seres humanos na superação desse grave
defeito moral.
Chegando à conclusão definitiva de que o Direito atual não conseguiu
demover as pessoas de agir egoisticamente em inúmeras situações, com
prejuízo das demais, temos de pensar em alguma outra opção para a
solução desse impasse.
O
Direito do Cristo é o caminho, resumido na máxima "amar a Deus sobre
todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", representa o que de
melhor apresentaram as Religiões, Filosofias, Escolas Jurídicas,
propostas pedagógicas etc.
O
nome pouco importa, podendo ser substituído por outro, contanto que se
estabeleçam as duas regras de "amar a Deus" e "amar ao próximo como a
si mesmo".
Não
se pretende apresentar um corpo de normas diferentes daquelas dos
ordenamentos jurídicos vigentes.
O que
falta é aplicarmos as duas regras acima no cotidiano de nossas vidas
havendo ou não regras jurídicas que prevejam as situações específicas
que estamos vivendo.
A
hipocrisia é que nos justifica as ações desleais e injustas, sob o
pretexto da necessidade de defendermos a nós mesmos e aos nossos
dependentes. Quando se trata de problemas dos outros costumamos agir
com uma estarrecedora frieza burocrática...
Não
há uma terceira opção: ou nos resolvemos por uma conduta humana em
relação às demais pessoas, ou seremos assaltados por meninos de rua,
seqüestrados pelo pessoal do crime organizado, nossos filhos feitos
reféns dos traficantes de drogas e dos exploradores da prostituição
juvenil, o desemprego só aumento suas vítimas, as invasões de
propriedades gerando pânico, o número de doentes mentais crescendo e
lotando clínicas e manicômios etc. etc.
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