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Há
muitas espécies de Espíritos obsessores desencarnados que, de alguma
forma, consciente ou inconscientemente, nos prejudicam. Há obsessores
que nos odeiam, movidos pelos sentimentos de vingança, mas há também,
no extremo oposto, por incrível que possa parecer, aqueles que nos
amam, que têm por nós grande afeição e desejam o nosso bem, só
que acabam nos prejudicando, sem que tenham tal intenção.
Há
Espíritos obsessores viciados, dependentes do fumo, do álcool, das
drogas, da gula, do sexo, do jogo, do poder, da luxúria e do
dinheiro. Outra categoria de obsessores é constituída por Espíritos
indecisos e indiferentes, que em nada acreditam, que ainda perambulam
sobre a superfície da Terra, às vezes até sem se aperceberem que já
morreram e vivem sem um rumo determinado e quando de nós se
aproximam, só transmitem coisas ruins, dúvidas e incertezas, podendo
nos induzir à depressão.
Existem
também Espíritos obsessores brincalhões que só querem se divertir
às nossas custas e há os sofredores, que mesmo sem quererem,
transmitem para nós mal-estar e, até mesmo doenças que, na
realidade, não existem.
Convém
esclarecer quem são estes Espíritos obsessores. Algumas correntes
religiosas enquadram-nos como demônios, isto é, Espíritos
compromissados com o mal, que só praticam maldades. A Doutrina Espírita,
no entanto, vem nos esclarecer que Deus não criou Espíritos maus,
Espíritos predestinados ao erro, às imperfeições, ao ódio, à
violência ou para o mal. Deus criou todos os Espíritos iguais,
simples e ignorantes, mas com a capacidade de progredirem sempre,
infinitamente, e deu a todos, igualmente, o livre-arbítrio, isto é,
a liberdade para escolher os seus próprios caminhos de progresso, de
crescimento espiritual. Desta forma, todos devem progredir e ter o mérito
do seu próprio progresso. Mas a nossa liberdade tem um preço às
vezes bem alto, pois temos que respeitar a liberdade dos nossos
semelhantes, bem como a Lei de Justiça Divina, ou seja, temos que
arcar com as conseqüências dos nossos atos. Sempre que fizermos alguém
sofrer, teremos que passar pelo mesmo sofrimento pelo qual fizemos os
outros passar.
Os
Espíritos obsessores são nossos Irmãos, viajantes do Universo,
integrantes da grande romaria do progresso, da evolução. Aqueles que
hoje estão desencarnados, certamente já estiveram na Terra
reencarnados inúmeras vezes, acumulando experiências múltiplas.
Todos nós já passamos muitas vezes pelo fenômeno da morte física.
E acontece que pelo fato de morrermos materialmente falando, nada se
modifica para o Espírito desencarnado, pois carregamos conosco os
mesmos desejos, os mesmos sentimentos, os mesmos conhecimentos
acumulados e continuamos a ter os mesmos vícios e virtudes
adquiridos.
Obsessores
que nos odeiam – Geralmente são aqueles Irmãos nossos a quem
prejudicamos em vidas pretéritas e que ainda não nos perdoaram e,
por isso, estão cheios de ódio, desejando vingança. Precisam ser
orientados para que nos deixem em paz, pois os crimes que cometemos
teremos que repará-los; para isso estamos reencarnados e eles, as vítimas
do passado, não têm o direito de fazer a cobrança com as próprias
mãos porque, dessa forma, se assim o fizerem, eles é que se tornarão
agora os novos criminosos, acumulando novas dívidas para serem
ajustadas. A Justiça Divina é automática e não precisa de
cobradores. Tais Espíritos obsessores precisam ser conscientizados de
que eles próprios certamente também estão em débito com a Justiça
Divina, pelos deslizes de outras vidas passadas e precisam se preparar
para novas reencarnações, onde terão a oportunidade de reparar também
os males que cometeram.
Obsessores
Que Nos Amam – São Espíritos que conviveram conosco aqui na
Terra, geralmente parentes e amigos queridos, que tinham por nós
grande afeição e apego e não se conformam com a separação
motivada pela morte física. Desejam continuar ao nosso lado, fazendo
as mesmas coisas que faziam, demonstrando o mesmo amor e carinho que
animavam por nós. Só que, com sentimentos de inconformismo e até
mesmo, às vezes, de revolta pela mudança de planos vibratórios, do
material para o espiritual, acabam transmitindo para nós toda a
ansiedade causada pela situação. Quando a morte foi motivada por uma
doença grave ou por um acidente brusco, inesperado, tais Espíritos
costumam repassar para nós, sem se aperceberem, toda a carga fluídica
doentia que ainda os envolve, relativa aos acontecimentos que os
vitimaram. Há necessidade de orientá-los para que possam ser
afastados, por algum tempo, para se prepararem convenientemente,
desapegando-se dos laços materiais que existiam, para que no futuro
possam até ajudar os seus Irmãos queridos, em visitas periódicas e
programadas, mas desta feita com uma visão mais clara das finalidades
da vida material.
Obsessores
Viciados – São aqueles que, quando reencarnados, adquiriram
algum vício, a ponto de ficarem dependentes. Ao desencarnarem, levam
consigo a mesma dependência, pois que, quem tem os desejos não é a
matéria, e sim o Espírito. Por isso, deparamo-nos no ambiente
espiritual com muitos Espíritos viciados e dependentes do fumo, álcool,
drogas, gula, sexo, jogo, poder, luxúria e dinheiro. Tais Espíritos
ficam desesperados por não mais poderem satisfazer os seus vícios
diretamente, pois estão desligados dos seus antigos corpos materiais.
Este
tipo de obsessão é um dos mais difíceis, pois a cura só ocorre
quando o obsediado decide, definitivamente, deixar por completo o vício.
Se a pessoa não toma esta decisão, o que acontece é que, pelo
trabalho de desobsessão, os obsessores são esclarecidos, orientados
e afastados para tratamento. Mas como a pessoa continua a alimentar os
mesmos vícios, outros obsessores que entram em sintonia, aparecem
para dar continuidade à obsessão.
Obsessores
Indecisos e Indiferentes – São aqueles que ficam perambulando
na Terra sem objetivo determinado.
Quando aqui viviam, dedicavam-se exclusivamente à matéria e,
em geral, em nada acreditavam. Muitas vezes não sabem que já
morreram, pois se sentem vivos e realmente estão vivos, só que sem o
corpo material. Ao se aproximarem de nós, só transmitem coisas
ruins, dúvidas e incertezas e, não raras vezes, podem nos induzir às
depressões. Estes Espíritos devem ser esclarecidos devidamente para
que possam compreender as diferenças básicas entre os Planos
Material e Espiritual, e encaminhados para estagiar nas Escolas
Espirituais, no sentido de aprenderem a finalidade das reencarnações
e se prepararem convenientemente para a continuidade da evolução
espiritual.
Obsessores
Brincalhões – São Espíritos que querem se divertir as nossas
custas, às vezes até com brincadeiras de mau gosto. São Espíritos
atrasados, que não estão ainda capacitados a distinguir o bem do mal
e não têm noção das Leis de Justiça Divina, de causa e efeito.
Precisam ser orientados sobre as responsabilidades do livre-arbítrio,
para começarem a pensar na própria vida, na necessidade de
progresso, procurando se preparar para novas reencarnações,
deixando, assim, de perder um tempo precioso que não volta nunca
mais.
Obsessores
Sofredores – Há muitos Espíritos desencarnados sofredores,
principalmente aqueles que desencarnaram em situações
traumatizantes, através de acidentes, assassinatos e suicídios, ou vítimas
de doenças graves. Em geral, não desejam propriamente o nosso mal.
Querem apenas ajuda, socorro. Como estão sofrendo, quando de nós se
aproximam, transmitem as suas angústias. Estes Espíritos não
deveriam estar sofrendo mais nada, visto que o corpo carnal já está
desligado do Espírito. Só continuam a sofrer porque os seus
pensamentos estão fixos na cena dolorosa do desencarne. Precisam ser
medicados com passes anestesiantes para alívio das dores e serem
encaminhados aos Hospitais Espirituais para tratamento específico,
com o objetivo de desviarem as suas atenções para outros fatos
importantes, esquecendo o episódio da morte física traumatizante.
É
importante esclarecer que as obsessões só existem porque ainda
animamos maus pensamentos e agimos sem amor nos corações, deixando
portas abertas, às vezes escancaradas, para a penetração dos nossos
Irmãos obsessores, com os quais entramos em perfeita sintonia vibratória.
Jesus,
nosso Mestre Supremo, fornece-nos nos Evangelhos uma receita simples e
eficiente para não cairmos nas teias da obsessão: ORAR E VIGIAR
SEMPRE.
Outra
atitude profilática é ocupar todo o nosso tempo disponível em
trabalhos meritórios e edificantes, pois desta forma o trabalho
funciona como verdadeira terapia.
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