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Há inúmeros
artigos na Rede Mundial de Computadores que tratam da temática
gravidez e mediunidade, porém carecem de embasamento teórico. A
questão sempre nos inquietou, porque já ouvimos reiteradas vezes no
movimento espírita que mulheres gestantes “são isoladas da atividade
mediúnica”; que mulheres grávidas “não devem participar de atividades
mediúnicas porque afetará o bebê” e um sem-número de afirmações desse
jaez pobres de fontes teóricas.
Sempre nos
indagamos: “Será que não pode mesmo? E em caso afirmativo, por que
não?”
Iniciamos a
nossa pesquisa na obra segura de Raul Teixeira intitulada Desafios
da Mediunidade. E encontramos a seguinte questão:
“Mulheres
grávidas podem participar de trabalhos de desobsessão?”
E o benfeitor
Camilo por intermédio da sublime mediunidade de Raul diz:
“Desde que a
gravidez se apresente sem problemas, nada há que o impeça. Se a pessoa
é merecedora de toda a boa assistência, por parte do Criador, no seu
viver diário e comum, que tipo, então, de assistência não terá na sua
fase de gestação, em se tratando da mulher?
Tanto o trabalho
da passividade mediúnica, quanto as demais atividades da reunião serão
muito bem desenvolvidas pela gestante, até o período em que já
demonstre cansaço, pelo tempo que passará sentada, quando o bom senso
mostrar que se lhe está tornando sacrificial a atividade, em razão de
precisar levantar-se, mover-se, deitar-se. Aí, então, poderá ser
dispensada da lida, uma vez que a gravidez é fenômeno perfeitamente
natural, previsto pela Divindade, que investe em cada encarnação as
mais pujantes bênçãos.” (Desafios da Mediunidade) – grifo
nosso.
A resposta não
deixa margem a qualquer dúvida quanto a possibilidade ou não de a
gestante participar da atividade mediúnica a que está vinculada. Ainda
assim, decidimos enviar a questão para outros companheiros da Doutrina
Espírita para que pudessem elucidar-nos.
Enviamos, então,
a questão ao programa “Encontro com Divaldo”, da TVCEI. (Este é um
canal virtual que nos possibilita encaminharmos perguntas ao nobre
tribuno baiano para que ele responda.) E obtivemos a seguinte resposta
no dia 08 de março do ano corrente:
“Caro Marcos,
Votos de paz!
Estamos de acordo com o pensamento apresentado pelo venerando Espírito
Camilo, através do médium Raul Teixeira, pois a gravidez não é
enfermidade. Apenas requer os cuidados naturais do processo de
gestação, o que não impede que a mulher participe das atividades da
casa espírita a que se vincule, incluindo a reunião mediúnica.
Saudações Cordiais,“
Divaldo Franco e
a Equipe do Programa ‘Encontro com Divaldo’ agradecem a sua
participação.” (grifo nosso)
A resposta
desses dois baluartes do movimento espírita atual dispensa qualquer
outra consideração, mas ainda assim encaminhamos a questão também para
a Federação Espírita do Paraná que obtemperou:
“Caro
companheiro. Vejo, no parecer de Raul (Espírito Camilo), a informação
mais coerente sobre a questão proposta. Portanto, a opinião desta
Federação não poderia ser diferente. Se e quando oportuno, repasse-a
para os seus companheiros de ESDE. Com votos de progresso sempre
continuado, o nosso fraternal abraço. Federação Espírita do Paraná.”
(grifo nosso)
Diante dessas
três fontes seguras concluímos que não há empecilho algum à
participação da gestante na atividade mediúnica, caso seja uma
gravidez sem riscos.
Não há a
necessidade de se ausentar da sala mediúnica. Lembremos que a reunião
mediúnica não significa somente médiuns psicofônicos. Todos os demais
membros são importantíssimos para o êxito da atividade espiritual.
Deste modo, a gestante não necessariamente precisa dar passividade,
embora não haja problema algum nisso.
Encerramos com
as lúcidas palavras de Emmanuel:
No capítulo do
mediunismo não existem propriamente privilégios para os que se
encontram em determinada situação; porém, vence nos seus labores quem
detiver a maior porcentagem de sentimento. E a mulher, pela evolução
de sua sensibilidade em todos os climas e situações, através dos
tempos, está, na atualidade, em esfera superior à do homem, para
interpretar, com mais precisão e sentido de beleza, as mensagens dos
planos invisíveis.” (O Consolador)
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