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Debalde tentam os encarnados manter a qualquer preço a jovialidade da
máquina física, marcada inexoravelmente pelo castigo do tempo. Como
que embevecidos por Dorian Gray, enveredam-se na obsessão ao corpo de
tal maneira que se manifestam quadros psicopatológicos graves como a
anorexia, bulimia e a vigorexia.
As
pessoas que sofrem de anorexia “são oprimidas por certas inquietações
com os seus corpos assim como reclamam que se sentem obesas apesar de
muitas vezes se encontrarem até emaciadas. Elas ficam apavoradas com a
idéia de ganhar algum peso. O medo de engordar é uma característica
central da síndrome anorética.”
A
bulimia por sua vez caracteriza-se “pela ingestão compulsiva e rápida
de grande quantidade de alimento, com pouco ou nenhum prazer,
alternada com comportamento dirigido para evitar o ganho de peso, como
vomitar (95% dos pacientes), abusar de laxantes e diuréticos, excesso
de exercícios físicos ou períodos de restrição alimentar severa,
sempre com medo exagerado de engordar.”
Por
fim, na vigorexia temos “pessoas que mesmo fortes fisicamente, ao se
vizualizarem em espelhos, por exemplo, se sentem fracas.”
Não
podemos descartar a influência espiritual nesses quadros
psicopatológicos de espíritos ignorantes e perversos que almejam ver a
derrocada de suas vítimas. Porém, é forçoso considerarmos que quem
inicia o processo obsessivo é a própria vítima com a sua busca
desenfreada por uma beleza pueril.
Essas
doenças ocorrem predominantemente em pessoas jovens que estão
obnubiladas pela plasticidade física perfeita. Além de buscarem
medicamentos ilegais e perigosos para a saúde.
A
doutrina dos Imortais estabelece que devemos cuidar do corpo, porém,
sem exageros. Sem pensamentos doentios. Aliado a esse processo de
preservação corporal saudável, devemos cuidar do espírito, único
sobrevivente à desagregação molecular – a morte.
Por
intermédio da mediunidade de Waldo Vieira, aconselha-nos André Luiz em
Conduta Espírita, que devemos “cultivar a higiene pessoal, sustentando
o instrumento físico qual se ele fosse viver eternamente,
preservando-se, assim, contra o suicídio indireto.”
Ora,
a higiene corporal deve ser praticada por todas as pessoas, porque sem
ela muitas doenças sérias acometem o corpo físico. É um hábito
cultivado desde a mais tenra idade e independe de condição
socioeconômica, porque há pessoas ricas que se comprazem na imundície.
Destarte, não ter os cuidados básicos com o corpo constitui um
suicídio indireto e aqueles que o menosprezam terão que prestar contas
à Divindade.
Mais
adiante, ele assevera: “Precatar-se contra tóxicos, narcóticos,
alcoólicos, e contra o uso demasiado de drogas que viciem a composição
fisiológica natural do organismo.”
Todos
esses vícios por ele elencados trazem profundas perturbações ao corpo
físico e manifestações deletérias no corpo perispiritual. Todos
devemos evitá-los. Além do correto equilíbrio na alimentação, no uso
das energias sexuais, nas emoções e pensamentos por nós emitidos.
Por
fim, ele aconselha: “Sempre que lhe seja possível, respirar o ar
livre, tomar banhos de água pura e receber o sol farto, vestindo-se
com decência e limpeza, sem, contudo, prender-se à adoração do próprio
corpo. Critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar. (...)
Na Terra, cada Espírito recebe o corpo de que precisa.”
Devido às atribulações da vida hodierna muitos de nós não oferecemos
os cuidados básicos ao corpo, como os descritos. Escolhemos horários
inapropriados para recebermos as energias do Astro-Rei, que ao invés
de beneficiar pode trazer doenças sérias para pele como o câncer; as
nossas roupas nos sufocam, prendem a nossa circulação; as nossas águas
são mal aproveitadas...
O
corpo espiritual, além dos malefícios que nele jogamos devido a nossa
imprudência na indumentária física, não recebe as alimentações
necessárias para o seu engrandecimento. Temos pouco ou nenhum tempo
para o trabalho na caridade cristã, não mantemos pensamentos saudáveis
no dia-a-dia, somos tomados por sentimentos menos dignos e damos vazão
a eles, não alimentamos a alma com literaturas, filmes e conversas
edificantes. E uma plêiade de fatores que colaboram para a desarmonia
espiritual.
Buscar o perfeito equilíbrio entre o corpo físico e o espiritual é a
tarefa que compete a cada um de nós, porque, por intermédio do
primeiro, temos ensejo de realizar atividades positivas no bem no
mundo material; por meio do segundo, depuramos aquele e chegamos a
planos mais evoluídos da Criação.
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