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Iniciamos nosso artigo, relembrando a história de Jesus; veio ao
mundo, anunciado pelos profetas, várias passagens de sua existência
reveladas nos Livros da Lei foram confirmadas na vida real. Como
Messias, surgiu no seio da religião dominante, educado conforme as
normas religiosas vigentes, participando com seus progenitores de
todos os eventos religiosos que aconteciam na época; veio cumprir o
programa do Pai, cumprir a sua missão. Estabelecer uma nova ordem,
estabelecer a Lei do Amor.
Os
homens sempre pedem aos céus os sinais, as evidências pelas quais
possam reconhecer aqueles que vem cumprir na Terra, os desígnios do
Criador. Os sinais são enviados, as evidências ocorrem e os
missionários enviados cumprem a vontade do Pai; que geralmente, não é
a vontade dos que dominam. Os homens se impõem e isto é contra as Leis
naturais que se estabelecem harmonizando e equilibrando.
A
história de Jesus, não necessitamos relembrá-la; e por não serem
aceitas as suas Verdades e não serem convenientes as suas propostas;
apesar de todos os sinais e da beleza de sua mensagem, não foi
reconhecido como o Messias pelos lídimos posseiros da Revelação
Mosaica.
Apesar de tudo, surgiriam aqueles, que sensíveis à Nova Revelação,
souberam absorver as lições do Mestre e identificados com os seus
propósitos e princípios, abraçaram a missão de propagar a Boa Nova a
todas as criaturas. Surgindo então o movimento conhecido como o
Cristianismo.
Antes
de seu desencarne, Jesus deixou registrado entre seus apóstolos, que
após a sua partida, eles não ficariam desamparados e descreveu algumas
características, daquele que deveria dar continuidade à sua Missão na
Terra. Passamos a transcrever os registros referentes a este episódio,
que extraímos de “A Bíblia Sagrada”, traduzida por João Ferreira de
Almeida e publicada pela Imprensa Bíblica Brasileira em 1962.
S.João Cap.14 ver. 16, 17 e 26. – E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará
outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de
Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece;
mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Mas
aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,
esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que
tenho dito.
S.João Cap. 16 ver. 12,13 – Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós
não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de
Verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si
mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de
vir.
Nosso
objetivo, neste artigo, é demonstrar que 2000 anos depois os fatos se
repetem com os mesmos componentes demonstrados por ocasião da vinda do
Cristo. Manifesta-se em Paris em 1857 o Espírito de Verdade e
apresenta ao Mundo a Doutrina dos Espíritos no seio das Religiões
dominantes conforme prometido pelo Cristo.
De
novo, no seio das religiões estabelecidas, por meio de seus adeptos,
Deus revela conforme a promessa de Jesus. Mas a Revelação Divina,
apesar de seu conteúdo não atende aos anseios daqueles que dominam e
não querem abrir mão do poder conquistado. E novamente, aqueles
sensíveis a mais esta Revelação Divina são os responsáveis por
trazê-la até os dias de hoje.
Apesar de, nos dias atuais, a Doutrina dos Espíritos ser divulgada com
ampla liberdade e ter a seu dispor todos os meios de comunicação
disponíveis; existem ainda alguns sacerdotes e pastores que insistem
em vinculá-la ao demônio insuflando àqueles menos informados, certo
temor em examinar o conteúdo do Espiritismo. Além daqueles que ainda
freqüentam as Casas Espíritas “escondidos” de seus pares. Sem esquecer
que, de vez em quando, voltamos a escutar aquele velho chavão de que;
os espíritas não são cristãos.
Nosso
objetivo aqui é provar que Jesus designou o seu sucessor como sendo o
Consolador Espírito de Verdade e pelas características apontadas pelo
Cristo, o Espiritismo é este Consolador Prometido.
Em
Paris, 1860, o Espírito de Verdade dirige-se aos espíritas: Espíritas!
Amai-vos, este o primeiro ensinamento; Instruí-vos, este o segundo. No
Cristianismo se encontram todas as verdades; são de origem humana os
erros que nele se enraizaram. Eis que do Além-túmulo, que julgáveis o
nada, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece. Jesus – Cristo é o
vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade. Duas condições,
apontadas pelo Cristo em João transcritas acima, estão ai
evidenciadas: 1 – O Espírito de Verdade; 2 – Não falará de si mesmo.
Enumeramos abaixo as condições 3 – Consolar e 4 – Esclarecer.
Em
quais situações o Espiritismo consola?
Perda
de entes queridos, a morte não existe; como o nascimento; é a ligação
do Espírito e seu corpo incorruptível (Paulo), ao corpo físico; a
morte é o desligamento deste Espírito do corpo material que não reúne
mais condições de permitir-lhe as manifestações. Retornando ao Plano
Espiritual, como Jesus, plenamente vivo e imortal. Animais não são
seres à parte da criação, mas o Princípio Espiritual com uma alma em
sua trajetória evolutiva. Sentimento de Antipatia entre alguns
familiares, retorno ao mesmo palco na condição de familiar, daqueles
que em reencarnações passadas viveram situações de conflito, com o
objetivo de reconciliação na vida presente. Pobreza e Riqueza, provas
na vida presente que devemos vencê-las com resignação e caridade para
aproveitarmos a vida atual. Parentes de Criminosos, nosso ente querido
paga a pena com a sociedade e não está condenado ao inferno; sua
consciência culpada o conduzirá ao reajuste em nova existência com
aquele que houver prejudicado na vida atual, quando, a partir de
então, poderá seguir livre rumo à perfeição.
Em
quais situações o Espiritismo esclarece? Adão e Eva: o ser humano,
como os animais e todos os seres vivos, são produtos do processo
evolutivo realizado nos mundos criados por Deus e que consistem o
nosso Universo, repleto de mundos habitados e onde a vida se expressa
de diferentes modos materiais e imateriais. Permitindo ao Espírito de
homens e mulheres, criados da mesma forma, simples e ignorantes,
moldar sua perfectibilidade. Mundo em seis dias: condizente com as
provas geológicas, o Espiritismo mostra que os mundos foram formados
em bilhões de anos e que as eras geológicas são condizentes com a
forma poética que a Escritura descreve aos habitantes daquela época
segundo sua capacidade de entendimento. Nascimento e Morte: são
processos naturais de preparação, ligação, vivência e evolução,
desligamento e retorno do ser imaterial à sua pátria de origem, o
mundo espiritual. Meu reino não é deste Mundo: descrição, amostras,
experiências e constatações sobre a vida espiritual, seus habitantes e
constituição. Reencarnação: pluralidade das existências permitindo
nossa evolução, aprendizado, reajuste e justiça de Deus, tornando-nos
artífices de nossa perfeição.
Ficaríamos escrevendo eternamente, não fosse a necessidade de afirmar,
peremptoriamente: o Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus.
Aqueles que enfrentaram todas as vicissitudes para permitir que esta
doutrina chegasse até nós de forma tão clara e abundante de provas,
são os verdadeiros Cristãos responsáveis por identificar e preservar o
Cristianismo Redivivo. Pelo exposto, de forma consciente, coloquemos
de uma vez por todas as coisas nos seus devidos lugares, sem
necessidade de privarmos nossos filhos do convívio do Consolador
Prometido, obrigando-os a cumprir rituais e dogmas a que fomos
vinculados no passado. Quando ouvirmos os velhos e superados chavões
contra os Espíritas, tenhamos em mente as palavras de Jesus:
Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará.
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