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Gênese completou 140 anos. Publicada 11 anos depois de O Livro dos
Espíritos, constituiu-se em mais um passo adiante no estudo das
conseqüências e aplicações do Espiritismo.
Na
afirmação da existência de dois elementos a regerem o universo: o
elemento espiritual e o elemento material, demonstrada a existência da
natureza espiritual por um acervo de incontáveis evidências, nos dias
transcorridos neste quase século e meio, vêm aumentando
progressivamente a consciência coletiva planetária da nossa essência
imortal a evoluir por toda a eternidade em percurso.
Como
decorrência, o livro homenageado, buscando as origens e a formação dos
seres, como o seu próprio significado etimológico, trata da causa
primeira de todas as coisas, do Autor dessa incomensurável obra
cósmica em constante processo de elaboração, à qual estamos
interligados ocupando o papel de co-criadores, interagindo em todos os
indefinidos níveis de percepção: das conexões quânticas aos campos
gravitacionais interplanetários, e, ainda mais, além do espaço–tempo
na fusão das galáxias pelas relações da energia básica emanada do
Criador incriado (Wolf, Fred A., Toben, Bob – Espaço – Tempo e Além, A
Estrutura da Energia – Ed. Cultrix, S. Paulo, 1982).
Tão
íntima é a nossa co-existência com o Todo, como nos encanta o
iluminado poeta místico inglês Francis Thompson ao dizer: “Por um
poder imortal oculto estamos todos tão estreitamente interligados que
não podemos tocar numa flor sem sensibilizar uma estrela.”
A
citação de Quinemant, espírito, em 1867, na Sociedade de Paris, é
prenunciadora de um advento a confirmar-se: “Pode-se disso deduzir,
igualmente, a solidariedade da matéria e da inteligência, a
solidariedade de todos os seres, de um mundo, entre si, a de todos os
mundos, enfim, a das criações e do Criador.” (Kardec, Allan – A
Gênese, Cap. II Deus, item 27, Ed. IDE, Araras, 1992).
A
idéia de um Universo solidário e na solidariedade de todos os seres
abre e projeta a nossa consciência a um amplo e futuro relacionamento,
sem fronteiras ou condicionamentos, só é entendido pelo comportamento
de Jesus no trato com as criaturas.
A
progressiva compreensão que o mestre Kardec foi adquirindo no
intercâmbio com o Mundo Espiritual, em apenas dez anos após concluir O
Livro dos Espíritos, amadurecido nas suas próprias idéias, levou-o à
construção de A Gênese, com a propriedade de um gênio, tão elaborada e
desafiadora que o confronto com os avanços do conhecimento, em todas
as áreas da modernidade, é trabalho a ser realizado por muitas
gerações à nossa frente.
As
áreas de interseção com a obra A Gênese do Pentateuco doutrinário
espírita, entre outras, vão da Física Quântica, Astrofísica, Geologia,
Ecologia, à Psicologia Transpessoal, Psiconeuroimunologia, Medicina,
Neurociências, incluindo a Parapsicologia, a Memória Extracerebral e a
Palingenesia.
As
explicações precisas e enriquecedoras, claras a quaisquer teólogos, e
a todos nós, menos preparados, sobre as abordagens relativas aos
Milagres, que em realidade são processos ainda desconhecidos da
limitada compreensão humana, ocorridos num arcabouço de leis naturais,
justas e infalíveis, como igualmente as Predições, entendidas como
conseqüências das leis de causa e efeito, colheitas obrigatórias das
nossas semeaduras, percebidas, em estados de consciência ampliada, por
criaturas sensíveis, ao registrarem, plasmadas em níveis astrais, as
condensações das nossas próprias construções mentais, sinalizadas em
cataclismos planetários, na antiguidade e em nossos dias,
perfeitamente compreensíveis por um simples exame de consciência da
nossa realidade atual, individual e coletiva.
Mas,
queridos irmãos, neste imenso Universo, criado por uma Suprema
Inteligência que tudo arquitetou para a felicidade nossa, em regime de
paz e entendimento, neste planeta, os tempos são chegados, previstos
pelo nosso Kardec, à luz dos Espíritos Bons, (A Gênese – Cap. XVIII),
como adiante literalmente enunciado:
“Quando vos é dito que a Humanidade chegou a um período de
transformação, e que a Terra deve se elevar na hierarquia dos mundos,
não vejais nessas palavras nada de místico, mas, ao contrário, o
cumprimento de uma das grandes leis fatais do Universo, contra as
quais toda a má vontade humana se quebra.” (A Gênese, Cap. XVIII, item
8, Arago)
“17 -
A fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social...”
“19 -
Só o progresso moral pode assegurar a felicidade dos homens sobre a
Terra, pondo um freio às más paixões: só ele pode fazer reinar, entre
eles, a concórdia, a paz, a fraternidade.”
“32 -
As grandes partidas coletivas não têm somente por objetivo ativar as
saídas, mas transformar mais rapidamente o espírito da massa
desembaraçando-a das más influências e dando mais ascendência às
idéias novas.”
Em A
Gênese são confirmadas hoje as instruções daquela época, quando nem
imaginávamos o que viria a acontecer.
E
esse processo já se vem realizando há 140 anos...
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