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O lar
é o local onde se realiza a preparação do jovem para a vida na
Terra. É a escola abençoada da alma. Nele encontra a oportunidade de
exercitar todas as virtudes que deve desenvolver durante a
existência terrena. Quem deixa passar essa fase tão oportuna para
desenvolvimento das virtudes cristãs perde uma das melhores
oportunidades de dar um passo importante no progresso espiritual.
O
jovem espírita por compreender a importância de exercitar os
ensinamentos espíritas em todos os instantes da vida, esforça-se por
manter sempre um bom relacionamento em casa, não só com os pais,
como também com os irmãos.
O
primeiro recurso que funciona bem neste sentido é o diálogo. O
diálogo só não ajuda no relacionamento em casa, quando feito de
forma ríspida, agressiva. Quando se desenvolve num clima de respeito
e fraternidade, tem influência decisiva na harmonia em casa.
Em
família sempre pode ocorrer divergências nos pontos de vista,
principalmente entre pais e filhos, porque pertencem a gerações
diferentes, e a sociedade está em contínua mudança. Além disso, há
marcante diversidade quanto ao grau de maturidade. Assim, só a
permanente troca de idéias pode lograr entendimento. Nem os filhos
nem os pais têm o direito de impor suas idéias uns aos outros. Cada
qual precisa ceder um pouco, para que o relacionamento se torne o
melhor possível.
O
egoísmo dos filhos costuma comprometer muito o relacionamento em
família, sobretudo quando transformam os pais em verdadeiros
escravos de seus caprichos, tudo exigindo deles e nada dando em
retribuição.
Honrar os pais, dedicando-lhes amor filial, é dever de todo cristão.
O
espírita sabe que numa família se reúnem, com freqüência, espíritos
adversários. Quando isto acontece, o relacionamento fica mais
difícil, sobretudo entre irmãos, o que exige muita renúncia. Mas, se
o jovem deseja transformar a aversão em amizade, poderá consegui-lo
agindo sempre de forma fraterna, com tolerância e compreensão. O
amor sempre vence. É questão de tempo.
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