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Do Latim vem a
palavra mágica, cheia de ternura, paz e encantamento - MATER -, que
os antigos romanos se encarregaram de espalhar pelo mundo conhecido da
antiguidade, sofrendo em cada lugar, pequenas modificações e
adaptações.
Os franceses dizem
MÈRE; os espanhóis, MADRE; os italianos, MADRE ou MAMMA; os
ingleses, MOTHER; os alemães, MUTTER; os irlandeses, MATHAIR; os
russos, MATB; os holandeses, MOEDER; os gregos, MÈTER; em hebraico,
EM; os portugueses dizem MÃE; e assim por diante...
Parece não ser por
acaso que em muitos idiomas terrenos o mesmo radical está presente na
formação da palavra MÃE, guardando uma identificação universal do
som "m" com a palavra mãe e a mama da mãe, pois todos os
bebês parecem pedir o alimento precioso - o leite materno - de formas
semelhantes, independentemente do país em que tenham nascido.
É PORQUE A PALAVRA
MÃE É VERDADEIRAMENTE A SÍNTESE MAIS PERFEITA DE UM HINO DE AMOR!
Oh! Mãe, mãezinha
querida! Foste tu que me ofereceste, de forma submissa e ao mesmo
tempo venturosa, dia após dia, durante nove meses consecutivos, o
bercinho mais seguro, protegido e aconchegante, todo maciamente
almofadado, tão carinhoso do teu ventre, do teu útero sublime, para
que eu, Espírito ainda tão fragilizado pelas máculas das
imperfeições, pudesse voltar à Terra e, gradualmente, segundo após
segundo, ir me ligando a um novo corpo material em formação,
acompanhando a multiplicação celular diferenciada, para uma nova
reencarnação.
Durante nove meses o
meu novo corpo carnal em formação, era como se fosse um pedaço do
teu próprio ser. Sentia eu os teus pensamentos e sentimentos e tu
também me sentias a presença, cada vez mais forte e evidente. Teus
cuidados para comigo, não ficaram restritos tão somente ao tempo da
gestação, em que me carregavas dentro do teu ventre, toda orgulhosa
pela expectativa de ser mãe. Pelo contrário, os cuidados aumentaram
e de muito, a partir da data do meu nascimento, como a externar um
sentimento teu de não querer se separar jamais daquele bebê - um
pequenino bonequinho vivo - que foi gerado dentro de ti, com tanto
amor e carinho.
Ao vermos a figura da
mãe, amamentando o seu filhinho querido no colo, com tanta
dedicação e ternura, é como estarmos diante da materialização do
próprio amor.
Ao morar num corpo de
mulher a alma tem a oportunidade de exercitar valores e sentimentos
que nem sempre lhe são acessíveis no sexo masculino com tanta
intensidade, visto que a intuição é aguçada, os instintos de
defesa e de proteção são aumentados e, principalmente, o sentimento
de amor ao próximo se agiganta. Desde a infância a menina é
preparada para a sublime tarefa da maternidade, quando brinca com
bonecos e bonecas, exercitando-se para receber, oportunamente,
"bonequinhas e bonequinhos vivos"- Espíritos seus irmãos,
que precisam da sua proteção, carinho, orientação e muito amor.
A partir do momento
da concepção, o perispírito do Espírito reencarnante, passa por um
processo de "condensação", de forma a se ligar, célula a
célula, ao embrião em desenvolvimento. Ao lado do espírito da
gestante está associado o Espírito reencarnante, ligado por uma
forte força magnética que o atrai cada vez mais. É como se a mulher
grávida pudesse ser considerada com duas personalidades em um só
corpo material. O Espírito que já está começando a reencarnar, a
partir da concepção e, até mesmo antes dela, vai aliando as suas
sensibilidades às da mãe, de modo que começa a sentir tudo aquilo
que se passa no psiquismo da mãe e, igualmente, a mãe também é
influenciada pelo se Irmão que vai voltar à Terra, inicialmente,
como criança, esquecendo-se, gradativamente, das peripécias das
vidas passadas. Há uma verdadeira simbiose de pensamentos e
sentimentos, um Espírito influenciando o outro. Por esta razão, a
gestante deve ser cautelosa para assegurar um ambiente tranqüilo ao
seu bebê, da concepção ao nascimento, procurando abster-se do fumo
e do consumo de álcool e de drogas e, principalmente, higienizando os
seus pensamentos e sentimentos, voltando-se para o bem, esforçando-se
para só participar de conversações edificantes, estabelecendo um
filtro de pureza e amor com relação ao ambiente em que vive, às
vezes bem agressivo. Até as melodias a serem ouvidas devem ser
criteriosamente selecionadas. É evidente que o Espírito reencarnante
será beneficiado pelo clima espiritual de paz formado e mantido pela
sua Irmã gestante, em virtude da forte ligação magnética existente
entre os dois Espíritos.
A futura mamãe deve
se lembrar que associado ao seu pensamento e ao seu sentimento, pode
aflorar o pensamento e o sentimento do Espírito do seu bebê em
gestação. Se ocorrerem reações estranhas, pensamentos e
sentimentos infelizes e negativos, de tristeza, angústia, medo ou
melancolia, é dever da gestante reagir imediatamente com pensamentos
e sentimentos contrários, procurando amparar e consolar o seu Irmão
reencarnante, orando e irradiando o seu amor em sua direção, para
que ele se tranqüilize e se fortaleça de esperanças, sentindo que
possui alguém do seu lado - a sua mãe protetora.
O Irmão reencarnante
pode ser um comparsa do passado, havendo necessidade de se reencontrar
agora, ficando face a face, vitima e algoz, para tentar a
reconciliação dentro da família carnal, para a prática do perdão
e do amor filial e maternal. Poderá ser, também, um Irmão carente,
fragilizado pelos vícios que se enraizaram através das múltiplas
reencarnações e, agora, com abnegada disposição de carinho e amor,
o seio materno deverá se predispor a ajudá-lo com maior ternura,
para que não continue a errar, mas possa se modificar com os bons
exemplos maternos, para retornar à senda do bem.
Daí a importância
da reforma íntima de cada um, estruturada nas recomendações
evangélicas do nosso Mestre Jesus, sempre relembradas pela Doutrina
Espírita - a Terceira Revelação - codificada por Allan Kardec.
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