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Palavras de Jesus contidas no Evangelho de João.
Capitulo 10 – Versículos 11 a 16:
11
– Eu sou o BOM PASTOR. O bom pastor dá a própria vida pelas
suas ovelhas.
12
– O mercenário, porém, e o que não é pastor, aos quais as ovelhas não
pertencem, vendo vir o lobo, abandonam as ovelhas e fogem; e o lobo as
arrebata e dispersa o rebanho,
13
– O mercenário foge, porque é mercenário e lhe não importam as
ovelhas.
14
– Eu sou o BOM PASTOR e conheço as minhas ovelhas e as minhas
ovelhas me conhecem.
15
– Assim como meu Pai me conhece, assim eu conheço a meu Pai e dou a
vida pelas minhas ovelhas.
16
– Tenho ainda outras ovelhas, que não são deste aprisco. Também a
estas cumpre que eu as traga; elas ouvirão a minha voz e haverá UM
SÓ REBANHO E UM SÓ PASTOR.
Com
estas palavras evangélicas Jesus refere-se à sua grande missão
espiritual como protetor e governador do mundo Terra e assegura
confiante que um dia todos os homens estarão unidos pelos sentimentos
de FRATERNIDADE, independentemente das barreiras fictícias que possam
existir, porque serão gradualmente contornadas para bem de todos, como
as barreiras lingüísticas, sociais, culturais, políticas, comerciais e
até mesmo religiosas.
As
ovelhas de Jesus, que é o Bom Pastor, são todos os Espíritos,
encarnados e desencarnados, que estão imantados ao mundo Terra. As
ovelhas que conhecem o bom pastor são os Espíritos que praticam a
moral pura que ele pregava e lhe reconhecem a missão grandiosa. As
ovelhas que são de outro aprisco, são aquelas que ainda se encontram
desgarradas e não seguem os ensinamentos do Mestre Jesus, mas que um
dia serão recuperadas e se juntarão ao rebanho único.
Um
dia todos os homens se reconhecerão como verdadeiros irmãos e como tal
conviverão num ambiente de concórdia e harmonia, vivenciando o amor a
Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. É um
trabalho árduo e demorado que atravessará ainda vários séculos, talvez
milênios, mas que progride paulatinamente, queiramos ou não, porque
esta é a vontade de Deus, que tem de ser cumprida, e Jesus, o BOM
PASTOR, Espírito perfeito e puro, nosso GUIA MAIOR, mantém todo o
rebanho sob rigoroso controle, porque ninguém se perderá.
As
transformações necessárias para que haja mais união e fraternidade
entre as criaturas já se fazem sentir em alguns setores, embora
palidamente, mas que tendem a ganhar corpo, fortalecendo-se, com o
passar do tempo.
No
livro A GÊNESE, Capitulo XVII, Allan Kardec já previa, entre
outras coisas, a supressão das barreiras lingüísticas, vinte anos
antes do aparecimento do ESPERANTO, quando Zamenhof, seu genial
criador, tinha somente sete anos de idade.
A
multiplicidade das línguas é um transtorno que dificulta a comunicação
e o entendimento entre os povos, causando, não raras vezes,
complicações nem sempre reparáveis. Às vezes, até mesmo aqueles que
falam o mesmo idioma, não se entendem bem, porque interpretam as
palavras e expressões, de forma diversa, com sentidos diferentes
daqueles que as pronunciou. Os pensamentos têm significados perfeitos
e inconfundíveis, mas ao serem codificados em palavras, podem ser
entendidos de maneira variada, gerando confusões.
Atualmente, pelo menos 2.796 línguas distintas estão sendo faladas em
nosso Planeta. Se isso não bastasse, existem mais cercas de 7.000 a
8.000 dialetos, isto é, variantes de um idioma com diferenças da
língua-mãe em termos de pronúncia, vocabulário ou idiomatismos, que
introduzem mais dificuldades na transmissão e compreensão dos
pensamentos. Mas o Esperanto, língua internacional, fácil e racional,
já existe entre nós, em crescimento progressivo para equacionar este
problema. As diferentes línguas continuarão a existir, mas o
Esperanto, pela sua simplicidade, lógica e facilidade de aprendizado,
será inevitavelmente, a língua de melhor intercâmbio entre os povos,
eliminando riscos de maus entendidos.
As
barreiras comerciais de várias regiões do mundo estão caindo, para uma
melhor e mais fácil troca de produtos entre as nações, inclusive com a
instituição de moeda única como na União Européia.
A
história política e social das nações não se apagarão. Os povos
continuarão a manter seus costumes e suas tradições, às vezes
milenares, mas a força da integração para um bem viver melhor,
promoverá caldeamentos entre elas, interpenetrando umas nas outras.
Algo similar deverá ocorrer no campo das religiões. Hoje ainda
presenciamos, com pesar, as guerras de fundo religioso, os
antagonismos radicais, alimentados pelos adeptos, que obstinadamente
manifestam suas crenças, acreditando-se possuidores exclusivos da
verdade. Ninguém, nenhuma religião, possui a verdade em termos
absolutos, porque a verdade é descortinada gradativamente, de acordo
com o estágio evolutivo das criaturas. Assim, o que hoje é tido
verdadeiro, poderá ser falso amanhã, com base num melhor
entendimento. Cada pessoa, cada religião, detém um panorama parcial
da mesma verdade. Para que se estreitem os laços de fraternidade
entre os adeptos de diferentes religiões, haverá necessidade de as
seitas religiosas fazerem pequenas concessões, procurando o
ajustamento imprescindível para o bem maior da compreensão entre
irmãos. Isto não significa, necessariamente, que no futuro deverá
haver uma só religião. É possível a convivência de diferentes
maneiras de vivenciar a lei maior que é a LEI DO AMOR A DEUS SOBRE
TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS, sem hostilizações,
insultos, lutas, mas pelo contrário, com respeito mútuo, tolerância,
compreensão, em suma,com FRATERNIDADE.
Havendo Fraternidade, isto é, a
verdadeira convivência como irmãos, permitirá a existência de Um Só
Rebanho e Um Só Pastor.
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