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O
Centro Espírita é o núcleo de amor, onde os espíritos encarnados e
desencarnados se reúnem para a prática da caridade em favor dos mais
necessitados, da Terra ou do Espaço.
Assim, a Casa Espírita tem tripla finalidade, atuando como
Templo, Hospital e Escola:
Templo
para a nossa comunhão, em prece, com a Esfera Superior;
Hospital, onde todas as nossas mazelas do corpo e do espírito,
encontram o justo reparo, de acordo com nossas próprias necessidades;
e, finalmente, Escola, onde aprendemos as lições do Cristo,
esclarecidas em Espírito e Verdade, pela Doutrina que abraçamos, únicas
capazes de nos trazer a paz de espírito tão procurada.
Mas,
para que possa atingir tais objetivos, necessário se torna prestarmos
muita atenção aos ensinamentos emanados daqueles que foram
encarregados de orientar nossa caminhada.
Segundo Kardec, em O Livro dos Médiuns, - “Os Espíritos
Superiores não vão a reuniões onde sabem que a sua presença é inútil.
Nos meios pouco instruídos, mas onde há sinceridade, vamos
voluntariamente, mesmo quando aí não encontrássemos senão
instrumentos medíocres; mas nos meios instruídos onde a ironia
domina, não vamos. Ali
é preciso falar aos olhos e aos ouvidos: é o papel dos Espíritos
batedores e zombeteiros. É
bom que as pessoas que se gabam de sua ciência sejam humilhadas pelos
Espíritos menos sábios e menos avançados”.
E
André Luiz, no livro “Conduta Espírita”,
também nos traz algumas advertências, falando da importância
da pontualidade; da atenção aos doutrinadores, evitando conversação
ou tosse bulhenta, para que seja mantido o respeito à Casa de Oração;
evitando evocar a presença de determinada entidade, aceitando sem
exigências os ditames da Esfera Superior, abraçando os encargos com
desassombro e valor, não confundindo preguiça com humildade e
preservando a pureza da prática da Doutrina.
A
par dessas instruções, cabe ao Centro Espírita:
1.
Promover o estudo metódico e sistemático da Doutrina Espírita
e do Evangelho à luz do Espiritismo
2.
Promover a evangelização da criança à luz da Doutrina.
3.
Incentivar a orientação da juventude na teoria e na prática
doutrinária, integrando-a em suas tarefas.
4.
Divulgar a Doutrina Espírita através do livro e de outros
meios de comunicação.
5.
Promover o estudo da mediunidade, orientando as atividades mediúnicas.
6.
Desenvolver atividades de assistência espiritual, mediante a
utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina, inclusive reuniões
privativas de desobsessão.
7.
Manter um trabalho de atendimento fraterno, pelo diálogo, com
orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro.
8.
Promover o serviço de assistência social espírita,
assegurando suas características beneficentes, preventivas e
promocionais.
9.
Incentivar e orientar a instituição do culto do Evangelho no
Lar.
Além
destas, a Casa Espírita realiza tarefas de ordem administrativa; para
isso conta com uma diretoria, cabendo a cada um de seus componentes,
atribuições específicas para que o bom andamento das reuniões
espirituais não seja afetado. Seus
dirigentes são homens e mulheres, não remunerados, que, “no horário
disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe
garante a subsistência, vence os imprevistos que possam impedir o
comparecimento ao Centro, tais como visitas inesperadas, fenômenos
climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio
dever”.
A
Casa Espírita não tem “chefes”, “sacerdotes”, “gurus”,
ou “lideres espirituais”; tem trabalhadores de boa vontade, que
reconhecem Jesus como o único Mestre, e Kardec, como um dos seus discípulos
mais fiéis. Finalmente,
a Casa Espírita é aquele “oásis” onde refazemos nossas energias
para vencer as dificuldades a atribulações de nosso “dia-a-dia”.
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