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Os
fatos atinentes às revelações dos Espíritos ou fenômenos
mediúnicos, remontam à mais recuada antiguidade, sendo tão
velhos quanto nosso mundo;
e sempre ocorreram em todos os tempos e entre todos os
povos. A história,
a este propósito, está pontilhada desses fenômenos de
intercomunicação espiritual.
As
evocações dos Espíritos não se situaram apenas entre os
povos do Ocidente, ocorrendo com larga freqüência no Oriente,
como se observa dos relatos do Código dos Vedas e do Código de
Manu. Esclarece-nos Louis Jacolliot que desde os tempos imemoriais,
os padres iniciados nos mosteiros preparavam os faquires para a
evocação dos mortos, com a obtenção dos mais notáveis fenômenos (Lê Spiritisme dans lê Monde).
O missionário Huc, refere-se a grande número de experiências
de comunicações com os mortos registradas na China. Paulo, o apóstolo, em suas epístolas, reconhecia a prática
dessas manifestações entre os cristãos primitivos ao
recomendar: “Segui o amor e procurai com o zelo os dons
espirituais, mas principalmente que profetizeis”. “Não apagueis o Espírito; não desprezais profecias;
julgai todas as coisas, retende o que é bom”.
O
apóstolo João também se referia a manifestações
espirituais, alertando-nos igualmente quanto à procedência
dessas comunicações.
Na
idade média, destaca-se a figura admirável de Joana D”Arc,
grande médium, recusando-se renegar as vozes espirituais.
Numa
época mais moderna é que podemos melhor situar a fase
precursora do Espiritismo, a Terceira Revelação, conhecida
como O Consolador Prometido por Jesus à Humanidade.
A diferença entre os fatos desta fase e os fenômenos da
Pré-História, como bem acentua Sir Arthur Conan Doyle, está
em que estes últimos episódios eram esporádicos, ou diríamos
melhor, sem uma seqüência metódica, enquanto aqueles têm a
característica de uma invasão organizada. É nesta época mais moderna e precursora que vamos encontrar
alguns notáveis antecessores, como o famoso vidente sueco,
Emmanuel Swedenborg, engenheiro militar, insigne teólogo de
valioso patrimônio cultural e dotado de largo potencial de forças
psíquicas.
Desde
a sua infância, tiveram início as suas visões numa
continuidade que se prolonga até sua morte; mas as suas forças latentes eclodiram com mais
intensidade a partir de abril de 1744, em Londres.
Desde então, afirma Swedenborg, “(...) O Senhor abria
os olhos de meu Espírito para ver, perfeitamente desperto, o
que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência,
com anjos e Espíritos (...)”.
Um
outro notável precursor, digno de menção, foi Franz Anton
Mesmer, médico descobridor do magnetismo curador. Em 1775, Mesmer reconhece o poder de cura mediante a aplicação
das mãos, ou seja, através da fluidoterapia. Acredita que, por nossos corpos, transitam fluidos
curadores, preparando o caminho para o hipnotismo do Marquês de
Puységur.
Fatos
precursores dignos de registro ocorreram com Andrew Jackson
Davis, magnífico sensitivo que viveu entre 1826 a 1910, sendo
considerado por Sir Arthur Conan Doyle como o profeta da Nova
Revelação. Os
poderes psíquicos de Davis começaram nos últimos anos da infância,
ouvindo vozes de Espíritos que lhe davam conselhos. À clarividência seguiu-se a clariaudiência.
Na tarde de 6 de março de 1844, Davis foi tomado por uma
força que o fez voar, em Espírito, da pequena cidade onde
residia, e fazer uma viagem até as Montanhas de Catskill, cerca
de 40 milhas de casa. Swedenborg
foi um dos mentores espirituais de Davis.
O
surgimento do Espiritismo foi predito por Davis no livro
“Princípios da Natureza”.
“Para
nós, comenta Conan Doyle, o que é importante é o papel
representado por Davis no começo da revelação espírita. Ele começou a preparar o terreno, antes que se iniciasse
a revelação. Estava
claramente fadado a associar-se intimamente com ela, de vez que
conhecia a demonstração de Hydesville (...)
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