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A
Federação Espírita Brasileira é uma sociedade civil
religiosa, educacional, cultural e filantrópica, com
personalidade jurídica, reconhecida de Utilidade Pública
Nacional, Estadual (RJ) e do Distrito Federal, respectivamente,
Decreto n. 47.695 de 1960, Decreto n. 4.765 de 1934 e
Decreto n. 7399 de 1983, que tem por objeto e fins o estudo teórico
e pratico do Espiritismo, a observância e difusão dos seus
ensinos, a pratica da caridade espiritual, moral e material, sem
discriminação de raça, sexo, cor e religião, e, por fim, a
integração das Sociedades Espíritas do Brasil, no seu
organismo, estando a cargo de um Conselho Federativo Nacional
desenvolver, ampliar e coordenar os planos da Organização
Federativa, no sentido de uma completa harmonia de pensamento e
unidade de programa de ação.
A
Federação Espírita Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi
fundada na cidade do Rio de janeiro (RJ) em 2 de janeiro de
1884, pelo culto e honrado fotógrafo português Augusto Elias
da Silva, na sua residência à Rua da carioca n. 120, sobrado,
estando presentes mais onze espíritas, entre os quais o
Marechal Francisco Raimundo Ewerton Quadros, que foi o primeiro
presidente da Sociedade.
Só
depois de 27 anos de existência é que a Federação Espírita
Brasileira levantou a sua sede própria à Avenida Passos, 30,
no Rio de Janeiro, em cuja fachada está inscrita a divisa: Deus,
Cristo e Caridade, hoje sede seccional.
Sua sede central está situada em Brasília, na Av. L-2
Norte – Quadra 603 – Conjunto. “F”.
Ao
Marechal Ewerton Quadros, sucederam, na presidência da FEB, os
seguintes diretores: Dr. F.M. Dias da Cruz, Dr. Julio César
Leal, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, Leopoldo Cirne, Dr.
Aristides Spínola, Cel. Luis Barreto A. Ferreira, Alm. F.V.
Paim Pamplona, Manuel J.F. Quintão, Eng.L.º Guillon Ribeiro,
Farm. A.Wantuil de Freitas, Dr. Armando de Oliveira Assis,
Francisco Thiesen e Dr. Juvanir Borges Souza, eleito em agosto
de 1990.
No
mesmo mês de fundação da FEB, passou a ser seu órgão
oficial de imprensa o jornal (depois revista) – Reformador,
que anteriormente, aos 21 de janeiro de 1883, havia sido fundado
também por Elias da Silva, mais tarde, membro do Conselho
Fiscal da centenária Sociedade Propagadora das Belas Artes.
Durante 54 anos esse periódico foi bimensal, passando
depois a sair mensalmente, sendo cerca de 30.000 exemplares a
tiragem atual, distribuída entre assinantes dos quatro cantos
do globo.
Dos
órgãos espiritistas mais antigos do mundo, e ainda em circulação,
figura o Reformador em quarto lugar.
É
curioso assinalar que esse mensário religioso de Espiritismo
Cristão, de vida ininterrupta, é, de acordo com os Anais da
Biblioteca Nacional (vol. 85), um dos quatro periódicos que,
surgidos no Rio de Janeiro antes de 1889, conseguiram sobreviver
até os dias de hoje.
Possui
a Federação Espírita Brasileira, a que os espíritas
carinhosamente chamam de Casa de Ismael, vários setores
internos: Conselho Diretor, Diretoria Executiva, Assessoria da
Presidência, Conselho Fiscal, Conselho Superior, Assembléia
Geral, Conselho Federativo Nacional, Departamento Editorial e Gráfico,
Departamento de Infância e Juventude, Departamento de Assistência
Social (Comissão de Assistência), Biblioteca, Livrarias,
Departamento de Esperanto, Departamento de Estudos do
Espiritismo, etc.
O
Conselho Federativo Nacional, cujas reuniões se processam
periodicamente, presidido pelo presidente da FEB, é composto de
26 Sociedades Federativas de âmbito estadual aí compreendido,
com Estado, o Distrito Federal, além de Sociedades Espíritas não
federativas, de âmbito nacional.
Seu
Departamento Editorial e Gráfico funciona em prédio próprio,
à Rua Souza Valente 17, no Rio de Janeiro, e já publicou cerca
de 6.000.000 de exemplares das obras de Allan Kardec e mais de
12.600.000 de outras obras espíritas, entre as quais se
incluem, com mais de 8.300.000 de exemplares, os livros mediúnicos
recebidos por Francisco Cândido Xavier.
Algumas dezenas de obras didáticas e doutrinárias foram editadas em
Esperanto pela Federação Espírita Brasileira, que desde 1909
propaga a Língua Neutra Internacional nos meios espíritas e até
mesmo no seio de coletividades leigas.
Em
2 de janeiro de 1984 foi transferida a sede central da FEB para
Brasília, num amplo terreno de 22.000 metros quadrados, a pouco
mais de um quilômetro da Esplanada dos Ministérios, ficando na
cidade do Rio de Janeiro a sede seccional.
O
longo e porfiado trabalho orientador dessa Casa, junto ao
movimento espiritista em todo o país, contribuiu para que se
multiplicassem as Sociedades Espíritas, do Amapá ao Rio Grande
do Sul, em número superior a cinco mil na época presente.
Esse progresso no Brasil, que elevou a alguns milhões o
total de proficientes, permitiu o considerável aumento de periódicos
espíritas em circulação, cerca de 162 em 1957, segundo o
Boletim Bibliográfico Brasileiro de janeiro/fevereiro daquele
ano, bem como a difusão da Doutrina Espírita pelas ondas
hertzianas, pelo teatro, pela televisão, tendo a FEB arrolado,
recentemente, perto de cem estações de rádio que levam ao ar
programas espíritas, hoje em torno de mais de uma centena,
acrescida da proliferação de editoras, clubes e bancas de
livros.
A
obra da Federação Espírita Brasileira, que se molda no espírito
da Codificação Kardequiana e no Evangelho de Jesus, tem-se
refletido no movimento espiritista de vários países da Europa,
das Américas, da Ásia e da África,
ensejando contatos fraternos de expressiva importância
no que diz respeito às finalidades primaciais do Espiritismo.
Por
ser uma entidade de caráter nacional, cabe a ela a representação
do Espiritismo, por parte do Brasil, em todos os atos e
solenidades internacionais concernentes à organização espírita
mundial.
No
Brasil, o governo considera o Espiritismo como religião, e
assim foi reconhecido pelo Serviço de Estatística Demográfica,
Moral e Política, subordinado ao Ministério da Justiça, e
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Em
1957, a pedido da Federação Espírita Brasileira, o Ministro
da Viação (então Ministério da Infraestrutura e atual Ministério
das Comunicações), autorizou a emissão pelo Departamento dos
Correios e Telégrafos (atual Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos), do primeiro selo espírita em todo o mundo.
E em 1964 e 1969, ainda por solicitação da FEB, foram
lançados três novos selos postais espíritas.
Pela
sua longa folha de serviços prestados à coletividade, desfruta
a Federação Espírita Brasileira de alto conceito e grande
prestígio no Brasil e além-fronteiras.
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