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É
impossível fixar uma data para as primeiras aparições de uma
força inteligente exterior, de maior ou menor elevação,
influindo nas relações humanas.
Os
espíritas tornaram oficialmente a data de 31 de março de 1848
como o começo das coisas psíquicas, porque o movimento foi
iniciado naquela data. Entretanto,
não há época na história do mundo em que não se encontrem
traços de interferências preternaturais e o seu tardio
reconhecimento pela humanidade.
A única diferença entre esses episódios e o moderno
movimento é que aqueles podem ser apresentados como casos esporádicos
de extraviados de uma esfera qualquer, enquanto os últimos têm
as características de uma invasão organizada.
Como, porém, uma invasão poderia ser precedida por
pioneiros em busca da Terra, também o influxo espírita dos últimos
anos poderia ser anunciado por certo número de incidentes,
susceptíveis de verificação desde a Idade Média e até mais
para trás.
Uma
data deve ser fixada para o início da narrativa e, talvez,
nenhuma melhor que a da história do grande vidente sueco
Emmanuel Swedenborg, que possui bons títulos para ser
considerado o pai do nosso novo conhecimento
dos fenômenos supra-normais.
Quando
os primeiros raios do sol nascente do conhecimento espiritual caíram
sobre a Terra, iluminaram a maior e a mais alta inteligência
humana, antes que a sua luz atingisse homens inferiores.
O cume da mentalidade foi o grande reformador e médium
clarividente, tão pouco conhecido por seus prosélitos, qual
foi o Cristo.
Para
compreender completamente um Swedenborg é preciso possuir-se um
cérebro de Swedenborg; e isto não se encontra em cada século.
E ainda, pela nossa força de comparação e por nossa
experiência dos fatos desconhecidos para Swedenborg, podemos
compreender, mais claramente do que ele, certas passagens de sua
vida. O objeto do
presente estudo não é tratar o homem, como um todo, mas
procurar situa-lo no esquema geral do desdobramento
psíquico aqui abordado, do qual a sua própria Igreja,
na sua estreiteza, o impediria.
Swedenborg
era, sob certos aspectos, uma viva contradição para as nossas
generalizações psíquicas, porque se costuma dizer que as
grandes inteligências esbarram no caminho da experiência psíquica
pessoal. Uma lousa
limpa é, por certo, mais apta para nela escrever-se uma
mensagem. O cérebro
de Swedenborg não era uma lousa limpa, mas um emaranhado de
conhecimentos exatos de susceptível aquisição naquele tempo.
Nunca se viu tamanho amontoado de conhecimentos.
Ele era, antes de mais nada, um grande engenheiro de
minas e uma autoridade em metalurgia.
Foi o engenheiro militar que mudou a sorte de uma das
muitas campanhas de Carlos XII, da Suécia. Era uma grande autoridade em Física e em Astronomia, autor
de importantes trabalhos sobre as marés e sobre a determinação
das latitudes. Era
zoologista e anatomista. Financista
e político, antecipou-se às conclusões de Adam Smith.
Finalmente, era um profundo estudioso da Bíblia, que se
alimentou de teologia com o leite materno e viveu na austera
atmosfera evangélica alguns anos de vida.
Seu desenvolvimento psíquico, ocorrido aos vinte e cinco
anos, não influiu sobre a sua atividade mental e muitos de seus
trabalhos científicos foram publicados após esta data.
Com
uma tal mentalidade, é muito natural que fosse chocado pela
evidência das forças supranormais, que surgem no caminho de
todo pensador, mas o que não é natural é que devesse ele ser
o médium para tais forças.
Em certo sentido a sua mentalidade lhe foi prejudicial e
lhe adulterou os resultados, posto que, de outro lado, lhe
tivesse sido de grande utilidade.
Para o demonstrar basta considerar os dois aspectos sob
os quais o seu trabalho pode ser encarado.
O
primeiro é o teológico. À
maioria das pessoas que não pertencem ao rebanho escolhido,
afigura-se o lado inútil e perigoso de seu trabalho.
Por um lado, aceita a Bíblia como sendo, de modo muito
particular, uma obra de Deus;
por outro lado, sustenta que a sua verdadeira significação
é inteiramente diferente de seu óbvio sentido e que ele – e
só ele- ajudado pelos anjos, é capaz de transmitir aquele
verdadeiro sentido. Essa
pretensão é intolerável.
A infalibilidade do Papa seria uma insignificância
comparada com a infalibilidade de Swedenborg, se tal fosse
admitido. Pelo
menos o Papa é infalível quando profere um veredito em matéria
de doutrina ex-cátedra, acolitado por seus cardeais.
A infalibilidade de Swedenborg seria universal e
irrestrita. Além
disso, suas explicações nem ao menos se acomodam à razão.
Quando, visando apreender o verdadeiro sentido de uma
mensagem de Deus, temos que admitir que um cavalo simboliza
uma verdade intelectual, que um burro significa uma
verdade científica, uma chama quer dizer melhoramento, e assim
por diante com uma infinidade de símbolos, parece que nos
encontramos no reino da imaginação, que apenas pode ser
comparado com as cifras que alguns críticos engenhosos
pretendem ter descoberto nas peças de Shakespeare.
Não é assim que Deus manda a Sua Verdade a este mundo.
Se tal ponto de vista fosse aceito, o credo de Swedenborg
seria apenas a matriz de mil heresias; redigiríamos e iríamos
encontrar-nos novamente entre as discussões e os silogismos dos
escolásticos medievais. As
coisas grandes e verdadeiras são simples e compreensíveis.
A teologia de Swedenborg nem é simples nem inteligível.
E isto representa a sua condenação.
Entretanto,
quando entramos na sua fatigante exegese das Escrituras, onde
cada coisa significa algo diferente daquilo que obviamente
significa, e quando chegamos a alguns dos resultados gerais de
seu ensino, eles não se acham em desarmonia com o moderno
pensamento liberal nem com o ensino recebido do “Outro
Lado”, desde que se iniciaram as comunicações.
Assim, a proposição geral de que este mundo é um
laboratório de almas, um campo de experiências, no qual o
material refina o espiritual, não sofre contestação.
Ele repete a Trindade no seu sentido comum, mas a
reconstitui de maneira extraordinária, que também seria
impugnada por um Unitário.
Admite que cada sistema tem a sua finalidade e que a
virtude não é privativa do Cristianismo. Concorda com o ensino espírita em procurar o verdadeiro
sentido da vida de Jesus Cristo no seu poder como exemplo e
repele a expiação e o pecado original.
Vê no egoísmo a raiz de todo o mal e admite como
essencial um egoísmo sadio, na expressão de Hegel.
Quanto aos problemas sexuais, suas idéias são liberais
até o relaxamento. Considera
a Igreja de absoluta necessidade, sem o que ninguém se
entenderia com o Criador. Em
tamanha confusão de idéias, espalhadas a torto e à direito em
grandes volumes escritos num latim obscuro, cada intérprete
independente seria capaz de encontrar sua nova religião
particular. Mas não
é aí que reside o mérito de Swedenborg.
Esse mérito realmente seria encontrado em suas forças
psíquicas e nas suas informações psíquicas, que teriam sido
muito valiosas se jamais de sua pena houvesse brotado uma
palavra sobre Teologia. É para essas forças e para essas
informações que nos voltamos agora.
Ainda
menino, Swedenborg teve as suas visões.
Mas esse delicado aspecto de sua natureza foi abafado
pela extraordinariamente prática e enérgica idade viril.
Entretanto, por vezes veio ele à tona, em toda a sua
vida e muitos exemplos foram registrados, para mostrar que possuía
poderes geralmente chamados “vidência à distância”, no
qual parece que a alma deixa o corpo e vai buscar uma informação
à distância, voltando com notícias do que se passa alhures. Não
é uma peculiaridade rara nos médiuns e pode ser comprovada por
milhares de exemplos entre os sensitivos espíritas;
mas é rara nos intelectuais e também rara quando
acompanhada por um estado aparentemente normal do corpo quando
ocorre o fenômeno. Assim,
no conhecidíssimo caso de Gothenburg, onde o vidente observou e
descreveu um incêndio em Estocolmo, a trezentas milhas de distância,
com perfeita exatidão, estava ele num jantar com dezesseis
convidados, o que é um valioso testemunho.
O caso foi investigado nada menos que pelo filósofo
Kant, que era seu contemporâneo.
Não
obstante, esses episódios ocasionais eram meros indícios de
forças latentes, que desabrocharam subitamente em Londres, em
abril de 1744. É
de notar-se que, conquanto o vidente fosse de boa família sueca
e educado entre a nobreza sueca, foi nada menos que em Londres
que os seus melhores livros foram publicados, que a sua iluminação
se iniciou e, finalmente, que morreu e foi sepultado.
Desde o dia de sua primeira visão até a sua morte,
vinte e sete anos depois, esteve ele em contínuo contato com o
outro mundo. “Na
mesma noite – diz ele – o mundo dos Espíritos, do céu e do
inferno, abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei
muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições.
Desde então o Senhor abria os olhos de meu Espírito
para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro
mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e Espíritos”.
Em
sua primeira visão, Swedenborg fala de “uma espécie de vapor
que se exalava dos poros de meu corpo.
Era um vapor aquoso muito visível e caía no chão,
sobre o tapete”.
É
uma perfeita descrição daqueles ectoplasmas que consideramos a
base dos fenômenos físicos.
A substância foi chamada também, ideoplasma, porque
instantaneamente toma a forma que lhe dá o Espírito.
No seu caso, conforme a sua descrição, ela se
transformava em vermes, o que representava um sinal de que os
seus Guias lhe desaprovavam o regime alimentar e era acompanhada
por um aviso pela clarividência, de que devia ser mais
cuidadoso a esse respeito.
Que
é que pode fazer o mundo com essa narrativa?
Dizer que tal homem era um louco; mas, nos anos que se
seguiram, sua vida não deu sinais de fraqueza mental.
Ou podiam dizer que ele mentia.
Mas este era famoso por sua estrita vivacidade.
Seu amigo Cuno, banqueiro em Amsterdã, assim dizia dele:
“Quando me olhava, com os sorridentes olhos azuis, era como se
eles estivessem falando a própria verdade”.
Seria então auto-sugestionado e honestamente enganado?
Temos que enfrentar a circunstância de que, em geral, as
observações que fazia eram confirmadas desde então por
numerosos observadores dos fenômenos psíquicos.
A verdade é que foi o primeiro e, sob vários aspectos,
o maior médium, de um modo geral; que estava sujeito a erros
tanto quanto aos privilégios decorrentes da mediunidade; que só
pelo estudo da mediunidade seus poderes serão compreendidos e
que, no esforço de o separar do Espiritismo, a sua Nova Igreja
mostrou absoluta incompreensão de seus dons e da posição que
a ele cabia no esquema geral da Natureza. Como um grande pioneiro do movimento espírita, sua posição
tanto é compreensível, não há lugar para ele em qualquer
esquema do pensamento religioso, por mais largamente
compreensivo que seja.
É
interessante notar que ele considerava os seus poderes
intimamente relacionados com o sistema respiratório.
Como o ar e o éter nos envolvem, é possível que alguns
respirem mais éter do que ar e, assim, alcancem um estado mais
etéreo. Sem a
menor dúvida é esta uma maneira elementar e grosseira de
considerar as coisas. Mas
essa idéia se derrama no trabalho de muitas escolas de
psiquismo. Lourence
Oliphant, que aliás não tinha ligação com Swedenborg,
escreveu o livro Sympneumata, para o provar. O sistema indiano
de Ioga, repousa sobre a mesma idéia.
Entretanto, quem quer que tenha visto um médium cair em
transe deve ter notado a característica inspiração de ar com
que se inicia o processo e as profundas expirações com que
termina. Para a Ciência
do futuro aqui está um promissor campo de estudos.
Nisto, como em qualquer outro assunto psíquico é necessário
cautela. O autor
conheceu muitos casos em que ocorreram lamentáveis resultados
que foram a conseqüência de um desavisado emprego da respiração
profunda nos exercícios psíquicos.
Como a força elétrica, os poderes espirituais têm um
emprego variado, mas o seu manejo requer conhecimentos e precauções.
Swedenborg
resume o assunto dizendo que quando se comunicava com os Espíritos,
durante uma hora respirava profundamente, “tomando apenas a
quantidade de ar necessária para alimentar os seus
pensamentos”. De
lado essa peculiaridade, Swedenborg era normal durante suas visões,
conquanto preferisse, na ocasião, estar só.
Parece que teve o privilégio de examinar várias esferas
do outro mundo e, conquanto as suas idéias sobre teologia
tivessem marcado as suas descrições, por outro lado a sua
imensa cultura lhe permitiu excepcional poder de observação e
de comparação. Vejamos
quais os principais fatos que suas jornadas nos trouxeram e até
onde eles coincidem com os que, desde então, têm sido obtidos
pelos métodos psíquicos.
Verificou
que o outro mundo, para onde vamos após a morte, consiste de várias
esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e de
felicidade; cada um
de nós irá para aquela a que se adapta a nossa condição
espiritual. Somos
julgados automaticamente, por uma lei espiritual das
similitudes; o
resultado é determinado pelo resultado global de nossa
vida,
de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte
tem pouco proveito.
Nessas
esferas verificou que o cenário e as condições deste mundo
eram reproduzidas fielmente, do mesmo modo que a estrutura da
sociedade. Viu
casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto,
auditórios onde se reuniam para fins sociais, palácios onde
deviam morar os chefes.
A
morte era suave, dada a presença de seres celestiais que
ajudavam os recém-chegados na sua nova existência.
Esses recém-vindos passavam imediatamente por um período
de absoluto repouso. Reconquistavam a consciência em poucos dias, segundo a nossa
contagem.
Havia
anjos e demônios, mas não eram de ordem diversa da nossa:
eram seres humanos, que tinham vivido na Terra e que ou
eram almas retardatárias, como demônios ou altamente
desenvolvidas, como os anjos.
De
modo algum mudamos com a morte.
O homem nada perde pela morte:
sob todos os pontos de vista é ainda um homem, conquanto
mais perfeito do que quando na matéria.
Levou consigo não só as suas forças, mas os seus hábitos
mentais adquiridos, as suas preocupações, os seus
preconceitos.
Todas
as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não
batizadas. Cresciam
no outro mundo; jovens
lhes serviam de mães, até que chegassem as mães verdadeiras.
Não
havia penas eternas. Os
que se achavam nos infernos podiam trabalhar para a sua saída,
desde que sentissem vontade.
Os que se achavam no céu não tinham lugar permanente:
trabalhavam por uma posição mais elevada.
Havia
o casamento sob a forma de união espiritual no mundo próximo,
onde um homem e uma mulher constituíam uma unidade completa.
É de notar-se que Swedenborg jamais se casou.
Não
havia detalhes insignificantes
para a sua observação no mundo espiritual.
Fala de arquitetura, do artesanato, das flores, dos
frutos, dos bordados, da arte, da música, da literatura, da ciência,
das escolas, dos museus, das academias, das bibliotecas e dos
esportes. Tudo isso
pode chocar as inteligências convencionais, conquanto se possa
perguntar por que toleramos coroas e tronos e negamos outras
coisas menos materiais.
Os
que saíram deste mundo, velhos, decrépitos, doentes ou
deformados, recuperavam a mocidade e, gradativamente, o completo
vigor. Os casais
continuavam juntos, se os seus sentimentos recíprocos os atraíam.
Caso contrário, era desfeita a união.
“Dois amantes verdadeiros não são separados pela
morte, de vez que o Espírito do morto habita com o do
sobrevivente, até a morte deste último, quando se encontram e
se unem, amando-se mais ternamente do que antes”.
Eis
algumas amostras tiradas da massa enorme de informações
mandadas por Deus através de Swedenborg.
Elas têm sido reiteradas pela boca e pela pena dos
nossos iluminados espíritas.
O mundo as desprezou, taxando-as de concepções
insensatas. Contudo,
estes novos conhecimentos vão abrindo caminho; quando forem
aceitos inteiramente, a verdadeira grandeza da missão de
Swedenborg será conhecida desde que se ponha de lado a sua
exegese bíblica.
A
Nova Igreja, fundada para divulgar os ensinos do mestre sueco,
converteu-se em elemento negativo, em vez de ocupar o seu
verdadeiro lugar, como fonte e origem do conhecimento psíquico.
Quando, em 1848, desabrochou o movimento espírita;
quando homens como Andrew Jackson Davis o sustentavam
através de escritos filosóficos e de poderes psíquicos, que
dificilmente se distinguem dos de Swedenborg,
a Nova Igreja teria feito bem em saudar esse
desenvolvimento, que coincidia com as indicações de seu chefe.
Em vez disso preferiram, por motivos difíceis de
compreender, exagerar cada ponto divergente e desconhecer todos
os pontos coincidentes, até que os dois corpos fossem impelidos
para o franco antagonismo.
Na verdade, todos os espíritas deveriam homenagear
Swedenborg, cujo busto era para encontrar-se em cada templo espírita,
por ser o primeiro e o maior dos modernos médiuns.
Por outro lado, a Nova Igreja deveria afogar as pequenas
diferenças e integrar-se de coração no novo movimento,
contribuindo as suas igrejas e as suas organizações para a
causa comum.
Algumas
informações pessoais sobre Swedenborg cabem como termo a este
ligeiro relato de suas doutrinas.
Visa-se, assim, antes de mais nada, indicar a sua posição
no esquema geral. Deve
ele ter sido muito frugal, prático e trabalhador; um rapaz enérgico e um velho muito amável.
Parece que a vida o converteu numa criatura muito bondosa
e venerável. Era plácido, sereno e sempre disposto à conversação,
que não descambava para o psiquismo senão quando queria o seu
interlocutor. O
tema dessas conversas era sempre notável, mas ele se afligia
com a gagueira espiritual.
Sustentava
Swedenborg que uma densa nuvem se havia formado em redor da
Terra, devido à grosseria psíquica da humanidade e que de
tempos em tempos havia um julgamento e uma limpeza, assim como a
trovoada aclara a atmosfera material.
Via que o mundo, já em seus dias, entrava numa situação
perigosa, devido à sem-razão das igrejas, por um lado, e a reação
contra a absoluta falta de religião, causada por isto. As
modernas autoridades em psiquismo, especialmente Vale Owen,
falaram dessa nuvem crescente e há uma sensação geral de que
o necessário processo de limpeza geral não tardará.
Uma
notícia sobre Swedenborg, do ponto de vista espírita, não
pode ser melhor conduzida do que por estas palavras, extraídas
de seu diário: “Todas
as afirmações em matéria de teologia são, como sempre foram,
arraigadas no cérebro e dificilmente podem ser removidas;
e enquanto aí estiverem, a verdade genuína não
encontrará lugar”. Era
ele um grande vidente, um grande pioneiro do conhecimento psíquico
e sua fraqueza reside naquelas mesmas palavras que escreveu.
A
generalidade dos leitores que quiserem ir mais adiante encontrará
os mais característicos ensinos de Swedenborg em suas obras:
“O Céu e Inferno”, “A Nova Jerusalém” e
“Arcana Coelestia”. Sua vida foi admiravelmente descrita por GarthWilkinson,
Trobridge e Brayley Hodgetts, presidente da Sociedade Inglesa
Swedenborg. À
despeito de todo o seu simbolismo teológico, seu nome deve
viver eternamente como o primeiro de todos os homens modernos
que descreveram o processo da morte e o mundo do além, o que não
se baseia no vago extático e nas visões impossíveis das
velhas igrejas, mas corresponde atualmente às descrições que
nós mesmos obtemos daqueles que se esforçam por nos trazer uma
idéia clara de sua nova existência.
DOYLE,
Arthur Conan – História do Espiritismo, A
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