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Idéias Principais:
Restituí a
saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos,
expulsai os demônios. Daí gratuitamente o que gratuitamente
haveis recebido.
O dom da
mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram
médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe
inspirava os admiráveis princípios de sua filosofia; ele lhe
ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as
inspirações de Joana D’Arc não eram mais do que vozes de
Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Deus quer que
os Espíritos sejam reconduzidos aos interesses da alma. Quer
que o aperfeiçoamento do homem moral se torne o que deve ser,
isto é, o fim e o objetivo da vida.
Todo progresso
vem na sua hora: a da elevação moral soou para a Humanidade.
Neste sentido, a prática da mediunidade com Jesus é o grande
instrumento de renovação social.
SÍNTESE DO
ASSUNTO:
“Restituí a saúde aos doentes,
ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios.
Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”. Foi
esta a recomendação de Jesus a seus discípulos e com isto
querendo dizer “que ninguém se faça pagar daquilo que nada
pagou”. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a
faculdade de curar doentes e de expulsar os demônios, isto é, os
maus Espíritos. Esse dom de Deus lhe fora dado gratuitamente
para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé;
Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de
comércio, nem de especulação, nem meio de vida.
Esta orientação dada por Jesus
continua mais atual do que nunca, porque a mediunidade
evangelizada jamais poderá ser transformada em profissão ou
fonte de rendas. Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é
atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento
renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo
todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência,
sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua
trajetória pela face do mundo.
Deve-se compreender que a
mediunidade só existe pelo concurso dos Espíritos. “Os
atributos medianímicos são os talentos do Evangelho”. Se o
patrimônio divino é desviado de seus fins, o mau servo torna-se
indigno da confiança do Senhor da seara da verdade e do amor.
Multiplicados no bem, os talentos mediúnicos crescerão para
Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se sofrem os insultos do
egoísmo, do orgulho, da vaidade ou da exploração inferior, podem
deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do
estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em
vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos.
Mediunidade não basta por si
só.
É imprescindível saber que tipo
de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso
trabalho e ajuizar de nossa direção.
O médium moralizado, que
encontra na vivência evangélica a conduta de vida, é uma pessoa
de bem, que procura ser humilde, sincero, paciente,
perseverante, bondoso, estudioso e trabalhador. Cumpre o
mandato mediúnico com amor.
Ao exercício da mediunidade com
Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus valores a
benefício da criatura, em nome da caridade, é que o ser atinge a
plenitude das suas funções e faculdades, convertendo-se em
celeiro de bênçãos, semeador da saúde espiritual e da paz nos
diversos terrenos da vida humana, na Terra.
Aí está, como a prática
mediúnica exerce um papel de renovação social. O espírito
humano segue em marcha necessária, imagem da graduação que
experimenta tudo o que povoa o universo visível e invisível.
Todo progresso vem na sua hora; a da elevação moral soou para a
Humanidade. E o médium evangelizado, exercendo o mandato com
amor e espírito de serviço em benefício do próximo, contribui em
grande escala para o progresso moral.
Estudo
Sistematizado – Apostila da FEB.
Allan Kardec – O
Livro dos Médiuns (Cap. XXXI – item 11)
O dom da mediunidade é tão
antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios
de Elêusis se fundavam na mediunidade. Os Caldeus, os Assírios,
tinham médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe
inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe
ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as
inspirações de Joana D’Arc não eram mais que vozes de Espíritos
benfazejos que a dirigiam.
Esse dom, que agora se espalha,
raro se tornara nos séculos medievos; porém, nunca desapareceu.
Swedenborg e seus adeptos constituíram numerosa escola. A
França dos últimos séculos, zombeteira e preocupada com uma
filosofia que, pretendendo extinguir os abusos da intolerância
religiosa, abafava sob o ridículo tudo o que era ideal, tinha
que afastar o Espiritismo, que progredia sem cessar ao norte.
Permitira Deus essa luta de
idéias positivas contra as idéias espiritualistas, porque o
fanatismo se constituíra a arma destas últimas. Agora, que os
progressos da indústria e da ciência desenvolveram a arte de bem
viver, a tal ponto que as tendências materiais se tornaram
dominantes, quer Deus que os Espíritos sejam reconduzidos aos
interesses da alma. Quer que o aperfeiçoamento do homem moral
se torne o que deve ser, isto é, o fim e o objetivo da vida.
O Espírito humano segue em
marcha necessária, imagem da graduação que experimenta tudo o
que povoa o universo visível e invisível. Todo progresso vem na
sua hora; a da elevação moral soou para a Humanidade. Ela não
se operará ainda nos vossos dias; mas, agradecei ao Senhor o
haver permitido assistais à aurora bendita.
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