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Idéias
Principais:
A Casa do Pai é o
Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no
espaço infinito e oferecem, aos espíritos que neles encarnam,
moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.
Do ensino dado
pelos , resulta que muitos diferentes umas das outras são as
condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de
inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os que em que
estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e
moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que
lhes são mais ou menos superiores a todos os respeitos.
Síntese do
Assunto:
A Doutrina
Espírita ensina que todos os Globos do Universo são habitados,
apesar da não comprovação da ciência oficial. Deus povoou de
seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o
objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no
planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não
fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há Ele de ter
dado um destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista.
Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na
constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de
que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de
tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.
Quando Jesus
disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede
também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim
não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar
o lugar. Depois que me tenha ido e que estiver, também vós aí
estareis”, estava nos ensinando o princípio da pluralidade dos
mundos habitados, de uma maneira cristalina, para não deixar
dúvidas.
A Casa do Pai é o
Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no
espaço infinito e oferecem, aos espíritos que neles encarnam,
moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.
Em função disto,
diversa é a constituição física de cada mundo, e,
conseqüentemente, dos seus habitantes. Cada mundo oferece aos
seus habitantes condições adequadas e próprias à vida
planetária. As necessidades vitais num planeta poderão não ser
as mesmas, até opostas, noutro.
O mundo que
habitamos faz parte de um séqüito de planetas e asteróides que
acompanham o Sol em sua viagem pela vastidão incomensurável do
espaço. Mesmo assim, as distancias entre estes planetas, que
formam o nosso sistema planetário, são imensas. Para se ter
idéias, enquanto a Terra gasta aproximadamente 365 dias para
promover uma volta ao redor do Sol, existem planetas que gastam
para completar uma revolução ao redor do Sol entre 88 dias e 25
anos terrestres.
Nosso sistema
planetário, todavia, não ocupa senão um ponto ínfimo no
Universo. Haja vista que ele pertence a um agrupamento estelar,
ou galáxia, chamada Via Láctea, onde existem mais ou menos 40
bilhões de estrelas, algumas das quais tão grandes, mas tão
grandes, que uma só toma espaço igual ao ocupado pelo Sol e
quase todos os planetas que este arrasta consigo. Vale a pena
considerar que o nosso sistema planetário não é somente um ponto
pequeníssimo na Via-Láctea, mas está colocado quase no seu
final.
Uma das galáxias
mais próximas da Terra é denominada Nebulosa de Andrômeda, e
dista de nosso sistema solar cerca de 680 mil anos luz.
Ora, se o Universo
tem tais dimensões e se o numero de planetas que nele existe
deve contar-se pela ordem dos trilhões,ou mais, não constitui
uma ingenuidade, ou pior, uma falta de inteligência, supor que
apenas a Terra seja habitada por seres racionais?
Teria Deus criado
tudo isso, apenas para recrear a vista dos terrícolas? Claro que
não, pois Deus nada faz sem u fim útil.
Os mundos que
gravitam no espaço infinito, tal o ensino do Espiritismo, são as
diferentes moradas da Casa do Pai Celestial, onde outras
humanidades, em vários graus de adiantamento, encontram
habitação adequada ao seu avanço.
Do ensino dado
pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras,
são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou
de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os em que
estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física ou
moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que
lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos
mundos inferiores, a existência é toda material, reinam
soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida
que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal
maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim
dizer, toda espiritual.
Evidentemente que
não podemos fazer uma classificação absoluta das categorias dos
mundos habitados, mas Kardec nos oferece uma que nos permite uma
visão geral sobre o assunto: “mundos primitivos, destinados às
primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e
provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as
almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando
das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal;
mundos celestes ou divinos, habitações de espíritos depurados,
onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence a categoria
dos mundos de expiações e provas, razão por que aí vive o homem
a braços com tantas misérias.
Nos mundos
primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana,
a vida, toda material, se limita à luta pela subsistência, o
senso moral é quase nulo e, por isso mesmo, as paixões reinam
soberanamente.
Nos mundos
intermediários, seus habitantes caracterizam-se por uma mescla
de virtudes e defeitos, e daí a alternância de momentos alegres
e felizes com horas de amargura e sofrimento.
Já nos mundos superiores, o
bem sobrepuja o mal, e, nos mundos celestes ou divinos, morada
de espíritos depurados, a felicidade é completa, de vez que
todos hão alcançado o cume da sabedoria e da bondade.
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