O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
Pluralidade dos Mundos Habitados - Diferentes Categorias de Mundos Habitados

Autor:
FEB

Fonte:
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - FEB

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Baseado em Publicação da FEB

   

Idéias Principais:

A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.

Do ensino dado pelos , resulta que muitos diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os que em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhes são mais ou menos superiores a todos os respeitos.

Síntese do Assunto:

A Doutrina Espírita ensina que todos os Globos do Universo são habitados, apesar da não comprovação da ciência oficial. Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há Ele de ter dado um destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.

Quando Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. Depois que me tenha ido e que estiver, também vós aí estareis”, estava nos ensinando o princípio da pluralidade dos mundos habitados, de uma maneira cristalina, para não deixar dúvidas.

A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.

Em função disto, diversa é a constituição física de cada mundo, e, conseqüentemente, dos seus habitantes. Cada mundo oferece aos seus habitantes condições adequadas e próprias à vida planetária. As necessidades vitais num planeta poderão não ser as mesmas, até opostas, noutro.

O mundo que habitamos faz parte de um séqüito de planetas e asteróides que acompanham o Sol em sua viagem pela vastidão incomensurável do espaço. Mesmo assim, as distancias entre estes planetas, que formam o nosso sistema planetário, são imensas. Para se ter idéias, enquanto a Terra gasta aproximadamente 365 dias para promover uma volta ao redor do Sol, existem planetas que gastam para completar uma revolução ao redor do Sol entre 88 dias e 25 anos terrestres.

Nosso sistema planetário, todavia, não ocupa senão um ponto ínfimo no Universo. Haja vista que ele pertence a um agrupamento estelar, ou galáxia, chamada Via Láctea, onde existem mais ou menos 40 bilhões de estrelas, algumas das quais tão grandes, mas tão grandes, que uma só toma espaço igual ao ocupado pelo Sol e quase todos os planetas que este arrasta consigo. Vale a pena considerar que o nosso sistema planetário não é somente um ponto pequeníssimo na Via-Láctea, mas está colocado quase no seu final.

Uma das galáxias mais próximas da Terra é denominada Nebulosa de Andrômeda, e dista de nosso sistema solar cerca de 680 mil anos luz.

Ora, se o Universo tem tais dimensões e se o numero de planetas que nele existe deve contar-se pela ordem dos trilhões,ou mais, não constitui uma ingenuidade, ou pior, uma falta de inteligência, supor que apenas a Terra seja habitada por seres racionais?

Teria Deus criado tudo isso, apenas para recrear a vista dos terrícolas? Claro que não, pois Deus nada faz sem u fim útil.

Os mundos que gravitam no espaço infinito, tal o ensino do Espiritismo, são as diferentes moradas da Casa do Pai Celestial, onde outras humanidades, em vários graus de adiantamento, encontram habitação adequada ao seu avanço.

Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras, são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física ou moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

Evidentemente que não podemos fazer uma classificação absoluta das categorias dos mundos habitados, mas Kardec nos oferece uma que nos permite uma visão geral sobre o assunto: “mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence a categoria dos mundos de expiações e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

Nos mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana, a vida, toda material, se limita à luta pela subsistência, o senso moral é quase nulo e, por isso mesmo, as paixões reinam soberanamente.

Nos mundos intermediários, seus habitantes caracterizam-se por uma mescla de virtudes e defeitos, e daí a alternância de momentos alegres e felizes com horas de amargura e sofrimento.

Já nos mundos superiores, o bem sobrepuja o mal, e, nos mundos celestes ou divinos, morada de espíritos depurados, a felicidade é completa, de vez que todos hão alcançado o cume da sabedoria e da bondade.