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Idéias Principais:
- Chamam-se mundos
de expiação e de provas, onde domina o mal. A Terra pertence a
esta categoria, razão porque aí vive o homem a braços com tantas
misérias.
- A situação
material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante,
desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza
dos que a habitam.
- Para que na
Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem
espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem
se dediquem.
- A Terra, no
dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um
cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual
desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo. A
época atual é de transição. Cabendo-lhe fundar a era do
progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e
razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e
as crenças espiritualistas.
Síntese do
Assunto:
Dentre os mundos
inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e
provas, porque aqui existe predominância do mal sobre o bem.
Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda
imperfeito, havendo para seus habitantes mais momento de
infelicidade do que de alegrias.
Tal qual ocorreu
com a estrutura física da Terra, a evolução moral tem caminhado
gradualmente, sem processos descontínuos. Os períodos geológicos
marcam as fases do aspecto geral do globo, em conseqüência das
suas transformações. Mas, com exceção do período diluviano, que
se caracterizou por uma subversão repentina (foi época de
grandes cataclismos no planeta), todos os demais transcorreram
lentamente, sem transições bruscas. Durante todo o tempo que os
elementos constitutivos do globo levaram para tomar posições
definitivas, as mutações houveram de ser gerais. Assim também
vem ocorrendo com a parte moral e intelectual dos espíritos que
habitam a Terra.
É bem verdade que,
pelo fato do nosso planeta ser um mundo inferior, não é
caracterizado como primitivo, ou seja, destinado as primeiras
encarnações dos espíritos. Os habitantes da Terra são Espíritos
possuidores de um determinado progresso espiritual. Mas, também,
os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o
índice de grande imperfeição moral. Por isso, os colocou Deus
num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso
trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a
um planeta ditoso.
Entretanto, nem
todos os espíritos que encarnam na Terra vão para aí em
expiação. As raças a que chamais de selvagens são formadas de
espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham,
por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem
pelo contato com espíritos mais adiantados. Vêem depois as raças
semicivilizadas, constituídas desses mesmos espíritos em via de
progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra,
que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares,
algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento
intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os espíritos em
expiação são exóticos na Terra. Já viveram noutros mundos, donde
foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por
se haverem constituído em tais mundos, causa de perturbação para
os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio
de espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes
últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências
desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram.
A felicidade não
pode existir, por enquanto, na face do orbe, porque em sua
generalidade, as criaturas humanas se encontram intoxicadas e
não sabem contemplar a grandeza das paisagens exteriores que as
cercam no planeta. Contudo, importa observar que é no globo
terrestre que a criatura edifica as bases da sua ventura real,
pelo trabalho e pelo sacrifício, a caminho das mais sublimes
aquisições para o mundo divino de sua consciência.
A Terra sairá do
estágio de expiação e provas e passará para planeta de
regeneração. Nosso planeta está submetido à lei do progresso,
como tudo na natureza. Ele progride, fisicamente, pela
transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela
depuração dos espíritos encarnados e desencarnados que o povoam.
Ambos progressos se realizam paralelamente, porquanto o
melhoramento da habitação guarda relação com o habitante.
Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações
que a ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente
habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a
Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do
senso moral e do abrandamento dos costumes.
Para que na Terra
sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem
espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem
se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se
verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal,
ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais já não sendo
dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque lhe
constituiriam obstáculos ao progresso. Irão expiar o
endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros
em raças terrestres ainda atrasadas. Substitui-los-ão espíritos
melhores, que irão fazer reinem em seu seio a justiça, a paz e a
fraternidade.
A Terra, no dizer
dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um
cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual
desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá Em cada criança
que nascer, em vez de um espírito atrasado e inclinado ao mal,
que antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e
propenso ao bem.
A época atual é de
transição; confundem-se os elementos duas gerações. Colocados no
ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da
outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres
que lhes são peculiares.
Cabendo-lhe fundar
a era do progresso moral, a nova geração se distingue por
inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento
inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal
indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se
comporá exclusivamente de espíritos eminentemente superiores,
mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a
assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o
movimento de regeneração.
Eis, pois, a destinação
imediata da Terra: planeta de regeneração. Continuando, porem,
no seu progresso ininterrupto, ascenderá a planos mais altos até
a perfeição a que estamos todos predestinados.
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