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Idéias Principais:
O
conhecimento da Lei Natural ou Divina é dado ao homem através
das reencarnações sucessivas. Todos podem conhecê-las, mas nem
todos a compreendem. Os homens de bem e os que se decidem a
investigá-las são os que melhor a compreendem. Todos,
entretanto, a compreenderão um dia, porquanto forçoso é que o
progresso se efetue.
Os Espíritos
Superiores encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade. O
verdadeiro missionário de Deus tem de justificar, pela sua
superioridade, pelas suas virtudes, pela grandeza, pelo
resultado e pela influência moralizadora de suas obras, a missão
de que se diz portador.
São Leis
Morais as de: adoração, trabalho, reprodução, conservação,
destruição, sociedade, progresso, igualdade e liberdade, e a de
justiça, amor e caridade.
A última lei
é a mais importante, por ser a que faculta ao homem adiantar-se
mais na vida espiritual, visto que resume todas outras.
Síntese do Assunto
Conhecimento e Divisão da Lei Natural
O conhecimento da Lei Divina ou Natural faz parte do
progresso espiritual do homem, que ocorrerá após incontáveis
reencarnações; em uma só existência é totalmente impossível tal
aprendizado.
Por outro lado, não basta que apenas nos informemos a
respeito da Lei divina. É necessário que a compreendamos no seu
verdadeiro sentido, para que possamos observá-la. Todos podem
conhecê-la, mas nem todos a compreendem. Os homens de bem e os
que se decidem a investigá-la são os que melhor a compreendem.
Todos, entretanto, a compreenderão um dia, porquanto forçoso é
que o progresso se efetue.
A justiça das diversas encarnações do homem é uma
conseqüência deste princípio, pois que, em cada nova existência,
sua inteligência se acha mais desenvolvida e ele compreende
melhor o que é bem e o que é mal.
A verdade, para que seja útil, precisa ser revelada de
conformidade com o grau de entendimento de cada um de nós. Daí
não ter sido posta sempre ao alcance de todos, igualmente
dosada.
Kardec, instruído pelas Vozes do Alto, diz-nos que, em
todas as épocas e em todos os quadrantes da Terra, sempre houve
homens de bem (Profetas) inspirados por Deus para auxiliarem a
marcha evolutiva da Humanidade.
Os profetas, legisladores e sábios, têm sido maleáveis
instrumentos de que se utilizou o Pai Amantíssimo, através dos
tempos, a fim de que o homem, no ergástulo carnal, pudesse
encontrar a rota segura para atingir o reino venturoso que o
espera. Dentre todos, porém, foi Jesus o protótipo da
misericórdia divina, o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido
ao homem, para lhe servir de guia e modelo.
Modelo a ser seguido, ensinou pelo exemplo e pelo
sacrifício, selando em testemunho a excelência do seu messianato
amoroso, através da doação da vida, incitando-nos a incorporar
no dia-a-dia da existência a irrecusável lição do seu
auto-ofertório santificante.
Esses profetas, sábios e legisladores que Deus enviou (e
envia) a Terra são Espíritos Superiores, que encarnam com o fim
de fazer progredir a Humanidade. São Espíritos missionários que
podem até falir, na missão que abraçaram, por força da
influência da matéria. Todavia, como eram, afinal, homens de
gênio, mesmo entre erros que ensinaram, grandes verdades muitas
vezes se encontram. No entanto, vale a pena considerar que
grandes missões são confiadas a Espíritos para os quais a
possibilidade de falência é muito reduzida. São Espíritos que já
possuem uma certa bagagem espiritual, que vivenciaram inúmeras
experiências e que, ao se comprometerem com tal ou qual tarefa
para ela se preparam conscienciosamente antes de mergulharem na
existência corporal. Por isso, para essas missões são sempre
escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas
noutras existências, visto que, se não fossem superiores ao meio
em que têm de atuar nula lhes resultaria a ação.
Isto posto, haveis de concluir que o verdadeiro missionário
de Deus tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas
virtudes, pela grandeza, pelo resultado e pela influência
moralizadora de suas obras, a missão de que se diz portador.
Tirai também esta outra conseqüência: se, pelo seu caráter,
pelas suas virtudes, pela sua inteligência, ele se mostra abaixo
do papel com que se apresente, ou da personagem sob cujo nome se
coloca, mais não é do que um histrião de baixo estofo, que nem
sequer sabe imitar o modelo que escolheu.
Outra consideração: os verdadeiros missionários de Deus
ignoram-se a si mesmos, em sua maior parte; desempenham a missão
a que foram chamados pela força do gênio que possuem, secundado
pelo poder oculto que os inspira e dirige a seu mau grado, mas
sem desígnio premeditado. Numa palavra: os verdadeiros profetas
se revelam por seus atos, são adivinhados, ao passo que os
falsos profetas se dão, eles próprios, como enviados de Deus. O
primeiro é humilde e modesto, o segundo, orgulhoso e cheio de
si, fala com altivez e, como todos os mendazes, parece sempre
temeroso de que não lhe dêem crédito.
As leis morais são uma subdivisão da Lei Divina ou Natural.
São de todos os tempos as leis morais da vida, estabelecidas
pelo Supremo Pai. Invioláveis, constituem o roteiro de
felicidade pelo rumo evolutivo, impondo-se, paulatinamente, à
inteligência humana, achando-se estabelecidas nas bases da
harmonia perfeita em que se equilibra a Criação.
As leis morais, que a Codificação Kardequiana expressa, são
as seguintes: Leis de Adoração, de Trabalho, Reprodução,
Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade,
Liberdade e, por fim, a de Justiça, Amor e Caridade.
A última
Lei é a mais importante, por ser a que faculta ao homem
adiantar-se mais na vida espiritual, visto que resume todas as
outras.
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