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Idéias Principais:
- Os grandes missionários que, de tempos em tempos,
renascem no orbe terrestre, com o fim de ativar o progresso e a
evolução das criaturas e do mundo, em todas as áreas do
conhecimento humano, são homens comuns. Nada havia em Sócrates,
Arquimedes, Demócrito, Galileu, Francisco de Assis, Tereza
D`Ávila, Vicente de Paulo, Newton, Kepler, Mozart, Allan Kardec
que os diferenciasse dos demais, senão a responsabilidade e a
fidelidade com que se desincumbiram das suas missões.
- Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a
Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais
perfeito modelo e a Doutrina que ensinou é a expressão mais pura
da lei do Senhor.
- As citações: Há muitas moradas na casa de meu Pai
(João, 14:1-3), Ninguém pode ver o reino de Deus se
não nascer de novo (João, 3:1-12), Bem-Aventurados os que
choram, pois que serão consolados (Mateus,
5:4) são algumas das revelações feitas por Jesus e que se
relacionam, respectivamente, com os ensinamentos espíritas:
pluralidade dos mundos habitados, a reencarnação e a lei de
causa e efeito.
Síntese do
Assunto
Reveladores e
Revelações da Lei Divina
A Lei Natural é a Lei Divina que rege toda a criação do
Cosmo Infinito, nos seus múltiplos e diversificados planos,
sendo ela substancialmente verdadeira e eficaz, por ser a única
que conduz a criatura para o aperfeiçoamento e a felicidade.
A desventura humana é, portanto, um desvio ou infração
dessa Lei. As leis naturais significam a projeção do Pensamento
Divino e a expressão fidedigna de sua vontade, consistindo
sempre num preceito normativo que regula tos os fenômenos da
vida universal.
As leis naturais são eternas, imutáveis e infalíveis,
abrangendo os mais variáveis planos evolutivos da vida, de
acordo com as diversas categorias dos mundos.
As leis naturais, como se sabe, dividem-se em leis
físicas e leis morais. As primeiras disciplinam os fenômenos
da matéria, em seus diversos estados, e são estudadas pela
ciência. As segundas regem as relações da criatura com os seus
semelhantes e demais seres da natureza.
O conhecimento da Lei Natural é dado à Humanidade de uma
forma gradual, porém, de maneira constante, através de Espíritos
colocados na conta de filósofos ou benfeitores humanos, os quais
reencarnam na categoria de autênticos catalisadores de idéias e
pensamentos para promoverem as reformas nos diversos campos do
conhecimento.
Os Espíritos que aportam no seio da sociedade com esses
valores são chamados reveladores da Lei Natural.
O maior e mais perfeito revelador que desceu ao nosso
planeta foi Jesus Cristo, embora sua missão divina transcenda a
de um simples revelador. Na qualidade de Governador Espiritual
da Terra, o Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos
da verdade e do amor. Combateu pacificamente todas as violências
do judaísmo, renovando a Lei antiga com a doutrina do
esclarecimento, da tolerância e do perdão. Sua palavra profunda,
enérgica e misericordiosa, refundiu todas filosofias, aclarou o
caminho das ciências e já teria irmanado todas religiões da
Terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da
iniqüidade na balança da redenção.
Em todas as épocas da Humanidade existiram reveladores da
Lei Divina nos diversos campos do conhecimento humano.
Citaremos, a seguir, alguns, na tentativa de exemplificar a
bondade e a misericórdia de Deus, que nunca nos deixou à mercê
de nossas imperfeições.
No antigo Egito, perto de Mênfis, nos anos 2980 a 2950
a.C., viveu um erudito egípcio chamado Imotep. Imotep é notável
por haver sido o primeiro exemplo histórico, conhecido pelo
nome, daquele que hoje conhecemos por cientista. E nenhum outro
se conhece ao longo dos dois séculos que se lhe seguiram.
Imotep teria sido o arquiteto construtor da pirâmide de
degraus ou de Sacará, que é a mais antiga do Egito.
Provavelmente foi médico; os médicos egípcios gozavam de grande
prestígio, já que sua ciência os colocava quase em igualdade com
os próprios deuses. Tamanho era o poder de cura de Imotep, que
os gregos o igualavam ao seu próprio deus da Medicina.
Tales de Mileto, filósofo grego, que viveu entre 624 a 546
a.C., foi considerado, pelos gregos, como o fundador da Ciência,
da Matemática e da Filosofia gregas, creditando-lhe a
paternidade da maior parte do saber.
Pitágoras, outro grego, viveu no período de 582 a 497 a.C.,
foi filósofo, astrônomo, matemático. Em todas essas atividades,
apresentou sempre idéias novas, claras, originais. Foi o
primeiro a afirmar que a Terra era esférica, o primeiro a
descobrir que a harmonia universal também podia ser expressa
através de números, o primeiro a descobrir a relação entre o
comprimento das cordas musicais e a altura do som.
Sócrates, filósofo grego, viveu em Atenas entre os anos 470
a 399 a.C., teve uma vida nobre como as verdades que ensinava.
Nunca houve quem o pegasse em erro, falha ou contradição. Este
homem – a quem todos consideravam o mais sábio dos gregos (ora,
se sou o mais sábio é simplesmente porque sei que nada sei) –
foi condenado a despeito de sua inocência devido às acusações de
traição e corrupção que contra ele se levantaram por toda parte,
estimuladas pela inveja de seus patrícios. Para nós, espíritas,
Sócrates foi um dos precursores do Cristianismo.
Na era cristã, entre os anos 130 a 200, viveu Galeno,
médico grego, que pelos seus conhecimentos é cognominado o pai
da anatomia.
O criador da aritmética, o matemático árabe Muhammad
Ibumusa Al Khwarizmi, nascido no ano 780, revolucionou a arte de
calcular. Em 1473, nasce em Torun, o grande Nicolau Copérnico
que chegou a perigosa conclusão de que a Terra não era o centro
do Universo. Isto quase o levou à morte pelos senhores da Igreja
Católica.
Perto de Nápoles, na cidade de Nola, chega ao nosso mundo
físico, no ano de 1548, o filósofo Giordano Bruno, condenado e
morto pela Inquisição por defender a infinitude do espaço, os
movimentos da Terra, entre outras idéias.
Avançando no tempo, em 1791, nasce em Charlestown, Estados
Unidos, Samuel Finley Breese Morse, que se notabilizou pela
invenção do telégrafo, assim inaugurando o campo das
comunicações modernas.
Charles Robert Darwin, naturalista inglês, que nasceu em
1809, causou grande impacto na Biologia com a sua Teoria das
Origens das Espécies, realizando estudos sobre as origens do
homem.
Antes de avançarmos no tempo, é importante recordar a
presença, em nosso planeta, dos gênios das artes, notadamente da
pintura, da escultura e da musica. Quem consegue esquecer o
papel desempenhado por um Rafael Sânzio, um Leonardo da Vinci ou
por um Mozart, entre tantos que vieram até nós?
Se no século dezenove a Ciência sofre um grande impulso,
principalmente pelos trabalhos de Pasteur, Robert Koch e Lister,
que abriram uma nova era no combate às infecções, as idéias
filosóficas sofreram severo abalo com a Codificação Espírita,
elaborada por Allan Kardec e contendo os ensinos recebidos dos
Espíritos Superiores.
O mundo recebe com impacto o renascimento do Cristianismo e
a partir daquele momento a humanidade confundida, alertada,
crédula ou incrédula, nunca mais seria a mesma. A era da
espiritualização chegara! Graças àquelas primeiras sementes que
foram lançadas por Moises, na crença de um Deus único, semeadas
e regadas por Jesus na sua elevada Missão de amor ao próximo e,
esporadicamente cultivadas por Emissários do alto, em todos os
tempos, tais como os apóstolos e seguidores do Cristianismo,
Francisco de Assis, Vicente de Paulo, na citação de apenas
alguns nomes.
Compreendemos que
o homem dirige-se no encalço da sua mais alta destinação: a
perfeição.
Jesus, o Cristo de
Deus, porém, não pode ser nivelado entre tais reveladores, por
maior que tenha sido a contribuição deles. Ele, o Cristo,
estabeleceu um grandioso marco nas conquistas evolutivas do
homem. Ele, a verdade e o amor encarnados, não se limitou apenas
a ensinar e esclarecer, mas representou o exemplo vivo,
provocando uma verdadeira revolução social. Mas, apesar dos
quase que vinte séculos da sua presença entre nós, ainda não
teve sua Mensagem suficientemente compreendida pela Humanidade.
Muitas das
verdades anunciadas no Espiritismo encontram na Doutrina Cristã
as suas bases. Por exemplo, as citações evangélicas: Há muitas
moradas na Casa do Pai (João, 14:1-34), Ninguém pode ver o reino
de Deus se não nascer de novo (João, 3:1-12), Tudo o que vós
quereis que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque
esta é a Lei e os profetas (Mateus, 7:2), Bem-aventurados os que
choram, pois que serão consolados (Mateus, 5:5), Curai os
enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os
demônios; daí de graça o que de graça recebestes (Mateus, 10:8),
etc., são ensinamentos de Jesus que se correlacionam com os
seguintes princípios adotados pelo Espiritismo: pluralidade dos
mundos habitados, reencarnação ou pluralidade das existências
corpóreas, lei de causa e efeito ou ação e reação e mediunidade.
Devido a essa correlação
existente entre os ensinamentos de Jesus e os ditados pelos
Espíritos que orientaram Allan Kardec na Codificação Espírita,
não é em vão que se diz que o Espiritismo é o Cristianismo
redivivo; e, se por um lado Jesus disse ser o mandamento maior o
do amor a Deus e ao próximo e a Doutrina Espírita afirma que
fora da caridade não há salvação, por outro, nos mostra que
ninguém poderá intitular-se espírita se primeiramente não for
cristão.
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