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Idéias
Principais:
A moral é a regra
de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal.
O bem é tudo o que
é conforme a lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário.
O mal depende da
vontade. Pois bem! Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor
sabe o que faz.
Os males de toda
espécie, físicos ou morais, que afligem a humanidade, formam
duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem
pode evitar e a dos que lhe independem da vontade.
Síntese do
Assunto
Moral, sendo um
“conjunto de regras que constituem os bons costumes”,
consubstancia os princípios salutares de comportamento de que
resultam o respeito ao próximo e a si mesmo.
Decorrência
natural da evolução, estabelece as diretrizes seguras em que se
fundam os alicerces da civilização, produzindo matrizes de
caráter que vitalizam as relações humanas, sem as quais o homem,
por mais avançado nos esquemas técnicos, poucos passos teria
conseguido desde os estados primários do sentimento.
Moral é, no dizer
dos Espíritos que participaram da Codificação espírita, a regra
de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na
observância da Lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz
pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.
Melhor conceito,
do que este anunciado, é difícil de se elaborar. De uma maneira
objetiva e simples, os Espíritos superiores revelam-nos que a
moralidade se fundamenta no progresso espiritual das pessoas, e
é adquirido paulatinamente, através das diversas experiências
reencarnatórias; isto porque, sua observância tem como base ou
alicerce o conhecimento e prática da Lei de Deus, esclarecendo,
sobretudo, que o progresso moral está intimamente ligado a
pratica do bem.
A partir do
momento em que o relacionamento humano se expandiu pelas
necessidades de vivências comutativas, sentiu o homem desejo de
elaborar leis que estabelecessem organizações sociais mais
apropriadas ao meio em que vivia. Nesse período evolutivo, os
seres humanos começaram a fazer distinção entre o bem e o mal.
Somente a partir de Sócrates passou a moral a ser considerada
pela Filosofia. Até então, a moral era exercida arbitrariamente,
de acordo com o equilíbrio ou desequilíbrio individuais.
O sentido de
moralidade é um só; ou seja, é a norma de bem proceder em
quaisquer circunstancias, independente do estado sócio-econômico
do indivíduo; devemos cuidar para não confundirmos conveniências
sociais, as quais podem gerar dissolução dos costumes, com a
verdadeira prática da moral.
Em qualquer época,
o homem que conhece e pratica a Lei de Deus é um ser moral. É um
ser que não se prende às superficialidades das convenções e dos
modismos da chamada sociedade ou civilização moderna.
À medida que vamos
aprendendo a distinguir o bem do mal, vamos nos moralizando.
Isto porque fazer o bem é agir conforme a Lei de Deus; o mal,
tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de
acordo com a Lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la. Pela
inteligência, e acreditando em Deus, pode o homem distinguir o
que é certo do que é errado.
Deus promulgou
leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si
mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para
cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe
está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra
constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de
todos os espíritos encarnados que trazem a missão de esclarecer,
moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos
espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o
homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há
duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria
ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu
livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder.
Entretanto, Deus,
todo bondade, pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do
próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do
mal se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar
de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a
procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu
livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e
porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade,
pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser m,ais
feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições
materiais da sua existência.
A prática do bem
está, pois, relacionada com o grau de responsabilidade do homem;
com o progresso, o mal decrescerá automaticamente. O mal tem um
caráter relativo e passageiro; é a condição da alma ainda
criança que se ensaia para a vida. Pelo simples fato dos
progressos feitos, vai pouco a pouco diminuindo, desaparece,
dissipando-se à medida que a alma sobe os degraus que conduzem
ao poder, à virtude, à sabedoria!
Então a justiça
patenteia-se no Universo; deixa de haver eleitos e réprobos;
sofrem todos as conseqüências de seus atos, mas todos reparam,
resgatam e, cedo ou tarde, se regeneram para evolverem desde os
mundos obscuros e materiais até a Luz Divina.
O mal não tem, pois,
existência real, não há mal absoluto no Universo, mas em toda
parte a realização vagarosa e progressiva de um ideal superior.
Por toda parte a grande lida dos seres trabalhando para
desenvolver em si, à custa de imensos esforços, a sensibilidade,
o sentimento, a vontade, o amor!
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