O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
As Leis Morais
Lei Divina ou Natural
O Bem e o Mal

Autor:
FEB

Fonte:
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - FEB

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Baseado em Publicação da FEB

   

Idéias Principais:

A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal.

O bem é tudo o que é conforme a lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário.

O mal depende da vontade. Pois bem! Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz.

Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade.

 

Síntese do Assunto

Moral, sendo um “conjunto de regras que constituem os bons costumes”, consubstancia os princípios salutares de comportamento de que resultam o respeito ao próximo e a si mesmo.

Decorrência natural da evolução, estabelece as diretrizes seguras em que se fundam os alicerces da civilização, produzindo matrizes de caráter que vitalizam as relações humanas, sem as quais o homem, por mais avançado nos esquemas técnicos, poucos passos teria conseguido desde os estados primários do sentimento.

Moral é, no dizer dos Espíritos que participaram da Codificação espírita, a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da Lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.

Melhor conceito, do que este anunciado, é difícil de se elaborar. De uma maneira objetiva e simples, os Espíritos superiores revelam-nos que a moralidade se fundamenta no progresso espiritual das pessoas, e é adquirido paulatinamente, através das diversas experiências reencarnatórias; isto porque, sua observância tem como base ou alicerce o conhecimento e prática da Lei de Deus, esclarecendo, sobretudo, que o progresso moral está intimamente ligado a pratica do bem.

A partir do momento em que o relacionamento humano se expandiu pelas necessidades de vivências comutativas, sentiu o homem desejo de elaborar leis que estabelecessem organizações sociais mais apropriadas ao meio em que vivia. Nesse período evolutivo, os seres humanos começaram a fazer distinção entre o bem e o mal. Somente a partir de Sócrates passou a moral a ser considerada pela Filosofia. Até então, a moral era exercida arbitrariamente, de acordo com o equilíbrio ou desequilíbrio individuais.

O sentido de moralidade é um só; ou seja, é a norma de bem proceder em quaisquer circunstancias, independente do estado sócio-econômico do indivíduo; devemos cuidar para não confundirmos conveniências sociais, as quais podem gerar dissolução dos costumes, com a verdadeira prática da moral.

Em qualquer época, o homem que conhece e pratica a Lei de Deus é um ser moral. É um ser que não se prende às superficialidades das convenções e dos modismos da chamada sociedade ou civilização moderna.

À medida que vamos aprendendo a distinguir o bem do mal, vamos nos moralizando. Isto porque fazer o bem é agir conforme a Lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a Lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la. Pela inteligência, e acreditando em Deus, pode o homem distinguir o que é certo do que é errado.

Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os espíritos encarnados que trazem a missão de esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder.

Entretanto, Deus, todo bondade, pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do mal se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser m,ais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência.

A prática do bem está, pois, relacionada com o grau de responsabilidade do homem; com o progresso, o mal decrescerá automaticamente. O mal tem um caráter relativo e passageiro; é a condição da alma ainda criança que se ensaia para a vida. Pelo simples fato dos progressos feitos, vai pouco a pouco diminuindo, desaparece, dissipando-se à medida que a alma sobe os degraus que conduzem ao poder, à virtude, à sabedoria!

Então a justiça patenteia-se no Universo; deixa de haver eleitos e réprobos; sofrem todos as conseqüências de seus atos, mas todos reparam, resgatam e, cedo ou tarde, se regeneram para evolverem desde os mundos obscuros e materiais até a Luz Divina.

O mal não tem, pois, existência real, não há mal absoluto no Universo, mas em toda parte a realização vagarosa e progressiva de um ideal superior. Por toda parte a grande lida dos seres trabalhando para desenvolver em si, à custa de imensos esforços, a sensibilidade, o sentimento, a vontade, o amor!