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Idéias
Principais:
No pensamento goza
o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como lhe pôr
peias. Pode-se-lhe deter o vôo, porém, não aniquilá-lo.
Constranger os
homens a procederem em desacordo com o seu modo de pensar é
fazê-los hipócritas. A liberdade de consciência é um dos
caracteres da verdadeira civilização e do progresso.
Um povo só é
verdadeiramente livre, digno de liberdade, se aprendeu a
obedecer a essa lei interna, lei moral, eterna e imutável, que
não emana nem do poder de uma casta, nem da vontade das
multidões, mas de um Poder mais alto.
Síntese do
Assunto:
A liberdade de
pensamento, como a de agir, constitui atributos essenciais do
espírito, outorgados por Deus ao criá-lo.
A liberdade de
pensar é sempre limitada, porquanto ninguém pode domar o
pensamento alheio, aprisionando-o; assim ensinam os espíritos ao
responderem a questão 833 de “O Livro dos Espíritos”,
esclarecendo que “no pensamento goza o homem de ilimitada
liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias; pode-se-lhe deter
o vôo, porém não aniquilá-lo”. Quando muito, ainda pela
inferioridade e imperfeição de nossa civilização, tenta-se
conter a manifestação exterior do pensamento, ou seja, a
liberdade de expressão.
Se há algo que
escapa a qualquer opressão é a liberdade de pensamento. Somente
por ela pode o homem gozar de liberdade absoluta. Ninguém
consegue aprisionar o pensamento de outrem, embora possa
entravar-lhe a liberdade de exprimi-lo.
Pela ação da lei
do progresso, a liberdade, em todas as suas modalidades, evolui,
especialmente a liberdade de expressar o pensamento, pois
atualmente já não vivemos na época do crer ou morrer, como
acontecia nos tempos da Inquisição ou Santo Oficio.
Na verdade, de
século para século, menos dificuldade encontra o homem para
pensar sem peias e, a cada geração que surge, mais amplas se
tornam as garantias individuais no que tange à inviolabilidade
do foro íntimo.
Evidencia-se bem
distinta a liberdade de pensar e de agir, pois enquanto a
primeira se exerce com maior amplidão, sem barreiras, a última
padece de extensas e profundas limitações.
Apesar de a
liberdade de pensar ser ilimitada, ela depende do grau evolutivo
de cada espírito, na sua capacidade de irradiação e de
discernimento. À medida que um espírito progride,
desenvolve-se-lhe o senso de responsabilidade sobre seus atos e
pensamentos.
Qualquer oposição
exercida sobre a liberdade de uma pessoa é sinal de atraso
espiritual. Constranger os homens a procederem em desacordo com
o seu modo de pensar é fazê-los hipócritas. A liberdade de
consciência é um dos caracteres da verdadeira civilização e do
progresso.
A toda criatura é
concedida a liberdade de pensar, falar e agir, desde que essa
concessão subtenda o respeito aos direitos semelhantes do
próximo.
Desde que o uso da
faculdade livre engendre sofrimento e coerção para outrem,
incide-se em crime de cerceamento daquele direito.
Graças a isso, o
limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada
pessoa, que gera para si mesma o cárcere de sombra e dor, a
prisão sem barras em que expungirá mais tarde, mediante o
impositivo da reencarnação, ou as asas de luz para a perene
harmonia.
O limite de nossa
liberdade está, portanto, determinado onde começa a do próximo.
Em todas as relações sociais, em nossas relações com os nossos
semelhantes, é preciso nos lembremos constantemente disto: Os
homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na
escala da evolução pela qual todos subimos. Por conseguinte,
nada devemos exigir, nada devemos esperar deles, que não esteja
em relação com seu grau de adiantamento.
Logo, o espírito
só está verdadeiramente preparado para a liberdade no dia em que
as leis universais, que lhe são externas, se tornem internas e
conscientes pelo próprio fato de sua evolução; no dia em que ele
se penetrar da lei e fizer dela a norma de suas ações, terá
atingido o ponto moral em que o homem se possui, domina e
governa a si mesmo.
Daí em diante, já
não precisará do constrangimento e da autoridade sociais para
corrigir-se. E dá-se com a coletividade o que se dá com o
indivíduo. Um povo só é verdadeiramente livre, digno da
liberdade, se aprendeu a obedecer a lei interna, lei moral, e
terna e universal, que não emana nem do poder de uma casta, nem
da vontade das multidões, mas de um poder mais alto. Sem a
disciplina moral que cada qual deve impor a si mesmo, as
liberdades não passam de um logro; tem-se a aparência, mas não
os costumes de um povo livre.
Tudo o que se eleva para a
luz, eleva-se para a liberdade.
Denis, Leon –
“O Problema do Ser, do Destino e da Dor”.
O pensamento,
dizíamos, é criador. Não atua somente em roda de nós,
influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua
principalmente em nós: gera nossas palavras, nossas ações e, com
ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável
de nossa vida presente e futura. Modelamos nossa alma e seu
invólucro com os nossos pensamentos; estes produzem formas,
imagens que se imprimem na matéria sutil de que o corpo fluídico
é, composto. Assim, pouco a pouco, nosso ser povoa-se de formas
frívolas ou austeras, graciosas ou terríveis, grosseiras ou
sublimes; a alma se enobrece, embeleza ou cria uma atmosfera de
fealdade. Segundo o ideal a que visa, a chama interior aviva-se
ou obscurece-se.
A fiscalização dos
pensamentos implica a fiscalização dos atos, porque, se uns são
bons, os outros sê-lo-ão igualmente, e todo o nosso procedimento
achar-se-á regulado por uma concatenação harmônica. Ao passo
que, se nossos atos são bons e nossos pensamentos maus, apenas
haverá uma falsa aparência do bem e continuaremos a trazer em
nós um foco malfazejo, cujas influências, mais cedo ou mais
tarde, derramar-se-ão fatalmente sobre nossa vida.
Calligaris,
Rodolfo – “As Leis Morais”.
A Lei da
Liberdade.
O homem tem, por
natureza, dono de si mesmo, isto é, o direito de fazer tudo
quanto achar conveniente ou necessário à conservação e ao
desenvolvimento de sua vida.
Essa liberdade,
porém, não é absoluta, e nem poderia sê-lo, pela simples razão
de que, convivendo em sociedade, o homem tem o dever de
respeitar esses mesmos direitos em cada um de seus semelhantes.
Isto posto, todo e
qualquer costume, que tome uma pessoa completamente sujeita a
outra, constitui uma iniqüidade contrária à lei de Deus.
Durante muito
tempo aceitou-se, como justa, a escravização dos povos vencidos
em guerras, assim como foi permitido, pelos códigos terrenos,
que homens de certas raças fossem caçados e vendidos quais
bestas de carga, na falsa suposição de que eram seres inferiores
e, talvez, nem fossem nossos irmãos em humanidade.
Coube ao
Cristianismo mostrar que, perante Deus, só existe uma espécie de
homens e que, mais ou menos puros e elevados eles o são, não
pela cor da epiderme ou do sangue, mas pelo espírito, isto é,
pela melhor compreensão que tenham das coisas e principalmente
pela bondade que imprimam em seus atos. Felizmente, de há muito
que a escravatura foi abolida e, com ela, o privilégio que tinha
o senhor de poder maltratar impunemente o escravo, ou mesmo
matá-lo, se assim lhe aprouvesse.
Agora, todos somos
cidadãos, podendo dispor, livremente, de nossos destinos.
A liberdade de
pensamento e a consciência, por se inscreverem, também, entre os
direitos naturais do homem, conquanto padeçam, ainda, aqui e
acolá, certas restrições e repressões, vêm alcançando,
igualmente, notáveis progressos.
De século para
século, menos dificuldade encontra o homem para pensar sem peias
e, a cada geração que surge, mais amplas se tornam as garantias
individuais no que tange à inviolabilidade do for íntimo.
O sistema do “crê
ou morre”, que alguns retrógrados desejariam ver restabelecido,
está definitivamente superado e não voltará jamais, de jeito
algum.
Vingam e viçam,
hoje, idéias bem diferentes.
Nas dissensões
religiosas, as chamas das fogueiras foram substituídas pelas
luzes do esclarecimento, e na catequese filosófica ou política,
estejamos certos, daqui para o futuro, buscar-se-á empregar,
cada vez mais, a força da persuasão ao invés da imposição pela
força.
Sinais evidentes
desta evolução, temo-los: a) na orientação que os dois últimos
Papas, João XXIII e Paulo VI, deram à Igreja Católica,
inclinando-se ao liberalismo e à tolerância, como o provam as
decisões tomadas no Concílio Ecumênico recentemente encerrado,
entre elas, a extinção do famigerado “Index Librorum
Prohibitorium”, ou seja, o rol dos livros proibidos pela
Congregação do Santo Oficio, no qual eram incluídas todas as
obras que, embora edificantes, infirmassem ou contradissessem a
sua doutrina, e b) na linha adotada pela União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas, ao optar pela propaganda ideológica como
o meio mais eficaz de atrair os povos para o socialismo, em
lugar da conquista pelas armas, como o fazia até alguns anos.
Sem dúvida,
estamos ainda muito distantes de uma vivência mundial de
integral respeito às liberdades humanas; todavia, já as
aceitamos como um ideal a ser atingido, e isso é um grande
passo, pois tal concordância há de levar-nos, mais dia, menos
dia, a esse estado de paz e de felicidade a que todos aspiramos.
Franco, Divaldo
Pereira – “Leis Morais da Vida”.
Intrinsecamente
livre criado para a vida feliz, o homem traz, no entanto,
ínsitos na própria consciência, os limites da sua liberdade.
Jamais devendo
constituir tropeço na senda por onde avança o seu próximo, é-lhe
vedada a exploração de outras vidas sob qualquer argumentação,
das quais subtrairia o direito de liberdade.
Sem dúvida,
centenas de milhões de seres transitam pela infância espiritual,
na Terra, sem as condições básicas para o autodiscernimento e a
própria condução. Apesar disso, a ninguém é lícito aproveitar-se
da circunstância, a fim de coagir e submeter os que seguem na
retaguarda do progresso, antes competindo aos melhores dotados e
mais avançados distender-lhes as mãos, em generosa oferenda de
auxilio com que os educarão, preparando-os para o avanço e o
crescimento.
Liberdade legítima
decorre da legítima responsabilidade, não podendo aquela
triunfar sem esta.
A responsabilidade
resulta do amadurecimento pessoal em torno dos deveres morais e
sociais, que são questão matriz fomentadora dos lídimos direitos
humanos.
Pela lei natural,
todos os seres possuem direitos, que, todavia, não escusam a
ninguém dos respectivos contributos que decorrem do seu uso.
A toda a criatura
é concedida a liberdade de pensar, falar e agir, desde que essa
concessão subentenda o respeito aos direitos semelhantes do
próximo. Desde que o uso da faculdade livre engendre sofrimento
e coerção para outrem, incide-se em crime passível de
cerceamento daquele direito, seja por parte das leis humanas,
sem dúvida nenhuma através da Justiça Divina.
Graças a isso, o limite da
liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa,
que gera para si mesma o cárcere de sombra e dor, a prisão sem
barras em que expungirá mais tarde, mediante o impositivo da
reencarnação, ou as asas de luz para a perene harmonia.
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