O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 
Título :
As Leis Morais
Lei do Progresso
Marcha do Progresso
(1a Parte)

Autor:
FEB

Fonte:
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - FEB

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Baseado em Publicação da FEB

   

Idéias Principais

Há duas espécies de progresso, que uma a outra se prestam mútuo apoio, mas que, no entanto, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral.

O progresso moral nem sempre acompanha o progresso intelectual. Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.

O Espírito progride em insensível marcha ascendente, mas o progresso não se efetua simultaneamente em todos os sentidos. Durante um período da sua existência, ele se adianta em ciência; durante outro, em moralidade.

Os maiores obstáculos ao progresso são o orgulho e o egoísmo. Refiro-me ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre. 

 

Síntese do Assunto

Marcha do Progresso

O progresso pode ser comparado ao amanhecer. Mesmo demorando aparentemente culmina por lograr êxito.

A ignorância, travestida pela força e iludida pela falsa cultura, não poucas vezes se há levantado, objetivando criar embaraços ao desenvolvimento dos homens e dos povos.

Inevitavelmente ele chega, altera a face e a constituição do que encontra pela frente e desdobra recursos, fomentando a beleza, a tranqüilidade, o conforto, a dita.

Esta é a marcha do progresso: inexoravelmente erguerá o homem do solo das imperfeições, em que ainda se detém, para a sua gloriosa destinação: a perfeição.

Há dois tipos de progresso: o intelectual e o moral; o homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo: dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.

O progresso moral nem sempre acompanha o progresso intelectual. Geralmente os indivíduos e os povos adquirem maior progresso cientifico e, mais lentamente, se moralizam. Com o aumento do discernimento entre o bem e o mal, pelo desenvolvimento do livre-arbítrio, cresce no ser humano a noção de responsabilidade no pensar, falar e agir. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.

O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito superior em inteligência pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe. Por isto encontramos entre nações tecnicamente adiantadas tantas injustiças sociais: falta a moralização dos seus componentes humanos.

Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reine a concórdia, a paz, a fraternidade.

No século em que vivemos, houve grandes avanços nos diversos campos do conhecimento humano, mas o progresso moral se acha muito aquém do fabuloso progresso intelectual na que chegou, e daí porque prevalece, em nossos dias, uma ciência sem consciência, valendo-se, não poucos, de suas aquisições culturais, apenas para a prática do mal.

Mais cedo ou mais tarde os resultados do mau uso do livre-arbítrio e da inteligência recairão sobre os homens, através da lei de causa e efeito e, trabalhados pela dor, os homens ganharão experiências e entendimento para se equilibrarem e continuarem suas jornadas evolutivas.

O amor e o conhecimento são as asas harmoniosas para o progresso do homem e dos povos, progresso que, não obstante as paixões nefastas ainda predominantes na natureza animal do homem, será impossível de não ser alcançado.

Os maiores obstáculos à marcha do progresso moral são, sem sombra de dúvidas, o orgulho e o egoísmo. À primeira vista, parece mesmo que o progresso intelectual reduplica a atividade daqueles vícios, desenvolvendo a ambição e o gosto das riquezas, que, a seu turno, incitam o homem a empreender pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. Assim é que tudo se prende, no mundo moral, como no mundo físico, e que do próprio mal pode nascer o bem. Curta, porém, é a duração desse estado de coisas, que mudará à proporção que o homem compreender melhor que, além da que o gozo dos bens terrenos proporciona, uma felicidade existe maior e infinitamente mais duradoura.