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Idéias
principais:
Uma civilização é completa ou evoluída pelo desenvolvimento
moral.
Credes que estais
muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e
obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis
melhor que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o
direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa
sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando
viverdes como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então,
sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira
fase da civilização.
A civilização
criou necessidades novas para o homem, necessidades relativas à
posição social que ele ocupe. Tem-se então que regular, por meio
de leis humanas, os direitos dessa posição.
Síntese do
Assunto:
O progresso para
ser legítimo, não pode prescindir da elevação moral dos homens,
que se haure no Evangelho, sempre atual.
As conquistas da
inteligência, embora valiosas, sem a santificação dos
sentimentos, conduzem ao desvario e à destruição.
Para serem
autênticas, as aquisições humanas devem alicerçar-senos valores
éticos, sem os quais o conhecimento se converte em vapor tóxico
que culmina por aniquilar quem o detém.
A Humanidade
progride por meio dos indivíduos que pouco a pouco se melhoram e
instruem. Quando estes preponderam pelo número, tomam a
dianteira e arrastam os outros. De tempos a tempos, surgem no
seio dela homens de gênio que lhe dão um impulso; vêm depois,
como instrumentos de Deus, os que têm autoridade e, nalguns
anos, fazem-na adiantar-se de muitos séculos.
A marcha do
progresso é ascensional, quer intelectual, quer moralmente
falando. Porém, o fato de uma nação progredir cientificamente
mais do que outra, não significa que seja moralmente mais
adiantada. Civilizar, que dizer progredir, mais é um progresso
incompleto.
Para se chegar a
um estado de civilização completa, de Humanidade moralmente
evoluída, muitas conquistas deverão ser realizadas, tanto no
campo moral, quanto no intelectual.
Há diferenças
entre civilização, civilização completa ou evoluída e povos
esclarecidos. Quando um povo sai do estado selvagem ou de
barbárie e, por força do progresso, adquire novos conhecimentos,
inicia-se o processo de civilização; mas, esta civilização, é
ainda incompleta porque incompleto é seu progresso. A
civilização, como todas as coisas, apresenta gradações diversas.
Uma civilização incompleta é um estado provisório, que gera
males especiais, desconhecidos do homem no estado primitivo. Nem
por isso, entretanto, constitui menos um progresso natural,
necessário, que traz consigo o remédio para o mal que causa. À
medida que a civilização se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos
males que gerou, males que desaparecerão todos com o progresso
moral.
De duas nações que
tenham chegado ao ápice da escala social, somente pode
considerar-se a mais civilizada, na legítima acepção do termo,
aquela onde exista menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho;
onde os hábitos sejam mais intelectuais e morais do que
materiais; onde a inteligência se puder desenvolver com maior
liberdade; onde haja mais bondade, boa-fé, benevolência e
generosidade recíprocas; onde menos enraizados se mostrem os
preconceitos de casta e de nascimento, por isso que tais
preconceitos são incompatíveis com o verdadeiro amor ao próximo;
enfim, onde todo homem de boa-vontade esteja certo de lhe não
faltar o necessário.
Na pergunta 793 de
“O Livro dos Espíritos”, os Espíritos superiores esclarecem
perfeitamente a respeito da diferença assinalada acima: uma
civilização completa, (“...) reconhecê-la-eis pelo
desenvolvimento moral”. Credes que estais muito adiantados,
porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas
invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os
selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de
dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes
banido os vícios que a desonram e quando viverdes como irmãos,
praticando a caridade cristã. Até então, sereis apenas povos
esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.
No que diz
respeito à evolução dos códigos da justiça humana, a Hamurabi se
deve o mais antigo conjunto de leis conhecidas pela Humanidade,
nos quais se tem uma visão de equidade avançada para a época em
que predominava o poder sobre o direito, a supremacia do
vencedor sobre o vencido.
Posteriormente, as
Civilizações, pela necessidade de estabeleceram códigos
destinados a regerem seus membros, ora subordinados às
diretrizes religiosas, ora aos impositivos éticos sobre que
colocavam suas bases, formaram seus estatutos de justiça e
ordem, nem sempre felizes.
Dos primeiros
moralistas, da escola ingênua, aos grandes legisladores,
ressaltam as figuras de Moises, instrumento do Decálogo, e
Jesus, o excelso paradigma do amor, que consubstanciaram as
necessidades humanas, ao mesmo tempo facultando os meios
liberativos para o ser que marcha na direção da imortalidade.
Do Direito Romano
aos modernos tratados, as fórmulas jurídicas evoluem,
apresentando dispositivos e artigos cada vez mais concordes com
o espírito de justiça do que com as ambições do comportamento
individual e grupal.
A civilização
criou necessidades novas para o homem, necessidades relativas à
posição social que ele ocupe. Tem-se então que regular, por meio
de leis humanas, os direitos e deveres dessa posição.
Quanto menos
evoluída for a sociedade, mais duras são as suas leis. Uma
sociedade depravada certamente precisa de leis severas.
Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois
de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá
reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão
rigorosas.
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