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Idéias
Principais:
- Não pode agradar
a Deus uma vida pela qual o homem se condena a não ser útil a
ninguém.
- O isolamento, a
pretexto de servir a Deus, constitui uma violência à Lei
Natural, caracterizando-se por uma fuga injustificável às
responsabilidades do dia-a-dia.
- O voto de
silêncio absoluto, do mesmo modo que o voto de insulamento,
priva o homem das relações sociais que lhe podem facultar
ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso.
- Vivei com os
homens da vossa época, como devem viver os homens.
Síntese do
Assunto:
Vida de
Isolamento, Voto de Silêncio.
A criatura humana,
pela sua estrutura ético-psicologica, é dotada por Deus de
sentimentos e emoções, que a obrigam e a impelem para a vida
social. Deus fez o homem para viver em sociedade; e para isto
foi-lhe outorgado o atributo da palavra que é o veículo da
comunicação entre os encarnados.
O homem sendo, por
excelência, um ser gregário, um animal social, como há milênios
já apregoava a filosofia Aristotélica na velha Grécia, não pode
viver isoladamente.
A vida solitária
(por opção) revela sempre uma fuga inconcebível, porque somente
indica infração às leis divinas do trabalho e do amor. O
insulamento é incompatível com o sentimento de fraternidade que
deve existir nos corações humanos.
Não sendo o homem
dotado, inicialmente, de auto-suficiência, condição conseguida
pelo trabalho e progresso, ele é dependente do seu semelhante.
As faculdades humanas não estão desenvolvidas no mesmo grau e,
segundo Deolindo Amorim, há necessidade de viverem uns pelos
outros e para os outros, tendo como ponto convergente o bem
comum.
O insulamento é
contrário à Lei da Natureza, por isso que pelo próprio instinto
o homem busca a vida comunitária de modo a concorrer para o
progresso, através do auxílio recíproco. A solidão torna o homem
improdutivo e inútil para os seus semelhantes e isto não pode
agradar a Deus.
A insociabilidade
gerando solidão atenta contra o próprio instinto de conservação
e de perpetuação da espécie, entravando o progresso, razão
porque somente embrutece e enfraquece o homem, que a ela se
devota ou se agarra como fuga.
Os cultores da
vida reclusa se estiolam pela improdutividade, pela estagnação
quanto às aquisições dos tesouros da sabedoria e da experiência.
Segundo os ensinamentos espíritas, isto revela egoísmo e só
merece reprovação. Não há como desenvolver e burilar nossas
faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa
permuta constante de afeiçoes, conhecimentos e experiências, sem
a qual a sorte do nosso Espírito seria o embrutecimento e a
estiolação.
O voto de silêncio
adotado por alguns religiosos, nada edifica, porquanto impede a
comunicação entre os seres vivos, o que, em última análise, como
sustentam os Espíritos Superiores é uma tolice. A palavra é uma
faculdade natural concedida ao homem por Deus, para facultar
ocasiões de fazer o bem e de cumprir a Lei do Progresso.
Se Deus quisesse
silenciar as suas criaturas pensantes, não lhes teria conferido
este dinâmico atributo da palavra e maravilhoso veículo para
expressar as idéias elaboradas pelas suas mentes.
Devemos
considerar, no entanto, que existem ocasiões onde o silêncio é
necessário. São aqueles momentos de recolhimento espiritual,
onde o Espírito, mais livre, entra em contacto com o seu Criador
e com os Seus enviados; fora disto, a vida contemplativa é
inteiramente improdutiva e não há motivos que a justifiquem.
Neste sentido, um
Espírito protetor alertou-nos: “Não julgueis, todavia, que,
exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental,
pretendemos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das
leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com
os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai
às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai
com um sentimento de pureza que as possa santificar”.
“Sois chamados a
estar em contacto com Espíritos de naturezas diferentes, de
caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem
estiverdes”.
“Não consiste a
virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os
prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta
reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu”.
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