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Idéias
Principais:
A família é uma
instituição divina cuja finalidade precípua consiste em
estreitar os laços sociais.
Há no homem alguma
coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de
progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de
família mais apertados tornam os primeiros. Eis porque os
segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa
forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.
Há, pois, duas
espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as
famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se
fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos
Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas,
frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes
se dissolvem moralmente, já na existência atual.
Síntese do
Assunto:
Vida em Família
e Laços de Família
A vida familiar
deve ser a vida de todo homem integrado na unidade social,
denominada família. Esta palavra, família, pode ser conceituada
num sentido mais restrito – constituído pelos nossos familiares
consangüíneos – como num sentido mais amplo – o representado por
grupamentos de Espíritos afins, quer intelectual, quer
moralmente.
A família é a
abençoada escola de educação moral e espiritual, oficina
santificante onde se lapidam caracteres; laboratório superior em
que se caldeiam sentimentos, estruturam aspirações, refinam
idéias, transformam mazelas antigas em possibilidades preciosas
para a elaboração de misteres edificantes.
A família é, pois,
o mais prodigioso educandário do progresso humano. A sua
importância não se mede apenas como uma fonte geratriz de seres
racionais, mas como oficina de onde se projetam os homens de
bem, os sábios, os benfeitores em geral.
A família é mais
do que um resultado genético... São os ideais, os sonhos, os
anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos e as
aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos
liames da concessão divina, no mesmo grupo domestico onde medram
as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.
Quando a família
periclita, por esta ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está
a um passo do malogro.
A vida em família,
para que atinja suas finalidades maiores, deve ser vivenciada
dentro dos padrões de moralidade, compreensão e solidariedade.
“A família é uma instituição divina cuja finalidade precípua
consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor
modo de aprendermos a amar-nos como irmãos”.
Por tão
incontestáveis razões, a vida em família, de todas as
associações é, talvez, a mais importante em virtude da sua
função educadora e regenerativa.
Existem duas
modalidades de família e, em conseqüência, duas categorias de
laços de parentescos: as que procedem da consangüinidade e as
que procedem das ligações espirituais.
Os laços do sangue
não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo
procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito,
porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não
é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do
que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no
entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do
filho, para fazê-lo progredir.
Os que encarnam
numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das
vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações,
que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas,
também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos
outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias
igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por mútuo
antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da
consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da
simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos
antes, durante e depois de suas encarnações.
Há, pois, duas espécies de
família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos
laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela
purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das
várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria,
se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente,
já na existência atual.
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