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Idéias
Principais:
O trabalho é lei
da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a
civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta
as necessidades e os gozos.
O trabalho no
homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento
da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva
acima de si mesmo.
Nos diversos
mundos do Universo, a Natureza do trabalho está em relação com a
natureza das necessidades. Quanto menos materiais são estas,
menos material é o trabalho. Mas, não deduzais daí que o homem
se conserve inativo e inútil. A ociosidade seria um suplicio, em
vez de ser um beneficio.
Síntese do
Assunto:
Necessidade do
Trabalho.
Genericamente o
vocábulo trabalho pode ser definido como: ocupação em alguma
obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer
ou conseguir alguma coisa.
O trabalho, porém,
é lei da Natureza mediante a qual o homem forja o próprio
progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em
que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por
meio das suas necessidades imediatas na comunidade social onde
vive.
O trabalho, no
entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material,
física, mas, também, intelectual pelo labor desenvolvido,
objetivando as manifestações da Cultura, do Conhecimento, da
Arte, da Ciência...
Mediante o
trabalho remunerado, o homem modifica o meio, transforma o
habitat, cria condições de conforto.
Através do
trabalho-abnegação, do qual não decorre troca nem permuta de
remuneração, ele se modifica a si mesmo, crescendo no sentido
moral e espiritual.
Por um processo
ele se desenvolve na horizontal e se melhora exteriormente; pelo
outro, ascende no sentido vertical da vida e se transforma de
dentro para fora.
Utilizando-se do
primeiro recurso conquista simpatia e respeito, gratidão e
amizade. Através da autodoação consegue superar-se, revelando-se
instrumento da Misericórdia Divina na construção da felicidade
de todos.
Sem o trabalho, o
homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência.
Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar
dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente
fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas
é sempre um trabalho.
O trabalho é, ao
lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal,
porquanto conquista valores incalculáveis com que o espírito
corrige as imperfeições e disciplina a vontade.
O momento perigoso
para o cristão decidido é o do ócio, não o do sofrimento, nem o
da luta áspera. Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na
tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.
Nos mundos mais
evoluídos quanto nos inferiores, a natureza do trabalho não é a
mesma. A natureza do trabalho está em relação com a natureza das
necessidades. Quanto menos materiais são estas, menos material é
o trabalho. Mas, não deduzais daí que o homem se conserve
inativo e inútil. A ociosidade seria um suplicio, em vez de ser
um beneficio.
Nos mundos
primitivos os seus habitantes são mais rudimentares. A força
bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de
invenções passam a vida na conquista de alimentos.
Nos mundos que
chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e
material são muitíssimo diversas das da vida da Terra.
Entretanto, os
mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é
parcial para qualquer de seus filhos; a todos são acessíveis as
mais altas categorias; apenas lhes cumpre conquistá-las pelo seu
trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por
séculos de séculos no lodaçal da Humanidade.
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