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Idéias
Principais:
Perante Deus todos os homens são iguais porque tendem para o
mesmo fim e Deus fez suas leis para todos.
Deus a nenhum
homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem
pela morte: todos, aos seus olhos, são iguais.
Deus criou iguais
todos os Espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos
tempo, e, conseguintemente, tem feito maior ou menor soma de
aquisições. A diferença entre eles está na diversidade dos graus
da experiência alcançada e da vontade com que obram, vontade que
é o livre arbítrio. Daí o se aperfeiçoarem uns mais rapidamente
do que os outros, o que lhes dá aptidões diversas. Necessária é
a variedade de aptidões, a fim de que cada um possa concorrer
para a execução dos desígnios da Providência, no limite do
desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais.
Síntese do
Assunto:
Todos os homens estão submetidos às mesmas leis da Natureza.
Todos nascem igualmente fracos, acham-se sujeitos às mesmas
dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus a
nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo
nascimento, nem pela morte: todos, aos seus olhos são iguais.
Deus não tolera
distinções de linhagem familiar, não conhece honrarias
extemporâneas e nem favorece com privilégios qualquer de suas
criaturas, mas proporciona a todos idênticas e incessantes
oportunidades. Coloca em estado latente o mesmo poder, a mesma
sabedoria e os mesmos estímulos evolutivos para todos, no longo
e fastidioso percurso para a perfeição.
Atentos a essas
considerações é que podemos perceber o sentido correto da Lei de
Igualdade, no seu aspecto natural, em contraposição à pretendida
igualdade sócio-econômica, frequentemente artificial na vida de
relação dos Espíritos encarnados.
Sendo todos da
mesma essência divina e criados para os mesmos gloriosos
destinos, o gênero humano constitui uma única família. Daí
estarem todos os homens sujeitos às mesmas leis naturais.
Deus não concede
privilégios a ninguém, e, se há sofredores e felizes em nosso
planeta, isto não acontece à custa das preferências divinas, mas
por força do mau ou bom uso do livre arbítrio dos seus
habitantes. Todos fomos criados simples e ignorantes, porém,
destinados à perfeição. Se ao longo da nossa trajetória
evolutiva falimos ou nos elevamos, isso ocorre por força da
nossa livre vontade. As desigualdades sociais existentes são
produto de opções voluntárias dos homens e nunca devido às
preferências de Deus.
As próprias
aptidões humanas, tão diversas, resultam da variedade de
experiências vividas nas múltiplas encarnações. Por força do
livre arbítrio, cada pessoa decide qual o caminho a seguir.
Deus criou iguais
todos os Espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos
tempo, e, conseguintemente, tem feito maior ou menor soma de
aquisições. A diferença entre eles está na diversidade dos graus
da experiência alcançada e da vontade com que obram, vontade que
é o livre arbítrio. Daí o se aperfeiçoarem uns mais rapidamente
do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. Necessária é a
variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer
para a execução dos desígnios da Providencia, no limite do
desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um
não faz, fá-lo outro. Assim é que cada qual tem seu papel útil a
desempenhar.
Aliás, a variedade
das aptidões, ao contrário da uniformidade, é um meio propulsor
do progresso, já que cada homem contribui com sua parcela de
conhecimento.
As dessemelhanças
que apresentam entre si, quer em inteligência, quer em
moralidade, não derivam da natureza íntima deles (dos homens);
resultam apenas se haverem sido criados há mais ou menos tempo e
do maior ou menor aproveitamento desse tempo, no desenvolvimento
das aptidões e virtudes que lhes são intrínsecas, consoante o
bom ou mau uso do livre arbítrio por parte de cada um.
As desigualdades
naturais das aptidões humanas são os degraus das múltiplas
experiências que nos conduzirão aos mundos superiores e que nos
propiciarão implantar o reino de Deus na Terra. Essas diferenças
constituem os “agentes do progresso e preenchem uma necessidade
inapreciável, na economia da evolução, favorecendo-a, por mais
que haja indivíduos que detestem essas diferenças; enquanto
tenham razão de ser, subsistirão e, enquanto subsistirem
satisfarão a uma necessidade da própria natureza, favorecendo o
progresso humano”.
É provável que no
estágio atual da nossa civilização, nem todos os homens estejam
exercendo a ocupação adequada às suas aptidões naturais. Mas,
“quando o egoísmo e o orgulho deixarem de ser os sentimentos
predominantes na Terra; quando compreendermos que somos todos
irmãos, amando-nos realmente uns aos outros como preceitua a
Religião, todo homem de boa vontade achará ocupação adequada às
suas aptidões, que lhe garanta o mínimo necessário a uma
vivência compatível com a dignidade humana, e mesmo aqueles que
não mais possam manter-se em atividade, por doença ou velhice,
terão a seu favor o amparo da lei, sem que precisem humilhar-se,
recorrendo à caridade pública”.
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