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Idéias
Principais:
Homens ou mulheres
que apresentam impedimentos naturais à reprodução são Espíritos
em reajuste de erros cometidos no passado, provavelmente na área
do sexo.
Há pessoas que
adotam o uso de anticoncepcionais, justificando planejamento
familiar. Sem dúvida, estamos diante de um problema de alta
magnitude, que deve ser, todavia, estudado à luz do Evangelho e
não dos complexos cálculos frios da precipitação materialista.
Obstar à
reprodução, para satisfação da sensualidade, prova a
predominância do corpo sobre a alma e quanto o homem é material.
Síntese do
Assunto:
Sabemos que,
basicamente, existem dois tipos de obstáculos à reprodução
humana: os que chamaremos de naturais ou cármicos, por serem
impostos pela Justiça Divina, ante faltas cometidas no passado,
e os artificiais, produtos da ação do homem e com o fim de
impedir a reprodução humana. Estes últimos recebem o nome
genérico de anticonceptivos ou anticoncepcionais.
À pergunta 693 de
“O Livro dos Espíritos”: São contrários à lei da Natureza as
leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar
obstáculos à reprodução?. Responderam os Espíritos Superiores:
(...) “Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário
à lei geral”.
Diz-nos Joanna de
Angelis: (...) “Alegações ponderosas que merecem consideração
vêm sendo arroladas para justificar-se a planificação familiar
através do uso dos anticoncepcionais de variados tipos. São
argumentos de caráter sociológico, ecológico, econômico,
demográfico, considerando-se com maior vigor os fatores
decorrentes das possibilidades de alimentação numa Terra tida
como semi-exaurida de recursos para nutrir aqueles que se
multiplicam geometricamente com espantosa celeridade”.
“Sem dúvida
estamos diante de um problema de alta magnitude, que deve ser,
todavia, estudado à luz do Evangelho e não por meio de complexos
cálculos frios da precipitação materialista”.
“O homem pode
programar a família que deseja e lhe convém ter: número de
filhos, período propício para a maternidade, nunca, porém, se
eximirá dos imperiosos resgates a que faz jus, tendo em vista o
seu próprio passado; melhor usar o anticonceptivo do que
abortar”.
Melhor ainda,
seria não impedir a volta dos Espíritos ao corpo de carne, já
que o espírita não desconhece a seriedade da planificação
reencarnatória. Antes de retomarmos às experiências físicas é
bem provável que nos tenhamos comprometido a receber, como
filhos, um número determinado de Espíritos. Logo, a reprodução
humana estava naturalmente acertada numa cota previamente
estabelecida, quando ainda nos encontrávamos nos planos
espirituais.
É nesse sentido
que compreendemos a afirmação exposta anteriormente por Joanna
de Angelis e as seguintes, enunciadas por Emmanuel e André Luiz,
respectivamente, nos livros “Entrevistas” e “Ação e Reação”.
“Não acreditamos
que a coletividade humana esteja, por enquanto, habilitada
espiritualmente a controlar o renascimento na Terra sem
prejudicar seriamente o desenvolvimento da lei de provas
purificadoras”.
“Já que nos
detemos em matéria de sexologia, na lei de causa e efeito, como
interpretar a atitude dos casais que evitam os filhos, dos
casais dignos e respeitáveis, sob todos os pontos de vista, que
sistematizam o uso de anticoncepcionais?”.
O orientador
Silas, em face desta questão, ponderou: - “Se não descambam para
a delinqüência do aborto, na maioria das vezes são trabalhadores
desprevenidos que preferem poupar o suor, na fome de reconforto
imediatista. Infelizmente, para eles, porém, apenas adiam
realizações sublimes, às quais deverão fatalmente voltar, porque
há tarefas e lutas em família que representam o preço inevitável
de nossa regeneração. Desfrutam a existência, procurando
inutilmente enganar a si mesmos, no entanto, o tempo espera-os,
inexorável, dando-lhes a conhecer que a redenção nos pede
esforço máximo. Recusando acolhimento a novos filhinhos, quase
sempre programados para eles antes da reencarnação, emaranham-se
nas futilidades e preconceitos das experiências de subnivel,
para acordarem, depois do túmulo, sentindo frio no coração”.
Quanto aos
obstáculos naturais (ou cármicos) à reprodução humana, diz
Emmanuel em “O Consolador”: “No quadro de interpretações da
Terra (...) podem indicar situações de prova para as almas que
se encontram nas experiências edificadoras; todavia, se
considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, somos
obrigados a reconhecer que a esterilidade não existe para o
Espírito que, na Terra, ou fora dela, pode ser fecundo em obras
de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção”.
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