O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Lei de Reprodução
O Aborto

Autor:
FEB

Fonte:
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - FEB

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Baseado em Publicação da FEB

   

Idéias Principais:

- Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.

- A mulher que o promove ou que venha a coonestar semelhante delito é constrangida, por leis irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes no centro genésico de sua alma, predispondo-se geralmente a dolorosas enfermidades, quais sejam a metrite, vaginismo, a metralgia, o enfarte uterino, a tumoração cancerosa, flagelos esses com os quais, muita vez, desencarna, demandando o Além para responder, perante a Justiça Divina, pelo crime praticado.

 

Síntese do Assunto:

O aborto é doloroso crime. Arrancar uma criança ao materno seio é infanticídio confesso.

Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. Dentre muitos, podemos destacar três erros do procedimento dessas mães: impedir que um Espírito reencarne e, consequentemente, que progrida. Segundo erro, esse filho talvez represente o instrumento que Deus tenha dado aos pais para ajudá-los na jornada evolutiva, através dos cuidados, das renúncias, das preocupações e trabalhos que teriam. Terceiro erro: transgressão do mandamento divino “não matarás”. E, nesse caso, um assassinato em que a vitima se encontra em situação de desigualdade, sem a menor chance de se defender.

Fica inteiramente entregue à mãe-assassina, infeliz mulher que se transforma em algoz e do pai que se converte, na cumplicidade irresponsável, em desvairado homicida.

O aborto delituoso é a negação do amor. Esmagar uma vida que desponta, plena de esperança, impedir a alma de reingressar no mundo corpóreo, abençoado cenário de redentoras lutas, negar ao Espírito o ensejo de reajuste, representa, em qualquer lugar, situação e tempo, inominável crime.

Assassinato frio, passível, segundo as luzes da filosofia espírita, de prolongadas e dolorosas conseqüências para o psiquismo humano.

A Humanidade encontra-se, presentemente, atacada por uma série de males. São homicídios, assaltos, assassínios, doenças, fome, catástrofes, ignorância, fazendo com que o mundo viva em constantes convulsões sociais.

Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza...

Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação.

Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz.

Não obstante, em alguns países, na atualidade, o aborto sem causa justa - e como causa justa devemos considerar o aborto terapêutico, mediante cuja interferência médica se objetiva a salvação da vida orgânica da gestante - se encontre legalizado, produzindo inesperada estatística de alto índice, perante as leis naturais que regem a vida, continua ser atentado criminoso contra um ser que se não pode defender, constituindo, por isso mesmo, dos mais nefandos atos de agressão à criatura humana.

A vida é patrimônio divino que não pode ser levianamente malbaratado.

Desde que os homens se permitem a comunhão carnal, é justo que se submetam ao tributo da responsabilidade do ato livremente aceito.

De acordo com a Doutrina Espírita, o aborto não encontra justificativa perante Deus, a não ser em casos especialíssimos, quando o medico honrado, sincero e consciente sentencia que “o nascimento da criança põe em perigo a vida da mãe dela”. Somente ao médico - e a mais ninguém! - dá a Ciência autoridade para emitir esse parecer. Nesse caso, estando em jogo a vida da mãe, preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.

Devemos refletir em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.

A mulher que o promove ou que venha a coonestar semelhante delito é constrangida, por leis irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes no centro genésico de sua alma, predispondo-se geralmente a dolorosas enfermidades, quais sejam a metrite (inflamação do útero), o vaginismo (contração espasmódica do músculo constritor da vagina), a metralgia (dor no útero), o enfarte uterino, a tumoração cancerosa, flagelos esses com os quais, muita vez, desencarna, demandando o Além para responder, perante a Justiça Divina, pelo crime praticado. É, então, que se reconhece rediviva, mas doente e infeliz, porque, pela incessante recapitulação mental do ato abominável, através do remorso, reterá por longo tempo a degenerescência das forças genitais.

A mulher que corrompeu voluntariamente o seu centro genésico receberá de futuro almas que viciaram a forma que lhes é peculiar, e será mãe de criminosos e suicidas, no campo da reencarnaçao, regenerando as energias sutis do perispírito, através do sacrifício nobilitante com que se devotará aos filhos torturados e infelizes de sua carne, aprendendo a orar, a servir com nobreza e a mentalizar a maternidade pura e sadia, que acabará reconquistando ao preço de sofrimento e trabalho justos...