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Idéias
Principais:
Deus criou todos
os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um
deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los, e de fazer
chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da
verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles
encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que
Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento.
As almas ou
Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é, sem
conhecimentos nem consciência do bem e do mal, porém, aptos para
adquirir o que lhes falta. O trabalho é o meio de aquisição, e o
fim - que é a perfeição - é para todos o mesmo. Conseguem-no
mais ou menos prontamente em virtude do livre-arbítrio e na
razão direta dos seus esforços; todos têm os mesmos degraus a
franquear, o mesmo trabalho a concluir.
São os próprios
Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem
inferior para outra mais elevada.
O livre-arbítrio
se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de
si mesmo.
Síntese do
Assunto:
Todos os Espíritos
que povoam o Universo foram criados por Deus, simples e
ignorantes, sem nenhum conhecimento e são destinados à
perfeição. É nesse estado de perfeição que eles encontram a pura
e eterna felicidade, decorrente do pleno conhecimento das leis
que regem a vida e de sua plena vivência.
Entre dois
extremos, a criação e a destinação, existe um caminho que cabe a
todos os Espíritos trilhar e que representa a conquista
gradativa desses conhecimentos. Deus propicia a todos os meios
necessários para essa conquista, criando, inclusive,
necessidades aos Espíritos que, para atendê-las, precisam agir.
É através dessa ação que os Espíritos progridem, conquistam os
conhecimentos e desenvolvem os sentimentos, adquirindo, assim,
gradativamente, as virtudes que lhes propiciarão chegar ao
estado de perfeição.
Vê-se, assim, que
essa ascensão do Espírito, do estado de ignorância para o estado
de sabedoria, depende tão somente do seu trabalho. E é
importante destacar este aspecto, já que o trabalho é a parte
que lhe cabe e que é intransferível, uma vez que os recursos
necessários Deus propicia a todos, em igualdade de condições.
Deus não aquinhoa
melhor a uns do que a outros, porquanto é justo, e, visto serem
todos seus filhos, não tem predileções. Ele lhes diz: Eis a lei
que deve constituir a vossa norma de conduta; ela só pode
levar-vos ao fim; tudo que lhes for conforme é o bem, tudo que
lhe for contrário é o mal. Tendes inteira liberdade de observar
ou infringir esta lei, e assim sereis os árbitros de vossa
própria sorte. Conseguintemente, Deus não criou o mal; todas as
suas leis são para o bem, e foi o homem que criou esse mal,
divorciando-se dessas leis; se ele as observasse
escrupulosamente, jamais se desviaria do bom caminho.
Por aí se observa
a lei de liberdade regendo o progresso dos Espíritos. Através de
seu trabalho e com o uso do livre-arbítrio o Espírito vai, de
forma voluntária e consciente, conquistando as virtudes que não
possui e desfazendo-se das suas imperfeições.
É o que esclarecem
os Espíritos Superiores: “o livre-arbítrio se desenvolve à
medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não
haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma
causa independente da vontade do Espírito. A causa não está
nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da
sua livre vontade. É o que se contém na grande figura
emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam
à tentação, outros resistiram”.
E quando Kardec
pergunta se as influências dos Espíritos imperfeitos só se
exercem sobre o Espírito em sua origem, os Espíritos Superiores
respondem com clareza: “Acompanha-o na sua vida de Espírito, até
que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus
desistem de obsidiá-lo”. Como se vê, só através da evolução
moral e intelectual é que os Espíritos, encarnados e
desencarnados, se distanciam da influência negativa dos
Espíritos inferiores.
Conclui-se daí,
que a plena e eterna felicidade está à nossa espera quando
chegarmos à condição de Espíritos puros. Os meios de alcançá-la,
Deus no-los oferece. Depende apenas de nós, através do trabalho
e do adequado uso do livre-arbítrio, abreviar essa chegada.
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