O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Os Espíritos
Diferentes Ordens de Espíritos
Escala Espírita e Progressão dos Espíritos
2ª. Parte

Autor:
FEB

Fonte:
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - FEB

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Baseado em Publicação da FEB

   

Idéias Principais:

Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los, e de fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento.

As almas ou Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é, sem conhecimentos nem consciência do bem e do mal, porém, aptos para adquirir o que lhes falta. O trabalho é o meio de aquisição, e o fim - que é a perfeição - é para todos o mesmo. Conseguem-no mais ou menos prontamente em virtude do livre-arbítrio e na razão direta dos seus esforços; todos têm os mesmos degraus a franquear, o mesmo trabalho a concluir.

São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.

O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.

Síntese do Assunto:

Todos os Espíritos que povoam o Universo foram criados por Deus, simples e ignorantes, sem nenhum conhecimento e são destinados à perfeição. É nesse estado de perfeição que eles encontram a pura e eterna felicidade, decorrente do pleno conhecimento das leis que regem a vida e de sua plena vivência.

Entre dois extremos, a criação e a destinação, existe um caminho que cabe a todos os Espíritos trilhar e que representa a conquista gradativa desses conhecimentos. Deus propicia a todos os meios necessários para essa conquista, criando, inclusive, necessidades aos Espíritos que, para atendê-las, precisam agir. É através dessa ação que os Espíritos progridem, conquistam os conhecimentos e desenvolvem os sentimentos, adquirindo, assim, gradativamente, as virtudes que lhes propiciarão chegar ao estado de perfeição.

Vê-se, assim, que essa ascensão do Espírito, do estado de ignorância para o estado de sabedoria, depende tão somente do seu trabalho. E é importante destacar este aspecto, já que o trabalho é a parte que lhe cabe e que é intransferível, uma vez que os recursos necessários Deus propicia a todos, em igualdade de condições.

Deus não aquinhoa melhor a uns do que a outros, porquanto é justo, e, visto serem todos seus filhos, não tem predileções. Ele lhes diz: Eis a lei que deve constituir a vossa norma de conduta; ela só pode levar-vos ao fim; tudo que lhes for conforme é o bem, tudo que lhe for contrário é o mal. Tendes inteira liberdade de observar ou infringir esta lei, e assim sereis os árbitros de vossa própria sorte. Conseguintemente, Deus não criou o mal; todas as suas leis são para o bem, e foi o homem que criou esse mal, divorciando-se dessas leis; se ele as observasse escrupulosamente, jamais se desviaria do bom caminho.

Por aí se observa a lei de liberdade regendo o progresso dos Espíritos. Através de seu trabalho e com o uso do livre-arbítrio o Espírito vai, de forma voluntária e consciente, conquistando as virtudes que não possui e desfazendo-se das suas imperfeições.

É o que esclarecem os Espíritos Superiores: “o livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram”.

E quando Kardec pergunta se as influências dos Espíritos imperfeitos só se exercem sobre o Espírito em sua origem, os Espíritos Superiores respondem com clareza: “Acompanha-o na sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus desistem de obsidiá-lo”. Como se vê, só através da evolução moral e intelectual é que os Espíritos, encarnados e desencarnados, se distanciam da influência negativa dos Espíritos inferiores.

Conclui-se daí, que a plena e eterna felicidade está à nossa espera quando chegarmos à condição de Espíritos puros. Os meios de alcançá-la, Deus no-los oferece. Depende apenas de nós, através do trabalho e do adequado uso do livre-arbítrio, abreviar essa chegada.