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INTRODUÇÃO
Existem doenças que são comuns na vida dos bebês.
Algumas delas são próprias da sua condição de recém-nascido e
não provocam conseqüências danosas ao organismo físico. No
entanto, seus sintomas costumam trazer desconforto a ele. Quando
isso ocorre, o ideal é manter a calma e procurar descobrir a
causa da irritação para ajudá-lo.
As visitas mensais que o bebê fará ao médico no
1º ano de vida poderão evitar doenças graves, que serão
diagnosticadas e cuidadas antes que ocorram complicações
maiores.
Essas avaliações periódicas são feitas tomando
como base o desenvolvimento proporcional entre peso, altura e
crescimento do diâmetro do crânio. As orientações do pediatra
devem ser bem observadas para manter a saúde e o bem estar do
bebê. Evite ambientes fechados, aglomerações, contatos com
pessoas doentes e mudanças bruscas de temperatura.
VACINAS
Um dos mais importantes itens na vida do bebê é a
sua vacinação básica no 1º ano de vida. A vacinação pode ser
iniciada logo após o nascimento da criança e pode causar algumas
reações comuns a todos os bebês. Observa-se o inchaço dos
gânglios em diversos locais do corpo (ínguas), sintomas de
resfriado, irritação no humor, crises de choro, dificuldades
para dormir etc. Nenhum destes sintomas é sinal de
contra-indicação para o uso da vacina.
Diz um ditado popular: É melhor que ele chore
agora do que eu mais tarde. É preferível ver nossos filhos com
alguns desses sintomas passageiros do que mais tarde vê-los
sofrer com as doenças. A vacina só deve ser adiada da data
aconselhada nos casos em que a criança já estiver apresentando
algum dos sintomas abaixo:
1 - Febre, vômitos ou diarréias, de consequências
graves. Os casos leves não contra-indicam.
2 - Bebês com deficiências imunitárias.
3 - Bebês que estão recebendo terapia com
corticóide e drogas imunosupressoras (remédios que alteram o
sistema de defesa do organismo).
A vacina é ministrada gratuitamente no posto de
saúde. Mesmo que a criança não tenha sido vacinada na idade
ideal, ainda assim a mãe deverá procurar o posto para vaciná-la.
Seja uma mãe zelosa e consciente da sua responsabilidade.
Proteja seu filho, imunizando-o com a vacina contra doenças
graves.
QUADRO DE VACINAS
Idades - Vacinas
0 a 30 - dias BCG e Hepatite B
02 meses - Sabin, Tríplice (DPT) e Hepatite B
04 meses - Sabin e Tríplice (DPT)
06 meses - Sabin e Tríplice (DPT)
07 meses - Hepatite B
09 meses - Anti-sarampo
15 meses MMR - (caxumba, sarampo e rubéola)
18 meses - 1º reforço de Sabin e Tríplice (DPT)
3 a 4 anos 2º reforço de Sabin e Tríplice (DPT)
5 a 6 anos - Difteria e tétano
Observação:
D - Difteria
P - Coqueluche
T – Tétano
DOENÇAS MAIS COMUNS
Coqueluche:
a coqueluche começa com sintomas leves das vias respiratórias
superiores, com tosse (estágio catarrral) e pode progredir para
paroxismos graves de tosse (estágio paroxístico), em geral com
um estridor característico, seguido de vômitos. Pode ocorrer em
qualquer idade, mas é mais comum em crianças pequenas. É
vulgarmente conhecida como "tosse comprida". É doença
particularmente grave no 1º ano de vida e potencialmente
transmissível no período catarral.
Tétano:
é uma doença que acomete o sistema nervoso central e se
caracteriza por contraturas musculares fortes. O germe causador
se encontra no solo cultivado e nas fezes dos animais herbívoros
(terra adubada, cocheira, estábulos) e seres humanos.
A infecção se dá pela contaminação das feridas
com os esporos do bacilo que se implantam nos tecidos. Aí
proliferam, secretando uma potente exotoxina, que se liga aos
tecidos do sistema nervoso central.
No homem, os sintomas do tétano aparecem de 1 a 2
semanas após a contaminação. Primeiramente acomete os músculos
na região do ferimento, depois os músculos mastigadores,
tornando difícil a abertura da boca para a fala e ingestão de
alimentos (trismo). É uma doença muito grave, com alto índice de
mortalidade. O tétano de bebês (neonatal) surge da contaminação
do coto umbilical, portanto o cuidado com a limpeza dele é
importante.
Difteria:
é uma doença infecto-contagiosa aguda que ataca sobretudo as
crianças de 1 a 4 anos de idade e se caracteriza essencialmente
por febre, inflamação da garganta e pulsação cardíaca muito
rápida. As amígdalas, os pilares anteriores e a úvula se
recobrem de um exsudato pseudomembranoso (placas amareladas).
Nos casos mais graves, o processo se estende à laringe e aos
brônquios, causando sufocação. Esta enfermidade é conhecida
popularmente como "crupe".
Poliomielite (Sabin):
também denominada de paralisia infantil, é uma doença causada
por um vírus que tem predileção pelas células da medula. Os
primeiros sintomas desta doença são: diarréia, febre, vômito,
dor de cabeça, dor de garganta e dores musculares. Nos casos
mais graves pode deixar sérias lesões nas células nervosas,
ocasionando paralisias musculares em algumas partes do
organismo, principalmente nos músculos do tronco e dos membros
superiores e inferiores. Essas lesões podem acompanhar a criança
por toda a vida. A melhor proteção contra a paralisia infantil é
a vacina.
Sarampo:
é uma doença epidêmica aguda caracterizada por
febre, coriza, conjuntivite, catarro nas vias aéreas superiores
e erupção cutânea (manchas avermelhadas). Inicia-se na face e
propaga-se progressivamente ao tórax, membros superiores e
inferiores. A doença apresenta um período de incubação de 10 a
12 dias. Sua manifestação dura aproximadamente 10 dias.
Geralmente, é complicada por infecções do ouvido e
broncopneumonia.
Rubéola:
é uma infecção eruptiva leve, também causada por
vírus. Manifesta-se com febre baixa, dor de cabeça, enfartamento
dos linfonodos cervicais e manchas avermelhadas, que se iniciam
na face para depois generalizar-se ao tronco e às extremidades.
Persiste apenas por 2 a 5 dias. Tem período de incubação de 14 a
21 dias.
A rubéola é uma infecção benigna, mas durante o
período de gestação, a mulher grávida deve evitar o contato com
pessoas portadoras desse vírus. Se contrair a doença, a
enfermidade poderá atacar o feto provocando o aparecimento de
malformações. Nos três primeiros meses, durante a formação do
sistema nervoso central, existe um risco maior de atingir o feto
com sérias conseqüências, podendo levar a cegueira, surdez,
retardo mental e malformações cardíacas graves.
Febre:
é uma espécie de alarme que o nosso corpo faz soar. E ela quer
nos dizer que algo não está bem no organismo. Enquanto não
houver a manifestação dos sintomas da doença que a criança está
sendo vítima, deve-se controlar a febre apenas com antitérmicos.
A temperatura acima de 37 graus na criança já não
é normal. O seu nível crítico situa-se por volta dos 40 graus.
Caso ela atinja 39 graus e você não estiver
conseguindo controlá-la apenas com o antitérmico, é necessário
tomar medidas rápidas para que a criança não tenha uma
convulsão.
Coloque-a em um banho morno por alguns minutos e,
depois de enxugá-la, vista-a com roupas leves. Abra as janelas
para manter o quarto fresco. Observe a temperatura seguidamente.
Se persistir o quadro, procure ajuda médica imediatamente.
Atenção:
o termômetro é um instrumento que não pode faltar em casa que
tem bebês. Os antitérmicos também são medicamentos que prestam
grande auxílio e que devem estar ao alcance da mão a qualquer
hora do dia ou da noite.
Cólicas:
as cólicas são a principal causa dos choros
demorados e ininterruptos que atingem a maioria dos bebês. Elas
começam nas primeiras semanas de vida, e só terminam por volta
dos três meses de idade.
Segundo alguns pesquisadores, sua causa pode
estar relacionada com a alimentação e seus processos
metabólicos. Varia de intensidade de bebê para bebê e ocorrem
geralmente no período noturno.
Vejamos o que fazer para diminuir o máximo
possível a ocorrência de cólicas: procure sempre fazer seu bebê
arrotar durante e após as mamadas; quando ele estiver com
cólicas, deixe-o de bruços. Depois, deite-o de costas e faça
massagens, aplicando- lhe calor suave na sua barriguinha com uma
fralda aquecida.
Se você não conseguir controlar as cólicas dessa
maneira, procure o pediatra de sua confiança, para que ele possa
orientá-la.
Sapinho:
é uma infecção causada por fungos. Também chamada monilíase.
Causa um grande desconforto ao bebê, dificultando a sua
alimentação. Caracteriza-se pelo surgimento de manchas brancas
na língua, bochechas e palato. Geralmente é provocado pelo uso
inadequado de mamadeiras e chupetas. Procure limpar as lesões
com uma gaze embebida em solução de bicarbonato de sódio e água.
Nos casos mais graves, procure uma orientação médica.
Nariz entupido:
a obstrução nasal é comum nas primeiras semanas de vida do bebê.
Geralmente não há necessidade de uso de medicamentos.
Entretanto, se estiver atrapalhando a amamentação, você pode
usar, após o banho, um conta-gotas de Cloreto de Benzalcônio
(cloreto de sódio), Sorine infantil ou Rinossoro em cada narina
do bebê. Isso o ajudará a manter uma respiração melhor.
Diarréia:
é observada quando o bebê tem freqüentes evacuações com grande
quantidade de água. Não deixe seu bebê desidratar. Ao primeiro
sinal de diarréia, o pediatra deve ser consultado imediatamente.
Enquanto isso, dê bastante água ao bebê. Você pode também
preparar um soro caseiro que o ajudará a repor a água perdida.
Não dê medicamentos para deter a diarréia, eles podem agravar o
quadro, que na maioria das vezes cede por conta própria.
Nota:
em caso de aleitamento materno exclusivo, a ocorrência de
evacuações líquidas é normal, assim como a ausência de
evacuações por 3 a 5 dias.
SORO CASEIRO: em 1 litro de água fervida, coloque
2 colheres de sopa rasas de açúcar e 1/2 colher de chá de sal.
Dê ao bebê algumas colherinhas desse líquido de 10 em 10
minutos.
Icterícia:
é uma ocorrência comum nos bebês e aparece em torno do 3º dia de
vida. O bebê fica com a pele e a esclerótica amarelada. Essa
alteração de cor na pele do recém-nascido é causada pelo acúmulo
de um pigmento denominado bilirrubina. Esse pigmento é
proveniente do catabolismo dos glóbulos vermelhos do sangue. O
fígado tem a função de eliminar o pigmento de bilirrubina. No
entanto, numa grande maioria dos recém-nascidos, ele ainda não
se encontra maduro o suficiente para assumir essas funções. Não
sendo eliminado, esse pigmento começa a se acumular tingindo
todos os tecidos com aquele amarelão característico da
icterícia. É a icterícia fisiológica, que nenhum dano traz ao
bebê.
Além da imaturidade hepática, outros fatores como
a prematuridade, a anoxia durante o parto ou a incompatibilidade
entre o sangue da mãe e o sangue da criança em relação aos
fatores A, B, O e Rh, também são causadores da icterícia. Nestes
casos, é considerada patológica. A bilirrubina em taxas muito
altas pode impregnar o cérebro da criança, causando danos
irreparáveis. No entanto, tomando-se as precauções logo de
início, dificilmente esses problemas chegam a ocorrer.
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