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- A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?
- Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a
lei de Deus; então, todos os povos serão irmãos.
O Livro dos Espíritos – Questão 743.
O Caminho da Paz
Dos grandes
flagelos do mundo antigo, salientavam-se dez que rebaixavam a
vida humana:
A barbárie, que perpetuava os desregramentos do instinto.
A fome, que atormentava o grupo tribal.
A peste, que dizimava populações.
O primitivismo, que irmanava o engenho do homem e a habilidade
do castor.
A ignorância, que alentava as trevas do espírito.
O insulamento, que favorecia as ilusões do feudalismo.
A ociosidade, que categorizava o trabalho à conta de humilhação
e penitência.
O cativeiro, que vendia homens livres nos mercados da
escravidão.
A imundície, que relegava a residência terrestre ao nível dos
brutos.
A guerra, que suprime a paz e justifica a crueldade e o crime
entre as criaturas.
Veio a política e, instituindo vários sistemas de governo,
anulou a barbárie.
Apareceu o comércio e, multiplicando as vias de transporte,
dissipou a fome.
Surgiu a ciência,
e exterminou a peste.
Eclodiu a indústria, e desfez o primitivismo.
Brilhou a imprensa, e proscreveu-se a ignorância.
Criaram-se o telégrafo sem fio e a navegação aérea, e acabou-se
o insulamento.
Progrediram os princípios morais, e o trabalho fulgiu como
estrela na dignidade humana, desacreditando a ociosidade.
Cresceu a educação espiritual, e aboliu-se o cativeiro.
Agigantou-se a higiene, e removeu-se a imundície.
Mas nem a política, nem o comércio, nem a ciência, nem a
indústria, nem a imprensa, nem a aproximação entre os povos, nem
a exaltação do trabalho, nem a evolução do direito individual e
nem a higiene conseguem resolver o problema da paz, porquanto a
guerra – monstro de mil faces que começa no egoísmo de cada um,
que se corporifica na discórdia do lar, e se prolonga na
intolerância da fé, na vaidade da inteligência e no orgulho das
raças, alimentando-se de sangue e lágrimas, violência e
desespero, ódio e rapina, tão cruel entre as nações
supercivilizadas do século XX, quanto já o era na corte
obscurantista de Ramsés II – somente desaparecerá quando o
Evangelho de Jesus iluminar o coração humano, fazendo que os
habitantes da Terra se amem como irmãos.
É por isso que a
Doutrina Espírita no-lo revela, atualmente, sob a luz da
Verdade, fiel ao próprio Cristo que nos advertiu, convincente: -
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres”.
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