O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Pai

Autor:
Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)

Fonte:
Livro: Justiça Divina

DOUTRINA

   


- À medida que o Espírito foi se desenvolvendo, o véu material, pouco a pouco, se dissipou, e os homens se tornaram mais aptos para compreenderam as coisas espirituais; mas a isso não se chegou senão gradualmente. Quando Jesus veio, pôde anunciar um Deus clemente, falar de seu reino que não é deste mundo, e dizer aos homens: “Amai-vos uns aos outros, fazei o bem àqueles que vos odeiam”, ao passo que os Antigos diziam: “Olho por olho, dente por dente”.
Ora, quais eram os homens que viveram ao tempo de Jesus? Eram almas criadas novas e encarnadas? Se assim fora, Deus teria, pois, criado ao tempo de Jesus almas mais avançadas que ao tempo de Moisés. Mas, então, em que se tornaram essas últimas? Teriam se arrastado durante a eternidade ao embrutecimento? O simples bom senso recusa essa suposição. Não; eram as mesmas almas que, depois de viverem sob o império da lei mosaica, haviam, durante várias existências adquirido conhecimento suficiente para compreenderem uma doutrina mais elevada, e que hoje estão bastante avançadas para receberem conhecimento ainda mais completo.
O Céu e O Inferno – 1ª. Parte, cap. VI, item 4.


Pai

É natural que consideres teu problema qual espinho terrível.

É justo reconheças tua prova por agonia do coração.

Ergues súplice olhar, no silêncio da prece, e relacionas mecanicamente aqueles que te feriram.

É como se conversasses intimamente com Deus, apresentando-lhe vasto balanço de amarguras e queixas...

E o Supremo Senhor cuidará realmente de ti, alentando-te o passo...

Entretanto, é preciso não esquecer que ele cuidará igualmente dos outros.


Lança mais profundo olhar naqueles que te ofenderam, conforme acreditas e compara as tuas vantagens com as deles.

Quase sempre, embora se entremostrassem adornados de ouro e renome, nas galerias da evidência e da autoridade, sal almas credoras de compaixão e de auxílio...

Traíram-te a confiança, contudo, tombaram nas malhas de pavorosos enganos; humilharam-te impunemente, mas adquiriram remorsos para imenso trecho da vida; dilaceraram-te os ideais, entretanto, caíram no descrédito de si próprios; abandonaram-te com inexprimível ingratidão, todavia, desceram à animalidade e à loucura...

Não é possível que a Luz do Universo apenas te ampare, desprezando-os a eles que se encontram à margem de sofrimento maior.


Unge-te, assim, de paciência e compreensão para ajudar na Obra Divina, ajudando a ti mesmo.

Em qualquer apreciação, ao redor de alguém, recorda que o teu Criador é também o Criador dos que estão sendo julgados.

É por isso que Jesus, em nos ensinando a orar, revelou Deus como sendo o amor de todo amor, afirmando, simples: “Pai nosso, que estás nos céus...”.

      

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