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“Negar o que se
desconhece, por se não encontrar a altura de compreender o que
se nega, é insânia incompatível com os dias atuais”. Camilo
Cândido Botelho.
Apresentação:
Mesmo entre as pessoas que se dizem espíritas, poucas conhecem
realmente o Espiritismo. A grande parte prefere ouvir dos
outros, a ler as informações em fontes seguras. E, em se
tratando de Doutrina Espírita, a fonte reconhecidamente segura
são as obras de Allan Kardec, conforme relacionamos no final
deste trabalho.
Talvez, para
muitos, a leitura de Kardec, logo de inicio, ofereça
dificuldade, razão pela qual elaboramos este livreto auxiliar
para aqueles que estiverem decididos a estudar o Espiritismo. No
entanto, as orientações aqui contidas não dispensam a leitura e
o estudo das obras básicas de Allan Kardec, e se o leitor quiser
realmente conhecer a Doutrina, terá que lê-las.
Por que conhecer o
Espiritismo?
A maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não
está interessada nos problemas particulares. Acham que questões
como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são de
competência dos sacerdotes, de ministros religiosos, de
filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, elas
nem se lembram de Deus e, quando se lembram, é apenas para fazer
uma oração, ir à igreja, como se tais atitudes fossem simples
obrigações das quais todos têm que se desincumbir de uma maneira
ou de outra. A religião para elas é mera formalidade social,
alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo,
será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus.
Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção da
crença que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de
Deus e da continuidade da vida após a morte.
Quando, porém,
tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, uma queda
financeira desastrosa, a perda de um ente querido, uma doença
incurável – fatos que acontecem na vida de todo mundo – não
encontram em si mesmas a fé necessária, nem a compreensão para
enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo,
invariavelmente, no desespero.
O conhecimento
espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida,
explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma
transformação íntima, aproximando-nos de Deus.
Do que trata o
Espiritismo?
O Espiritismo responde às questões fundamentais de nossa vida,
como estas:
- Quem é você?
- Antes de nascer, o que você era?
- Depois da morte, o que você será?
- Por que você está neste mundo?
- Por que umas pessoas sofrem mais que as outras?
- Por que alguns nascem ricos e outros pobres?
- Por que alguns nascem cegos, aleijados, débeis mentais, etc.,
enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
- Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus
filhos? Por que há tanta desgraça no mundo e a tristeza supera a
alegria?
- De três pessoas que viajam num veículo – por exemplo – após
pavoroso desastre, uma perde a vida, outra fica gravemente
ferida e a terceira sem ferimentos. Por que sortes tão
diferentes? Onde está nisso a Justiça de Deus?
- Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são
bons?
Perguntas como
essas a Doutrina Espírita responde, porque tais são as perguntas
que todos fazemos para nós mesmos, ao contemplarmos tanta
desigualdade e tantos destinos diferentes na vida atribulada de
nosso planeta.
O Que é o
Espiritismo?
Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores,
através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador
francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Surgiu, pois, na
França, há mais de um século.
O Espiritismo é
Ciência?
Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda, à luz da
razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos
mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que
não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no
Espiritismo: todos os fenômenos mesmo os mais estranhos, têm
explicação cientifica. São, portanto, de ordem natural.
O Espiritismo é
Filosofia?
O Espiritismo é uma filosofia porque, a partir do estudo dos
fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida respondendo às
questões como “de onde você veio”? “O que faz no mundo”? “Para
onde vai após a morte”? Todo ensinamento que dá uma
interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma
filosofia.
O Espiritismo é
Religião?
Dizemos também que o Espiritismo é religião, porque ele tem por
fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de
Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada
pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de
amor e caridade.
O Sentido da
Religião Espírita
O Espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma
estrutura clerical. Nesse sentido, ele é profundamente diferente
das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes
religiosos. Não tem templos suntuosos. Não adota cerimônias de
espécie alguma, como batismo, crisma, “casamentos”, etc. Não tem
rituais, vestes especiais, paramentos, imagens, ou qualquer
outra simbologia. Não adota ornamentação para cultos, nem gestos
de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem
talismã nem defumadores, nem cânticos cerimoniosos (ladainhas,
danças ritualísticas, etc.), nem bebida, nem oferendas, etc.
O culto espírita é
feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor
ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo.
Somente o pensamento, a prática das boas ações nos fazem seus
verdadeiros adoradores. Assim, o Espiritismo procura reviver os
ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade e sinceridade, sem
luxo, sem convencionalismos sociais, sem pompas, sem grandezas,
pois, como nos recomendou o Mestre de Nazaré, Deus deve ser
adorado “em espírito e verdade”.
O Espiritismo é o
consolador prometido por Jesus. “Se vós me amais, guardareis
meus mandamentos: e eu pedirei ao meu Pai, e ele vos enviará um
outro consolador a fim de que permaneça eternamente convosco: o
Espírito da Verdade que o mundo não pode receber, porque não O
vê e não O conhece. Mas, quanto a vós, vós o conheceis, porque
ele habita convosco e estará em vós. Mas, o Consolador, que é o
Santo Espírito, que meu Pai enviará, em meu nome, vos ensinará
todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos
tenho dito”. (Jesus) – Evangelho de João, capítulo XIV,
versículos 15 a 17 e 26.
Princípios da
Básicos do Espiritismo
Existência de Deus
Deus existe. É a origem e o fim de tudo. É o criador, causa de
todas as coisas. Deus é a Suprema Perfeição, com todos os
atributos que a nossa imaginação alcança, e muito mais. Não
podemos conhecer sua natureza, porque somos imperfeitos. Como
uma inteligência limitada e imperfeita como a nossa poderia
abranger o conhecimento ilimitado e perfeito, que é Deus?
Imortalidade da
Alma
Antes de sermos seres humanos filhos de nossos pais, somos, na
verdade, espíritos, filhos de Deus. O Espírito é o princípio
inteligente do Universo, criado por Deus, simples e ignorante,
para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios
esforços.
Como espíritos, já
existimos antes de nascermos e continuaremos a existir, depois
da morte física.
Quando o espírito
está na vida do corpo, dizemos que é uma alma ou espírito
encarnado. Quando nasce, dizemos que reencarnou; quando morre,
que desencarnou. Desencarnado, volta ao Plano Espiritual ou
Espiritualidade, de onde veio ao nascer.
Os espíritos são, portanto, pessoas desencarnadas que,
presentemente, estão na Espiritualidade.
Reencarnação
Criado simples e ignorante, o espírito é quem decide e cria o
seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio,
ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Desse modo,
ele tem possibilidade de se desenvolver, evoluir,
aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito,
como um aluno na escola, passando de uma série para outra, em
diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito
só pode alcançá-la, encarnando no mundo e reencarnando, quantas
vezes forem necessárias, para adquirir mais conhecimento,
vivenciando múltiplas experiências de vida.
O progresso
adquirido pelo espírito, nas experiências vividas em inúmeras
existências, não é somente intelectual, mas, sobretudo, o
progresso moral, que vai aproximá-lo cada vez mais de Deus.
Mas, assim como o
aluno pode repetir o ano escolar, uma, duas ou mais vezes – o
espírito que não aproveita bem a sua existência na Terra pode
permanecer estacionário por muito tempo, conhecendo maiores
sofrimentos, e atrasando, assim, sua evolução.
Não sabemos
quantas encarnações já tivemos, e muito menos quantas temos pela
frente. Sabemos, no entanto, que, como espíritos atrasados,
teremos muitas e muitas encarnações, até alcançarmos o
desenvolvimento moral necessário para nos tornarmos espíritos
puros.
Todavia, nem todas
as encarnações se verificam na Terra. Existem mundos superiores
e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos muito, poderemos
renascer num planeta de ordem elevada. O Universo é infinito e
“na casa de meu Pai há muitas moradas”, já dizia Jesus. A Terra
é um mundo de categoria moral inferior, haja vista o panorama
lamentável em que se encontra a humanidade. Contudo, ela está
sujeita a se transformar numa esfera de regeneração, quando os
homens decidirem praticar o bem e a fraternidade reinar entre
eles.
Esquecimento do
Passado
Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de
Deus. Se nos lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos
que passamos, dos inimigos que nos prejudicam ou daqueles a quem
prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles
atualmente, pois, muitas vezes, os inimigos do passado, hoje,
são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos,
que presentemente se encontram junto de nós para reconciliação.
Certamente, hoje
estamos corrigindo erros praticados conta alguém, sofrendo as
conseqüências de crimes perpetrados, ou mesmo sendo amparados,
auxiliados por aqueles que, no passado, nos prejudicaram. Daí a
importância da família, que nos permite reatar os laços cortados
em existências anteriores.
A reencarnação,
dessa forma, é a oportunidade de reparação, como é também
oportunidade de devotarmos nossos esforços ao bem dos outros,
apressando nossa evolução espiritual. Quando reencarnamos,
trazemos “um plano de vida”, compromissos assumidos perante a
Espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à
reparação do mal e à prática de todo o bem possível. Dependendo
de nossas condições espirituais, podemos ou não ter escolhido as
provas, os sofrimentos, as dificuldades que provarão nosso
desenvolvimento espiritual.
A reencarnação,
portanto, como mecanismo perfeito da Justiça Divina, explica-nos
porque existe tanta desigualdade de destino entre as criaturas
na Terra.
A finalidade da
vida na Terra é, portanto:
(1ª) expiarmos o mal praticado, aprendendo com sofrimento a
corrigir nossos erros.
(2ª) provarmos ou medirmos nosso grau de evolução, ante as
dificuldades da vida.
(3ª) ajudarmos a humanidade e exemplificarmos o bem diante dos
outros.
(4ª) desempenharmos missão especial quando somos evoluídos. Há
inúmeros exemplos de espíritos elevados que prestam grandes
serviços á humanidade.
Pelo mecanismo da Reencarnação, verificamos que Deus não
castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos pela
lei de “ação e reação”.
Comunicabilidade
dos Espíritos
Os espíritos são seres humanos desencarnados. Eles são o que
eram quando vivos: bons ou maus, sérios ou brincalhões,
trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros
ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos.
Pelo contrário, eles têm as suas ocupações, como nós, os
encarnados, temos as nossas.
Não há lugar
determinado para os espíritos. Geralmente os mais imperfeitos
estão junto de nós, por causa das nossas imperfeições. Não os
vemos, pois se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas
eles podem ver-nos e até conhecer nossos pensamentos.
Os espíritos agem
sobre nós, mas essa ação é quase sempre restrita ao pensamento,
porque eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria. Para
isso, eles precisam de pessoas que lhe ofereçam recursos
especiais: essas pessoas são chamadas médiuns.
Por um médium, o
espírito desencarnado se comunica, se puder e se quiser. Essa
comunicação depende do tipo de mediunidade ou de faculdade do
médium: pode ser pela fala (psicofonia), por batidas (tiptologia),
pela escrita (psicografia), etc.; mas toda e qualquer
comunicação não deve ser aceita cegamente, precisa ser encarada
com reserva, examinada com o devido cuidado, para não sermos
vítimas de espíritos enganadores. A qualidade da comunicação
depende da conduta moral do médium. Se for uma pessoa idônea, de
bons princípios morais, oferece campo para a aproximação de
manifestação de bons espíritos. Chico Xavier, por exemplo, foi
um bom médium, pelas qualidades morais de que era portador.
A Doutrina
Espírita alerta as pessoas muito crédulas contra as
mistificações e contra os falsos médiuns, que tentam iludir o
público menos avisado em troca de vantagens materiais. Por isso,
é importante que, antes de ouvir uma comunicação, a pessoa se
esclareça a respeito do Espiritismo.
Fé Raciocinada
Para podermos crer de verdade, antes de tudo, precisamos
compreender aquilo que devemos crer. A crença sem raciocínio não
passa de uma crença cega, de uma crendice ou mesmo de uma
superstição. Antes de aceitarmos algo como verdade, devemos
analisá-lo bem. O mal de muita gente é acreditar facilmente em
tudo que lhe dizem, sem cuidadoso exame.
“Fé inabalável é
aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas
da humanidade” – Allan Kardec.
Lei da Evolução
Cada um de nós é um espírito encarnado, a caminho de Deus. A
vida na Terra é sempre uma oportunidade de reajustamento no
caminho do bem. A escolha nos pertence. Logo, as conseqüências
boas ou más são o resultado de nossas próprias decisões. É a lei
da “ação e reação”, das causas e conseqüências. Se, agora,
estamos sofrendo, podemos concluir que a causa do sofrimento
advém de erros anteriores. Se, portanto, fizermos o mal, cedo ou
tarde, sofreremos a sua conseqüência. “A cada um segundo as suas
obras” – disse Jesus. Isso explica a razão de tanto sofrimento
no mundo.
Por isso, um
caminha mais depressa que outro, como os diferentes alunos de
uma mesma classe escolar. Quanto melhor nossa conduta, mais
depressa nos libertaremos dos sofrimentos, encurtando o caminho
da evolução.
Não há céu nem
inferno, conforme afirmam as religiões tradicionais. Existem,
sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou
infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas
espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a
caminho da perfeição – os bons se tornando melhores e os maus se
regenerando. Deus não quer que nenhum de seus filhos se perca, é
a vontade de Deus, a Suprema Vontade, é a Lei.
Se a sorte do ser
humano fosse inapelavelmente selada após a morte, todos
estaríamos perdidos, visto termos sido mais maus do que bons e
quase ninguém, hoje em dia, merecia ir para o céu de
bem-aventuranças, onde só caberiam os puros.
Por outro lado,
uma vida, por mais longa que seja, não é suficiente para nos
esclarecer a respeito dos planos de Deus. Muito não tem sequer
como garantir a própria sobrevivência e, menos ainda,
oportunidade de uma boa educação. Muitos nunca foram orientados
para o bem. Outros morrem cedo demais, antes mesmo de se
esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.
Para medirmos o
quanto de absurdo existe na idéia de céu é inferno, basta que
formulemos as seguintes perguntas:
- “Como é que
Deus, sendo o Supremo saber, sabendo inclusive o nosso futuro,
criaria um filho, ciente de que ele iria para o inferno para
toda a eternidade? Que Deus seria esse? Onde a sua bondade e a
sua misericórdia?”.
- Como ficaria no
céu uma mãe amorosa, sabendo que seu filho querido está ardendo
no fogo do inferno?”.
A Lei Moral
Portanto, ninguém está perdido. Cada qual tem a oportunidade que
merece. Se um pai humano, que é imperfeito e mau, não é capaz de
condenar eternamente um filho, por pior que seja, quanto mais
Deus, que é o Pai Misericordioso e Perfeito, que faz chover
sobre os bons e os maus, que faz com que a luz do Sol ilumine os
justos e injustos, indistintamente.
Disse o Cristo: -
“Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo”.
Referia-se ao nascimento do corpo e ao renascimento moral das
criaturas, isto é, ao nascimento pela “água e pelo espírito”.
Daí sabermos que a vida é sempre uma nova oportunidade de
reconciliação com os ideais superiores do bem e da verdade.
Seguir o exemplo
vivo de Jesus deve se o ideal de todo cristão sincero.
Não adianta você
dizer que pertence a esta ou aquela religião. Não adianta
permanecer orando o tempo todo. O importante á a prática, é a
vida de todos os dias, porque, como disse Tiago, “A Fé Sem Obras
É Morta”. E por falar em fé, veja como está sua vida!
- Como você vem tratando seus familiares; seu pai, sua mãe, seus
irmãos, seu esposo ou sua esposa, seus filhos?
- Como você trata as pessoas estranhas?
- Como você se conduz no trabalho, na escola, no clube, na via
pública em relação às outras pessoas com quem convive?
- Como você reage a uma ofensa? A um gesto de agressão? A uma
calúnia? A uma ingratidão? A uma decepção na vida?
- Como você reage a um problema familiar? À perda de um ente
querido? A uma doença incurável?
- E o que você vem fazendo em favor dos outros?
“Amai-vos uns aos outros” – recomendou Jesus.
E não há outra
maneira de amar, se não formos caridosos. Caridade é ser
benevolente, paciente, tolerante, humilde. É fazer para os
outros o que desejamos que nos façam. Como não queremos que nos
façam o mal, mas todo o bem possível, assim também devemos agir
para com eles: familiares, parentes, amigos, estranhos e até
inimigos.
A obrigação do
cristão é ser um trabalhador do bem, dando sua parte, por
pequena que seja, na luta por um mundo melhor.
Podemos fazer tudo
isso, cuidando melhor de nossas atitudes, vigiando nosso
comportamento diário, sendo mais atenciosos e gentis, vendo nos
outros mais suas qualidades do que seus defeitos e, finalmente,
sendo mais exigentes em relação a nós mesmos.
Ajudar o pobre,
socorrer o desesperado, assistir ao doente, orientar o
desajustado, levar palavras de conforto e esperança ao aflito,
divulgar e viver os ensinamentos de Jesus, tudo isso constitui
as bases do verdadeiro amor por ele ensinado e exemplificado, há
quase 2000 anos.
Seguindo as
pegadas de Jesus, pelo amor vivo que manifestou ao mundo, Allan
Kardec proclama:
“Fora da Caridade não há Salvação”.
Finalizando
Depois dessa simples leitura, esperamos que você tenha dúvidas e
perguntas a fazer. Se tiver, é bom sinal. Sinal de que você está
procurando explicações para a vida.
Allan Kardec
Allan kardec nasceu a 03 de Outubro de 1804 em Lyon, França,
filho de Jean Baptiste-Antoine Rivail, juiz e, Jeanne Duhamel,
sua esposa. O Codificador do Espiritismo recebeu o nome de
Hipollite-Léon Denizard Rivail, só mais tarde, após saber que
numa vida anterior, entre os druidas, havia se chamado Allan
Kardec, ele adotou esse pseudônimo ao assinar “O Livro dos
Espíritos”, para dar um cunho impessoal à Doutrina dos
Espíritos.
O menino Rivail
fez os estudos primários em Lyon e completou seus estudos em
Yverdun, na Suíça, com o célebre Professor Pestalozzi, de quem
se tornou um dos mais eminentes discípulos. Por diversas vezes
substituiu Pestalozzi na direção do Instituto de Yverdun.
Ao completar os
estudos, era bacharel em Letras e Ciências, Lingüista. Falava
corretamente alemão, inglês, italiano espanhol e conhecia bem o
holandês.
Isento do Serviço Militar, fundou em Paris, à rua Sèvres número
35, uma escola semelhante à de Yverdun.
Casou-se com a
professora Amélie Gabrielle Boudet a 06 de Fevereiro de 1832.
Encarregou-se da escrita contábil de algumas firmas, fez
diversas traduções de obras inglesas e alemãs e ainda escreveu
gramáticas, aritméticas, livros para estudos pedagógicos,
superiores. Preparou os cursos de Levy-Àlvares para alunos de
ambos os sexos. Organizou em sua própria casa à Rua Sèvres,
cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia
comparada, que funcionaram nos anos 1835-1840.
Foi premiado por
concurso, pela Academia Real d´Arras em 1831, ao apresentar a
tese: “Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as
necessidades da época”. Entre os seus trabalhos publicados,
constam “Plano para o melhoramento da instrução pública”.
(1828); “Manual de exames para obtenção dos diplomas de
capacidade”. (1846) e “Catecismo gramatical da língua francesa”.
(1848).
Rivail foi
professor do Liceu Polimático em 1849; sempre publicando obras
de valor didático-pedagógico. Em 1854 ouviu falar dos fenômenos
que mais tarde classificaria de mediúnicos ou “espíritas”. Após
estudar profundamente os ditados mediúnicos e comprovar a
natureza espiritual deles, publicou “O Livro dos Espíritos”
(1857), resultado da Codificação que fez do ensino dos
Espíritos, obtido por muitos médiuns treinados e residentes em
diversas partes do mundo.
Obras de Allan
Kardec
Conforme dissemos, o conhecimento do Espiritismo deve partir das
5 (cinco) obras básicas de Allan Kardec, cuja publicação ocorreu
na seguinte ordem:
1 - O Livro dos Espíritos (1857)
2 - O Livro dos Médiuns (1861)
3 – O Evangelho Segundo O Espiritismo (1864)
4 – O Céu E O Inferno (1865)
5 – A Gênese (1868)
Existem outras
obras complementares de Allan Kardec, que podem ser lidas
depois. Essas são as fundamentais, as essenciais para o
conhecimento espírita.
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