O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Invocações

Autor:
Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)

Fonte:
Livro: Justiça Divina

DOUTRINA

   
  

“Por meio dessas operações da magia moderna vemos se reproduzirem entre nós as evocações e os oráculos, as consultas, as curas e os sortilégios que ilustraram os templos dos ídolos e os antros das sibilas”. (De uma pastoral da Igreja Católica).
- Onde se vêem operações de magia nas evocações espíritas? Foi-se o tempo em que se podia crer em sua eficácia, mas hoje elas são ridículas; ninguém crê nelas e o Espiritismo as condena. A época em que floresceu a magia, não havia senão uma idéia muito imperfeita sobre a natureza dos Espíritos, que se olhava como seres dotados de um poder sobre-humano; não eram chamados senão para deles se obterem, fosse mesmo ao preço de sua alma, os favores da sorte e da fortuna, a descoberta de tesouros, a revelação do futuro, os filtros. A magia, com a ajuda dos seus sinais, fórmulas e operações cabalísticas, era tida para fornecer pretensos segredos para operar prodígios, obrigar os Espíritos a se colocarem às ordens dos homens e satisfazerem-lhes os desejos. Hoje sabe-se que os Espíritos não são senão as almas dos homens; não são chamados senão para receber os conselhos dos bons, moralizar os imperfeitos, e para continuar as relações com os seres que nos são caros. Eis o que diz o Espiritismo a esse respeito.
O Céu E O Inferno - 1ª. Parte, Capítulo X, item 9.

 


Invocações

Ouviste opiniões contraditórias, referentes às invocações na Doutrina Espírita.

Adversários gratuitos pretenderam insinuar que nos reuníamos, imitando magos e sibilas da antiguidade, a explorar sortilégios e filtros supostamente milagrosos.

Outros, sem analisar-nos os princípios, entenderam acreditar que tomamos os recursos psíquicos para exibições de hipnotismo vulgar, como se categorizássemos os medianeiros da Nova Revelação por jograis e fantoches.

É imperioso anotar, contudo, que toda a formação espírita guarda raízes nas fontes do Cristianismo simples e claro, com finalidades morais distintas, no aperfeiçoamento da alma, expressando aquele Consolador que Jesus prometeu aos tempos novos.

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Não admitas, portanto, pudéssemos converter as lições do Mestre em práticas e fórmulas cabalísticas. Todos os ensinamentos do Cristo vibram puros, em nossos postulados, com os amplos desenvolvimentos que a Codificação Kardequiana lhes imprimiu.

Em nossas assembléias hipotecamos o apreço devido a todas as crenças e confissões.

Respeitamos os irmãos da Cristandade, que, em postura determinada, invocam a Presença Divina e a proteção dos Espíritos santificados, em preces de confiança a cânticos de louvor.

Respeitamos os irmãos do Islamismo que, diversas vezes por dia, invocam a bênção de Alá.

Respeitamos os irmãos do Budismo que, através da liturgia que lhes é própria, invocam a paz de Çakia-muni, o Bem-Aventurado.

Respeitamos os irmãos do Moisaismo que, por vários preceitos, invocam o amparo do Senhor Todo-Poderoso.

Também nós, em nos associando, invocamos a inspiração do Divino Mestre e o concurso dos instrutores domiciliados na Vida Maior, a fim de que possamos orar e estudar a verdade, aprendendo por que oramos e cremos, de vez que, na Doutrina Espírita, sem pompas de culto externo e sem rituais de qualquer procedência, somos chamados à fé, capaz de encarar a razão face a face.

Quanto à atitude religiosa que abraçamos, de permeio com as indagações científicas e com as exposições filosóficas da nossa Doutrina Libertadora, ninguém pode olvidar que Allan Kardec, evidenciando a necessidade de aliança do raciocínio e do sentimento, nas jornadas do Espírito, iniciou a obra monolítica da Codificação, perguntando pela essência de Deus.

Emmanuel.

        

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