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“Por meio dessas operações da magia moderna vemos se
reproduzirem entre nós as evocações e os oráculos, as consultas,
as curas e os sortilégios que ilustraram os templos dos ídolos e
os antros das sibilas”. (De uma pastoral da Igreja Católica).
- Onde se vêem operações de magia nas evocações espíritas?
Foi-se o tempo em que se podia crer em sua eficácia, mas hoje
elas são ridículas; ninguém crê nelas e o Espiritismo as
condena. A época em que floresceu a magia, não havia senão uma
idéia muito imperfeita sobre a natureza dos Espíritos, que se
olhava como seres dotados de um poder sobre-humano; não eram
chamados senão para deles se obterem, fosse mesmo ao preço de
sua alma, os favores da sorte e da fortuna, a descoberta de
tesouros, a revelação do futuro, os filtros. A magia, com a
ajuda dos seus sinais, fórmulas e operações cabalísticas, era
tida para fornecer pretensos segredos para operar prodígios,
obrigar os Espíritos a se colocarem às ordens dos homens e
satisfazerem-lhes os desejos. Hoje sabe-se que os Espíritos não
são senão as almas dos homens; não são chamados senão para
receber os conselhos dos bons, moralizar os imperfeitos, e para
continuar as relações com os seres que nos são caros. Eis o que
diz o Espiritismo a esse respeito.
O Céu E O Inferno - 1ª. Parte, Capítulo X, item 9.
Invocações
Ouviste opiniões
contraditórias, referentes às invocações na Doutrina Espírita.
Adversários
gratuitos pretenderam insinuar que nos reuníamos, imitando magos
e sibilas da antiguidade, a explorar sortilégios e filtros
supostamente milagrosos.
Outros, sem
analisar-nos os princípios, entenderam acreditar que tomamos os
recursos psíquicos para exibições de hipnotismo vulgar, como se
categorizássemos os medianeiros da Nova Revelação por jograis e
fantoches.
É imperioso
anotar, contudo, que toda a formação espírita guarda raízes nas
fontes do Cristianismo simples e claro, com finalidades morais
distintas, no aperfeiçoamento da alma, expressando aquele
Consolador que Jesus prometeu aos tempos novos.
-o-
Não admitas,
portanto, pudéssemos converter as lições do Mestre em práticas e
fórmulas cabalísticas. Todos os ensinamentos do Cristo vibram
puros, em nossos postulados, com os amplos desenvolvimentos que
a Codificação Kardequiana lhes imprimiu.
Em nossas
assembléias hipotecamos o apreço devido a todas as crenças e
confissões.
Respeitamos os
irmãos da Cristandade, que, em postura determinada, invocam a
Presença Divina e a proteção dos Espíritos santificados, em
preces de confiança a cânticos de louvor.
Respeitamos os
irmãos do Islamismo que, diversas vezes por dia, invocam a
bênção de Alá.
Respeitamos os
irmãos do Budismo que, através da liturgia que lhes é própria,
invocam a paz de Çakia-muni, o Bem-Aventurado.
Respeitamos os
irmãos do Moisaismo que, por vários preceitos, invocam o amparo
do Senhor Todo-Poderoso.
Também nós, em nos
associando, invocamos a inspiração do Divino Mestre e o concurso
dos instrutores domiciliados na Vida Maior, a fim de que
possamos orar e estudar a verdade, aprendendo por que oramos e
cremos, de vez que, na Doutrina Espírita, sem pompas de culto
externo e sem rituais de qualquer procedência, somos chamados à
fé, capaz de encarar a razão face a face.
Quanto à atitude
religiosa que abraçamos, de permeio com as indagações
científicas e com as exposições filosóficas da nossa Doutrina
Libertadora, ninguém pode olvidar que Allan Kardec, evidenciando
a necessidade de aliança do raciocínio e do sentimento, nas
jornadas do Espírito, iniciou a obra monolítica da Codificação,
perguntando pela essência de Deus.
Emmanuel.
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