O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Perante a Desencarnação

Autor:
Waldo Vieira (médium)
André Luiz (espírito)

Fonte:
Livro: Conduta Espírita

DOUTRINA

   
   
A confiança na vida futura não exclui as apreensões da passagem desta para a outra vida. Muitas pessoas não temem a morte por si mesma; o que teme é o momento da transição. Sofre-se ou não se sofre na travessia? Aí está o que as inquieta; e a coisa vale tanto mais apenas porque ninguém dela pode escapar. Pode-se dispensar de uma viagem terrestre; mas aqui, ricos como pobres devem transpor o limiar e, se for doloroso, nem a classe nem a fortuna podem abrandar-lhe a amargura.
O Céu E O Inferno - Segunda Parte - Capítulo 1, item 1. A Passagem.

 

Perante a Desencarnação

Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos. Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.

Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação. Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.

Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição. A caridade é dever para todo clima.

Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se.

Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecer. A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.

Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais. A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.

Ajuizar detidamente as questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes da desencarnação, para não experimentar choques prováveis, ante inesperadas incompreensões de parentes e companheiros. O corpo que morre não se refaz.

Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação, quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da existência humana. A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.

“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”. Jesus. (João, 8:5l.)

           

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