O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Falibilidade

Autor:
Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)

Fonte:
Livro: Justiça Divina

DOUTRINA

   
   
Se se admite a falibilidade dos anjos, igual à dos homens, a punição é uma conseqüência, natural e justa, da falta; mas se se admite, ao mesmo tempo, a possibilidade do resgate, pelo retorno ao bem, a reentrada na graça, depois do arrependimento e da expiação, nada tem que desminta a bondade de Deus. Deus sabia que faliriam, que seriam punidos, mas, sabia, também, que, esse castigo temporário seria um meio de fazê-los compreender a sua falta e redundaria em seu favor. Assim se confirmariam estas palavras do profeta Ezequiel: “Deus não quer a morte do pecador, mas a sua salvação”. O que seria a negação dessa bondade seria a inutilidade do arrependimento e a impossibilidade do retorno ao bem. Nessa hipótese, é, pois, rigorosamente exato dizer que: “Esses anjos, desde a sua criação, uma vez que Deus não poderia ignorá-lo, foram votados ao mal perpetuamente, e predestinados a se tornarem demônios, para arrastar os homens ao mal”.
O Céu E O Inferno - 1ª. Parte, Capítulo IX, item 12.


Falibilidade

Ante as devastações do mal, apóia o trabalho que objetive o retorno ao bem.

Até que o Espírito se integre no Infinito Amor e na Sabedoria Suprema, em círculos de manifestação que, por agora, nos escapam ao raciocínio, a falibilidade é compreensível, no campo de cada um, tanto quanto o erro é natural no aprendiz em experiência na escola.

A educação não forma autômatos.

A Ordem Universal não cria fantoches.

*

Onde haja desastre, auxilia a restauração.

Mobiliza as forças de que dispões, sanando os desequilíbrios, ao invés de consumir ação e verbo, atitude e tempo, grafando a veneno o labéu da censura.

Anotaste lances calamitosos nos delitos que o tribunal terrestre não é capaz de prever ou desagravar.

Viste homens e mulheres, cercados de apreço público, aniquilarem existências preciosas, derramando o sangue de corações queridos em forma de lágrimas; surpreendeste cidadãos abastados e aparentemente felizes, que humilharam os próprios pais, reduzindo-os à extrema pobreza, ao preço de documentos espúrios; assinalaste pessoas açucaradas e sorridentes que induziram outras ao suicídio e à criminalidade, sem que ninguém as detivesse; identificaste os que abusaram do poder e do ouro, erguendo tronos sociais para si próprios, à custa do pranto que fizeram correr, muitas vezes com o aplauso dos melhores amigos, e conheceste carrascos de olhos doces e palavras corretas que escamotearam a felicidade dos semelhantes, abrindo as portas do hospício ou da penitenciária para muitos daqueles que lhes confiaram os tesouros da convivência, sem que o mundo os incomodasse.

Apesar disso, nas necessitas enlamear-lhes o nome ou incendiar-lhes a senda. Todos eles voltarão ao quadro escuro das fastas cometidas, através de continuadas reencarnações, em dificuldades amargas, nos redutos da prova, a fim de lavarem a consciência.

*

Se a maldade enodoa essa ou aquela situação, faze o melhor que possas para que a bondade venha a surgir.

Segue entre os homens, abençoando e ajudando, ensinando e servindo...

Todas as vítimas das trevas serão trazidas à luz e todos o0s caídos serão levantados, ainda que, para isso, a esponja do sofrimento tenha de ser manejada pelos braços da vida, em milênios de luta. Isso porque as Leis Divinas são de justiça e misericórdia e a Providência Inefável jamais decreta o abandono do pecador.

           

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