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Se se admite a falibilidade dos anjos, igual à dos homens, a
punição é uma conseqüência, natural e justa, da falta; mas se se
admite, ao mesmo tempo, a possibilidade do resgate, pelo retorno
ao bem, a reentrada na graça, depois do arrependimento e da
expiação, nada tem que desminta a bondade de Deus. Deus sabia
que faliriam, que seriam punidos, mas, sabia, também, que, esse
castigo temporário seria um meio de fazê-los compreender a sua
falta e redundaria em seu favor. Assim se confirmariam estas
palavras do profeta Ezequiel: “Deus não quer a morte do pecador,
mas a sua salvação”. O que seria a negação dessa bondade seria a
inutilidade do arrependimento e a impossibilidade do retorno ao
bem. Nessa hipótese, é, pois, rigorosamente exato dizer que:
“Esses anjos, desde a sua criação, uma vez que Deus não poderia
ignorá-lo, foram votados ao mal perpetuamente, e predestinados a
se tornarem demônios, para arrastar os homens ao mal”.
O Céu E O Inferno - 1ª. Parte, Capítulo IX, item 12.
Falibilidade
Ante as
devastações do mal, apóia o trabalho que objetive o retorno ao
bem.
Até que o Espírito
se integre no Infinito Amor e na Sabedoria Suprema, em círculos
de manifestação que, por agora, nos escapam ao raciocínio, a
falibilidade é compreensível, no campo de cada um, tanto quanto
o erro é natural no aprendiz em experiência na escola.
A educação não
forma autômatos.
A Ordem Universal
não cria fantoches.
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Onde haja
desastre, auxilia a restauração.
Mobiliza as forças
de que dispões, sanando os desequilíbrios, ao invés de consumir
ação e verbo, atitude e tempo, grafando a veneno o labéu da
censura.
Anotaste lances
calamitosos nos delitos que o tribunal terrestre não é capaz de
prever ou desagravar.
Viste homens e
mulheres, cercados de apreço público, aniquilarem existências
preciosas, derramando o sangue de corações queridos em forma de
lágrimas; surpreendeste cidadãos abastados e aparentemente
felizes, que humilharam os próprios pais, reduzindo-os à extrema
pobreza, ao preço de documentos espúrios; assinalaste pessoas
açucaradas e sorridentes que induziram outras ao suicídio e à
criminalidade, sem que ninguém as detivesse; identificaste os
que abusaram do poder e do ouro, erguendo tronos sociais para si
próprios, à custa do pranto que fizeram correr, muitas vezes com
o aplauso dos melhores amigos, e conheceste carrascos de olhos
doces e palavras corretas que escamotearam a felicidade dos
semelhantes, abrindo as portas do hospício ou da penitenciária
para muitos daqueles que lhes confiaram os tesouros da
convivência, sem que o mundo os incomodasse.
Apesar disso, nas
necessitas enlamear-lhes o nome ou incendiar-lhes a senda. Todos
eles voltarão ao quadro escuro das fastas cometidas, através de
continuadas reencarnações, em dificuldades amargas, nos redutos
da prova, a fim de lavarem a consciência.
*
Se a maldade
enodoa essa ou aquela situação, faze o melhor que possas para
que a bondade venha a surgir.
Segue entre os
homens, abençoando e ajudando, ensinando e servindo...
Todas as vítimas
das trevas serão trazidas à luz e todos o0s caídos serão
levantados, ainda que, para isso, a esponja do sofrimento tenha
de ser manejada pelos braços da vida, em milênios de luta. Isso
porque as Leis Divinas são de justiça e misericórdia e a
Providência Inefável jamais decreta o abandono do pecador.
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