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O
perispírito das pessoas vivas goza das mesmas propriedades que
o dos Espíritos. Como isso foi dito, ele não está, de nenhum modo, confinado
no corpo, mas irradia e forma, ao seu redor, uma espécie de
atmosfera fluídica; ora, pode ocorrer que, em certos casos, e
sob o império das mesmas circunstâncias, ele sofra uma
transformação análoga à que foi descrita; a forma real e
material do corpo pode se apagar sob essa camada fluídica,
podendo-se assim se exprimir, e revestir, momentaneamente, uma
aparência toda diferente, mesmo a de uma outra pessoa, ou do
Espírito que combine o seu fluido com o do indivíduo, ou bem
ainda dar a um rosto feio um aspecto belo e radiante.
Tal é o fenômeno designado sob o nome de transfiguração,
fenômeno bastante freqüente, e que se produz principalmente
quando as circunstâncias provocam uma expansão mais abundante
de fluido.
O
fenômeno da transfiguração pode se manifestar com uma
intensidade muito diferente, segundo o grau de depuração do
perispírito, grau que corresponde sempre ao da elevação moral
do Espírito. Limita-se,
às vezes, a uma simples mudança do aspecto da fisionomia, como
pode dar ao perispírito uma aparência luminosa e esplêndida.
A
forma material pode, pois, desaparecer sob o fluido
perispiritual, mas não há necessidade, por esse fluido, de
revestir um outro aspecto; às vezes, pode simplesmente ocultar
um corpo inerte, ou vivo, e torná-lo invisível aos olhos de
uma ou de várias pessoas, como o faria uma camada de vapor.
Não
tomamos as coisas atuais senão como pontos de comparação, e não
em vista de estabelecer uma analogia absoluta, que não existe.
Esses
fenômenos não podem parecer estranhos senão
porque não se conhecem as propriedades do fluido
perispiritual; é para nós um corpo novo que deve ter
propriedades novas, e que não se pode estudar pelos
procedimentos ordinários da ciência, mas que não são elas
menos propriedades naturais, nada tendo de maravilhoso a não
ser a novidade.
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