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Pode evocar-se o Espírito de uma pessoa viva?
Pode-se, visto que se pode evocar um Espírito encarnado. O
Espírito de um vivo também pode, em seus momentos de liberdade,
se apresentar sem ser evocado; isto depende da simpatia que
tenha pelas pessoas com quem se comunica.
O Livro dos Médiuns – 2ª. Parte, cap. XXV, item 284, pergunta
38ª.
Diálogo Diferente
Não são poucas as vezes em que a misericórdia de acréscimo do
Pai Celeste, sob a administração de Jesus, tem consentido e
providenciado o atendimento de diversos companheiros
necessitados, nas reuniões de socorro aos desencarnados, havendo
um dado importante, que em grande número de vezes, não é levado
em conta: o de estarem eles ainda encarnados.
Muitos se encontram em estado de tormentos em leitos
hospitalares ou mesmo em seus lares, amargando pavores e
carências que requerem o auxílio próximo da mediunidade.
Outros, também mantidos em leitos variados, mas, porque são
portadores de mentes atiladas, vêm rogando amparo e assistência
para familiares que lhes são queridos, pelos quais se acham
preocupados, ansiosos, temendo pela situação deles após seu
desenlace.
Tantos deles guardam concepções grotescas a respeito da morte do
corpo e, por essa razão, agarram-se ao veículo físico com
sofreguidão, sendo socorridos pelos Enfermeiros do Invisível,
nos encontros de mediunidade, até que se possam domar as tensões
em que mergulharam, seguindo tranqüilos para seu novo amanhã.
Considerando todas essas possibilidades, e tendo-se em conta que
os médiuns encarnados são passiveis de filtrar tanto os
companheiros desencarnados quanto os encarnados para tanto
destacados, levamos à mente as reflexões a respeito dos
processos de doutrinação espiritual através do diálogo fraterno,
no esclarecimento em sessão.
Não serão todos os comunicantes que se apresentem, afirmando
medo da morte ou afirmando que permanecem no corpo que deverão
ser tomados à conta de desencarnados ignorantes do seu próprio
estado. Será necessária a abertura de entendimento para esses
casos em que suas afirmativas são reais. Embora tais situações
não formem regra, e, sim, exceções, dão-se em maior número de
vezes do que se possa imaginar, aqui e ali, mesmo sendo
percebidas pelos doutrinadores.
Dessa maneira,
sugere-se aos lidadores do esclarecimento fraterno o
desenvolvimento da sensibilidade devida, a fim de lograr
identificar pela conversa, pelos termos exarados, pelas
vibrações despedidas do comunicante a possibilidade de uma ou de
outra coisa, fugindo da generalização, que tanto mais poderá
aturdir o atendido, quanto mais bloqueadas estejam as linhas de
percepção do esclarecedor.
Cada sessão
mediúnica é uma sessão plenamente distinta uma da outra, não
obstante tudo pareça ser a mesma coisa. Torna-se imprescindível
não mecanizar, não uniformizar os labores hebdomadários do
diálogo socorrista e fraternal.
Cumpre estudar
sempre mais, meditar cada vez mais, para conseguir captar
sutilezas e servir melhor.
Assim, cada
tarefeiro encarnado da chamada doutrinação tornar-se-á apto a
contribuir sempre mais lucidamente na esfera de trabalho que o
Cristo confiou às nossas mãos ainda limitadas, mas prenhes de
boa vontade e disposição.
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