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Depois de termos remontado, tanto quanto está na nossa fraqueza,
até a fonte oculta de onde emanam os mundos, como as gotas de um
rio, consideremos a marcha das criações sucessivas e de seus
desenvolvimentos seriados.
A matéria cósmica primitiva encerrava os elementos materiais,
fluídicos e vitais, de todos os universos que expõem a sua
magnificência diante da eternidade; ela é a mãe fecunda de todas
as coisas, a primeira avó, e, o que é mais, a geratriz eterna.
Ela não desapareceu, essa substância da qual provêm as esferas
siderais; não está morta, essa força, porque dá, ainda,
incessantemente, os princípios reconstituídos dos mundos que se
apagam do livro eterno.
A matéria etérea, mais ou menos rarefeita, que desce nos espaços
interplanetários; esse fluido cósmico que preenche o mundo, mais
ou menos rarefeito nas regiões imensas, ricas em aglomerações de
estrelas, mais ou menos condensado ali onde o céu astral não
brilha ainda, mais ou menos modificado por diversas combinações
segundo as localidades da extensão, não é outra senão a
substância primitiva em que residem as forças universais, de
onde a Natureza tirou todas as coisas.
A Gênese – Capítulo VI, item 17 – A Criação Universal.
Fluido Cósmico
Plasma Divino – O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do
Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.
Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis,
mundos e seres, como peixes no oceano.
Co-Criação em Plano Maior – Nessa substância original, ao
influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências
Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível,
os grandes Devas da teologia hindu ou os Arcanjos da
interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse
hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os
sistemas da Imensidade, em serviço de Co-Criação em plano maior,
de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz
deles agentes orientadores da Criação Excelsa.
Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma divino e
convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões,
radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a
leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e
milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez
que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o
Criador de Toda Eternidade.
Impérios Estelares – Devido à atuação desses Arquitetos Maiores,
surgem nas galáxias as organizações estelares como vastos
continentes do Universo em evolução e as nebulosas
intragaláticas como imensos domínios do Universo, encerrando a
evolução em estado potencial, todas gravitando ao redor de
pontos atrativos, com admirável uniformidade coordenadora.
É aí, no selo dessas formações assombrosas, que se estruturam,
inter-relacionados, a matéria, o espaço e o tempo, a se
renovarem constantes, oferecendo campos gigantescos ao progresso
do Espírito.
Cada galáxia quanto cada constelação guardam no cerne a força
centrífuga própria, controlando a força gravítica, com
determinado teor energético, apropriado a certos fins.
A Engenharia Celeste equilibra rotação e massa, harmonizando
energia e movimento, e mantêm-se, desse modo, na vastidão
sideral, magnificentes florestas de estrelas, cada qual
transportando consigo os planetas constituídos e em formação,
que se lhes vinculam magneticamente ao fulcro central, como os
elétrons se conjugam ao núcleo atômico, em trajetos
perfeitamente ordenados na órbita que se lhes assinala de
início.
Nossa Galáxia – Para idearmos, de algum modo, a grandeza
inconcebível da Criação, comparemos a nossa galáxia a grande
cidade, perdida entre incontáveis grandes cidades de um país
cuja extensão não conseguimos prever.
Tomando o Sol e os mundos nossos vizinhos como apartamentos de
nosso edifício, reconheceremos que em derredor repontam outros
edifícios em todas as direções.
Assestando instrumentos de longo alcance da nossa sala de
estudo, perceberemos que nossa casa não é a mais humilde, mas
que inúmeras outras lhe superam as expressões de magnitude e
beleza.
Aprendemos que, além de nossa edificação, salientam-se palácios
e arranha-céus como Betelgeuze, no distrito de Órion, Canôpus,
na região do Navio, Arctúrus, no conjunto do Boieiro, Antares,
no centro do Escorpião, e outras muitas residências senhoriais,
imponentes e belas, exibindo uma glória perante a qual todos os
nossos valores se apagariam.
Por processos ópticos, verificamos que a nossa cidade apresenta
uma forma espiralada e que a onda de rádio, avançando com a
velocidade da luz, gasta mil séculos terrenos para percorrer-lhe
o diâmetro. Nela surpreenderemos milhões de lares, nas mais
diversas dimensões e feitios, instituídos de há muito,
recém-organizados, envelhecidos ou em vias de instalação, nos
quais a vida e a experiência enxameiam vitoriosas.
Forças Atômicas – Toda essa riqueza de plasmagem, nas linhas da
Criação, ergue-se à base de corpúsculos sob irradiações da
mente, corpúsculos e irradiações que, no estado atual dos nossos
conhecimentos, embora estejamos fora do plano físico, não
podemos definir em sua multiplicidade e configuração, porquanto
a morte apenas dilata as nossas concepções e nos aclara a
introspecção, iluminando-nos o senso moral, sem resolver, de
maneira absoluta, os problemas que o Universo nos propõe a cada
passo, com os seus espetáculos de grandeza.
Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os
átomos em colméias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente
dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente
reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de
movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de
que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes
encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.
Semelhantes mundos servem à finalidade a que se destinam, por
longas eras consagradas à evolução do Espírito, até que, pela
sobrepressão sistemática, sofram o colapso atômico pelo qual se
transmutam em astros cadaverizados. Essas esferas mortas,
contudo, volvem a novas diretrizes dos Agentes Divinos, que
dispõem sobre a desintegração dos materiais de superfície, dando
ensejo a que os elementos comprimidos se libertem através de
explosão ordenada, surgindo novo acervo corpuscular para a
reconstrução das moradias celestes, nas quais a obra de Deus se
estende e perpetua, em sua glória criativa.
Luz e Calor – Os mundos ou campos de desenvolvimento da alma,
com as suas diversas faixas de matéria em variada expressão
vibratória, ao influxo ainda dos Tutores Espirituais, são
acalentados por irradiações luminosas e caloríficas, sem nos
referirmos às forças de outra espécie que são arrojadas do
Espaço Cósmico sobre a Terra e o homem, garantindo-lhes a
estabilidade e a existência.
Temos, assim, a luz e o calor, que teoricamente classificamos
entre as irradiações nascidas dos átomos supridos de energia.
São estes que, excitados na íntima estrutura, despedem as ondas
eletromagnéticas.
Todavia, não obstante tatearmos com relativa segurança as
realidades da matéria, definindo a natureza corpuscular do calor
e da luz, e embora saibamos que outras oscilações
eletromagnéticas se associam, insuspeitadas por nós, na vastidão
universal, aquém do infravermelho e além do ultravioleta,
completamente fora da zona de nossas percepções, confessamos com
humildade que não sabemos ainda, principalmente no que se refere
à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação
inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações
capazes de lançar ondas no Universo com a velocidade de 300.000
quilômetros por segundo, preferindo reconhecer, em toda a parte,
com a obrigação de estudarmos e progredirmos sempre, o hálito
divino do Criador.
Co-Criação em Plano Menor – Em análogo alicerce, as
Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo
fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para a
Co-Criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria
com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o
veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as
civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a
Humanidade Desencarnada. Dentro das mesmas bases, plasmam também
os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas
mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e
abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no
microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando
mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações
macrocósmicas, que desafiam a passagem dos milênios.
Cabe-nos assinalar, desse modo, que na essência, toda a matéria
é energia tornada visível e que toda a energia, originariamente,
é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos
propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e
prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o
mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem
de Todos é o seu Eterno Princípio.
Compete-nos, pois, anotar que o fluido cósmico ou plasma divino
é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da
Natureza, motivo pelo qual já se afirmou, e com toda a razão,
que “em Deus nos movemos e existimos” (Paulo, Atos, 17:28.).
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