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- O Espiritismo
tornar-se-á uma crença popular ou ficará circunscrita a algumas
pessoas?
- Certamente, ele
se tornará uma crença popular, e marcará uma nova era na
história da Humanidade, porque está na Natureza e é chegado o
tempo em que deve tomar lugar entre os conhecimentos humanos.
Entretanto, terá grandes lutas a sustentar, mais ainda contra o
interesse que contra a convicção, porque não é preciso
dissimular que há gente interessada em combatê-lo, uns por
amor-próprio, outros por causas inteiramente materiais. Mas nos
contraditores, achando-se mais e mais isolados, serão forçados a
pensar como todo o mundo, sob pena de se tornarem ridículos.
O Livro dos Espíritos – Questão 798.
Palavra aos
Espíritas
Espiritismo
revivendo o Cristianismo – eis a nossa responsabilidade.
Como outrora Jesus
revelou a Verdade em amor, no seio das religiões bárbaras de há
dois mil anos, usando a própria vida como espelho do ensinamento
de que se fizera veículo, cabe agora ao Espiritismo
confirmar-lhe o ministério divino, transfigurando-lhe as lições
em serviço de aprimoramento da Humanidade.
Espíritas!
Lembrem-nos de que
templos numerosos, há muitos séculos, falam d'Ele, efetuando
porfiosa corrida ao poder humano, olvidando-lhe a abnegação e a
humildade.
E porque não
puderam acomodar-se aos imperativos do Evangelho, fascinados que
se achavam pela posse da autoridade e do ouro, erigiram
pedestais de intolerância para si mesmos.
Todavia, a
intolerância é a matriz do fratricídio, e o fratricídio é a
guerra de conquista em ação. E a lei da guerra de conquista é o
império da rapina e do assalto, da insolência e do ódio, da
violência e da crueldade, proscrevendo a honra e aniquilando a
cultura, remunerando a astúcia e laureando o crime, acendendo
fogueiras e semeando ruínas em rajadas de sangue e destruição.
Somos, assim,
chamados à tarefa da restauração e da paz, sem que essa
restauração signifique retorno aos mesmos erros e sem que essa
paz traduza a inércia dos pântanos.
É imprescindível
estudar educando, e trabalhar construindo.
Não vos afasteis
do Cristo de Deus, sob pena de converterdes o fenômeno em fator
de vossa própria servidão às cidadelas da sombra, nem algemeis
os punhos mentais ao cientificismo pretensioso.
Mantende o cérebro
e o coração em sincronia de movimentos, mas não vos esqueçais de
que o Divino Mestre superou a aridez do raciocínio com a água
viva do sentimento, a fim de que o mundo moral do homem não se
transforme em pavoroso deserto.
Aprendamos do
Cristo a mansidão vigilante.
Herdemos do Cristo
a esperança operosa.
Imitemos do Cristo
a caridade intemerata.
Tenhamos do Cristo
o exemplo resoluto.
Saibamos preservar
e defender a pureza e a simplicidade de nossos princípios.
Não basta a fé
para vencer. É preciso que a fidelidade aos companheiros
assumidos se nos instale por chama inextinguível na própria
alma.
Nem conflitos
estéreis.
Nem fanatismo
dogmático.
Nem tronos de
ouro.
Nem exotismos.
Nem perturbação
fantasiada de grandeza intelectual.
Nem bajulação às
conveniências do mundo.
Nem mensagens de
terror.
Nem vaticínios
mirabolantes.
Acima de tudo,
cultuemos as bases codificadas por Allan Kardec, sob a chancela
do Senhor, assinalando-nos as vidas renovadas, no rumo do Bem
Eterno.
O Espiritismo,
desdobrando o Cristianismo, é claro como o Sol.
Não nos percamos
em labirintos desnecessários, porquanto ao espírita não se
permite a expectação da miopia mental.
Sigamos, pois, à
frente, destemerosos e otimistas, seguros no dever e leais à
própria consciência, na certeza de que o nome de Nosso Senhor
Jesus-Cristo está empenhado em nossas mãos.
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