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Desenvolvimento da Mediunidade – Ocupar-nos-emos especialmente
aqui dos médiuns escreventes, porque esse gênero de mediunidade
é o maus difundido, e de outra parte porque é, ao mesmo tempo, o
mais simples, o mais cômodo, o que dá os mais satisfatórios e
mais completos resultados; é também aquele que todo mundo
ambiciona. Infelizmente, não há, até o presente, nenhum
diagnóstico que possa indicar, mesmo aproximadamente, que se
possui esta faculdade; os sinais físicos pelos quais certas
pessoas acreditaram ver indícios, nada têm de certos. Ela se
encontra nas crianças e nos velhos, entre os homens e as
mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde,
o grau do desenvolvimento intelectual e moral. Não há senão um
meio para lhe constatar a existência, que é o de experimentar.
Pode-se obter a
escrita, como vimos, por meio de cestas e pranchetas, ou
diretamente pela mão; este último modo, sendo o mais fácil e,
pode-se dizer, o único empregado hoje, é ao que nos empenhamos
em dar preferência. O procedimento é o mais simples; consiste
unicamente em tomar lápis e um papel, e se colocar na posição de
uma pessoa que escreve, sem outra preparação; mas, para que se
tenha sucesso, várias recomendações são indispensáveis.
O Livro dos Médiuns – Questão n. 200
Formação Mediúnica
Anotando a
formação mediúnica, comparemo-la aos serviços do solo.
A terra desdobra
recursos para a sustentação do corpo.
A mediunidade cria
valores para alimento do espírito.
*
A terra, mesmo
quando possuída pela floresta brava, produz, de maneira
mecânica, se lhe atiramos algumas sementes; contudo, a lavoura,
nesse regime, surgirá em condições anômalas.
A mata dominante
abafará, decerto, as plantas nascituras.
Animais comparecem
na posição de primitivos donos da gleba, injuriando-lhes as
folhas.
Vermes
destruidores ameaçam-nas, a cada instante.
Enxurrada e sombra
constantes constituem-lhes empeço à vida.
Mas se o trato de
selva for cultivado contra a invasão de todo elemento estranho e
mantido em trabalho, conseguiremos, em breve, o celeiro de pão,
seguro e rico.
Também a
mediunidade, mesmo quando encravada no psiquismo de alguém que
paixões subalternas dominam, produz, de maneira mecânica, quando
se lhe entrega determinado gênero de ação; contudo, a tarefa,
nesse regime, surgirá em condições anômalas.
Tendências
infelizes abafarão decerto a obra recém-nata.
Sentimentos
inferiores comparecem, na posição de primitivos senhores da
alma, inutilizando-lhe as promessas.
Agentes da
discórdia ameaçam-na, a cada instante.]
Lodo moral e
perseguição gratuita constituem-lhe empeços à vida.
Mas se a
personalidade mediúnica for educada contra a invasão de toda
sombra de ignorância e mantida em serviço, conseguiremos, em
breve, o celeiro de luz, seguro e rico.
*
Não há
desenvolvimento mediúnico, para realizações sólidas, sem o
aprimoramento da individualidade mediúnica.
No caso da terra,
o lavrador será mordomo vigilante.
No caso da
mediunidade, o médium será o zelador incansável de si mesmo.
E médium algum se
esqueça de que é na terra boa abandonada que a praga e a
serpente, o espinheiro e a tiririca proliferam mais e melhor.
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