O Mensageiro  -  Revista Espírita-Cristã do Terceiro Milênio 

Título :
Formação Mediúnica

Autor:
Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)

Fonte:
Livro: Seara dos Médiuns

DOUTRINA

    


Desenvolvimento da Mediunidade – Ocupar-nos-emos especialmente aqui dos médiuns escreventes, porque esse gênero de mediunidade é o maus difundido, e de outra parte porque é, ao mesmo tempo, o mais simples, o mais cômodo, o que dá os mais satisfatórios e mais completos resultados; é também aquele que todo mundo ambiciona. Infelizmente, não há, até o presente, nenhum diagnóstico que possa indicar, mesmo aproximadamente, que se possui esta faculdade; os sinais físicos pelos quais certas pessoas acreditaram ver indícios, nada têm de certos. Ela se encontra nas crianças e nos velhos, entre os homens e as mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau do desenvolvimento intelectual e moral. Não há senão um meio para lhe constatar a existência, que é o de experimentar.

Pode-se obter a escrita, como vimos, por meio de cestas e pranchetas, ou diretamente pela mão; este último modo, sendo o mais fácil e, pode-se dizer, o único empregado hoje, é ao que nos empenhamos em dar preferência. O procedimento é o mais simples; consiste unicamente em tomar lápis e um papel, e se colocar na posição de uma pessoa que escreve, sem outra preparação; mas, para que se tenha sucesso, várias recomendações são indispensáveis.
O Livro dos Médiuns – Questão n. 200



Formação Mediúnica

Anotando a formação mediúnica, comparemo-la aos serviços do solo.

A terra desdobra recursos para a sustentação do corpo.

A mediunidade cria valores para alimento do espírito.

*

A terra, mesmo quando possuída pela floresta brava, produz, de maneira mecânica, se lhe atiramos algumas sementes; contudo, a lavoura, nesse regime, surgirá em condições anômalas.

A mata dominante abafará, decerto, as plantas nascituras.

Animais comparecem na posição de primitivos donos da gleba, injuriando-lhes as folhas.

Vermes destruidores ameaçam-nas, a cada instante.

Enxurrada e sombra constantes constituem-lhes empeço à vida.

Mas se o trato de selva for cultivado contra a invasão de todo elemento estranho e mantido em trabalho, conseguiremos, em breve, o celeiro de pão, seguro e rico.

Também a mediunidade, mesmo quando encravada no psiquismo de alguém que paixões subalternas dominam, produz, de maneira mecânica, quando se lhe entrega determinado gênero de ação; contudo, a tarefa, nesse regime, surgirá em condições anômalas.

Tendências infelizes abafarão decerto a obra recém-nata.

Sentimentos inferiores comparecem, na posição de primitivos senhores da alma, inutilizando-lhe as promessas.

Agentes da discórdia ameaçam-na, a cada instante.]

Lodo moral e perseguição gratuita constituem-lhe empeços à vida.

Mas se a personalidade mediúnica for educada contra a invasão de toda sombra de ignorância e mantida em serviço, conseguiremos, em breve, o celeiro de luz, seguro e rico.

*

Não há desenvolvimento mediúnico, para realizações sólidas, sem o aprimoramento da individualidade mediúnica.

No caso da terra, o lavrador será mordomo vigilante.

No caso da mediunidade, o médium será o zelador incansável de si mesmo.

E médium algum se esqueça de que é na terra boa abandonada que a praga e a serpente, o espinheiro e a tiririca proliferam mais e melhor.

               

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